Por 35 dias transitaram os candidatos na televisão e no rádio no horário da propaganda eleitoral, sem propostas, sem pautas de trabalho, sem projetos e planos, num baixo nível do tipo conversas de botequim.
Como eleitor e cidadão, me senti um lixo e envergonhado desse Brasil onde impera a decadência em todos setores, e a tendência é piorar enquanto não houver uma reforma política que ajuste igualdade a todos em termos de tempo e recursos, além de outras aberrações que precisam ser liquidadas.
Não vou aqui alimentar ilusões de que se faça uma reforma política séria porque eles não querem, não importando qual ideologia sejam ou tenham. Então, vamos continuar juntando os cacos dos paradoxos, das incoerências e das contradições.
Fiquei atento para ver se alguém falasse sobre cultura e, somente um tocou no assunto, mesmo assim de forma superficial como aquele tipo de propaganda subliminar. Nenhuma voz dos intelectuais, dos artistas e dos fazedores de cultura sobre esta questão.
Não dá aqui para ficar relatando as barbaridades, a desmoralização das instituições brasileiras e o baixo nível político a que chegamos porque seria uma perda do meu precioso tempo. É como se alguém perguntasse o que achou sobre um determinado evento e, simplesmente respondesse, sem comentários.
Durante toda essa jornada pecaminosa, cheia de promiscuidade, fanatismos, mentiras e falações genéricas, quem mais saiu enlameada foi a nossa já frágil democracia, esta que vem sendo vilipendiada e apedrejada como se fosse uma “Geni”.