Mais um verso da lavra de Jeremias Macário

De seus cabelos,

Cor da graúna,

Finos fios,

Tecem nessa teia,

Enredos e segredos.

 

Seus cabelos ternura,

De pura seda,

Deusa grega,

Tão meiga,

Do cisne Zeus,

Ou cigana alegria,

De alma indiana,

A irradiar energia.

 

O poeta navegante,

Das espumas flutuantes,

Encantado se enamorou,

Com aquela sereia,

Serena a flutuar,

No mar das águas nua,

Prateada da lua,

E de seus cabelos,

Dela fez musa amor,

Com seu poema eternizante.

 

Seus cabelos,

Na rede balança,

No vaivém da trança,

Flor da poesia,

De sorriso menina,

Que me ilumina.