Ele prometeu reduzir os ministérios e agora anuncia criar mais para dar aos seus aliados do Congresso Nacional, na base do toma lá, dá cá (como bando de bandidos, cada um tem o seu preço). Prometeu combater a corrupção e fez o contrário, dominando as instituições federais, para proteger seus filhos dos malfeitos. Chamou o grupo de deputados do Centrão de ladrões, e ele se aliou.

Durante dois anos só fez destruir; falar palavrões; negar a ciência; atentar contra a democracia e a liberdade de expressão; incentivar a derrubada das matas; acabar com o meio ambiente; xingar jornalistas e até mandar eles tomarem no rabo; desobedecer as leis não usando máscaras e fazendo aglomeração; destilar seu racismo e sua homofobia; tentar implantar uma ditadura no país; e ainda prometer fazer muito mal.

Conta a lenda mitológica que Prometeu e seu irmão Epimeteu criaram a terra e tudo que nela habita. Coube a Júpiter fazer a mulher, mas Prometeu alertou o irmão que tivesse cuidado com Júpiter. Epimeteu tinha uma caixa chamada de Pandora que não podia de forma alguma ser aberta.

Com a curiosidade peculiar da mulher, ela resolveu abrir a caixa para ver o que continha. Na segunda versão da lenda (na primeira só existiam pragas, tudo que era de ruim), quando ela foi aberta lá se foram todas as coisas boas que estavam na caixa, mas lá fundo ficou a esperança. No Brasil de hoje, ainda resta um fio de esperança na caixa de Pandora.

A esperança é que essa pandemia da Covid-19 se vá com a vacinação, e que tantas outras pandemias que se abatem sobre nós, trazidas pelo grande mal, sejam extirpadas. Antes que tudo seja destruído, o povo brasileiro precisa reagir, se indignar e dar uma basta a essa corja de terraplanistas.

É muito vergonhosa, sobretudo para a instituição das forças armadas, ver esses generais e coronéis se rebaixando a um capitão fora do seu juízo mental. Quanto aos generais, já existe um passado triste e melancólico que foi a ditadura.

No corpo civil, é também vergonhoso ver um procurador Geral da República ser submisso aos caprichos do seu chefe que lhe indicou, manchando a Justiça. No lugar de pedir a investigação do chefe quanto a negligência pela tragédia anunciada de Manaus, ele aponta o dedo para o general intendente da pasta do Ministério da Saúde.

Outra vergonha é o Congresso Nacional que se vendeu por dinheiro e poder. A Câmara elegeu um investigado por corrupção. Seu passado é constrangedor e nojento, e o que dá mais náuseas é ver cinicamente eles falarem em povo e que estão a serviço do Brasil, quando estão ajudando a destruir, sendo corrompidos pelo grande corruptor. Da caixa de pandora, só nos restou a esperança. Todos os bens se foram.