O dinheiro e o poder. Quem veio primeiro? Acredito que seja mais um enigma a ser decifrado pelos pesquisadores, historiadores, antropólogos, filósofos, teólogos e cientistas, se bem que no sentido divino de um deus, o poder veio primeiro.
Na concepção de antigamente, o todo poderoso era escolhido pelo divino. Há quem ainda fale isso nos dias atuais. Só não vou citar aqui os nomes bem conhecidos de todos que governam como se fossem deuses opressores do povo.
Alguém pode dizer que são apenas elucubrações e que cada um tem o seu ponto de vista. Eis a questão, “ser ou não ser”! No plano terreno, o poder foi adquirido por aqueles que tinham mais posses e forças para guerrear e dominar outras tribos.
Pela carruagem do tempo, no início só havia o escambo, ou troca de mercadorias entre os povos sedentários que eram agricultores e domesticadores dos animais. Os colhedores e caçadores eram nômades livres e não ligavam muito para essa coisa de poder.
Do escambo nasceu o dinheiro através do metal vil do ouro e da prata lá na Lídia (hoje Turquia), bem antes de Cristo. Somente depois apareceu o bicho diabo dinheiro em espécie, confeccionado pela China. A partir daí o poder humano tornou-se mais forte com a injeção do dinheiro.
Bem, essa história saiu da minha cabeça, mas pode ser contestada. Como diz o Chicó, “só sei que foi assim”, mas ainda ficou embolado sobre quem nasceu primeiro. Em meu juízo já com meus neurônios desgastados, considero que o poder veio primeiro, bem antes da invenção do dinheiro, depois do escambo.
Nem sei o que me deu na cachola hoje de escrever algumas linhas sobre este tema complicado. Pode ter sido os entreveros que passei, os quais me levaram a essa doideira desse negócio de dinheiro e poder. É que estamos sempre ligados aos dois neste sistema capitalista em que vivemos e deles somos escravos.
Como já me meti nessa enrascada ou nessa barca furada, lembrei da antiga Grécia com o surgimento da democracia que diz que “todo poder emana do povo”. Acho que isso é uma grande furada que os filósofos criaram, o mesmo que “a voz do povo, é a voz de Deus”.
Fui olhar no dicionário o significado de “emanar”, do latim emanare. Michaelis 2000 (Moderno Dicionário da Língua Portuguesa), explica que a palavra significa originar-se, proceder, provir, sair de, desprender-se, disseminar-se em partículas sutis.
Ora, nem lá na Grécia isso tudo saia do povo e sim do poder para dominar o povo. Então acho que é o contrário, ou seja, todo povo emana do poder, principalmente nessa era evolutiva da tecnologia e desde antes da revolução industrial lá pelo final do século XVIII.
Na minha modesta análise, hoje para se alcançar o poder é preciso ter muito dinheiro, caso das nossas eleições, não somente no Brasil, mas, principalmente, no mundo capitalista ocidental. Quanto mais dinheiro, mais probabilidade de se chegar ao poder e com ele, mais dinheiro para se perpetuar nele.
Portanto, mesmo numa democracia como a nossa, ainda tão falha que não preenche todos requisitos emanados (olhe aí o emanar) da Constituição retalhada e enxovalhada, com tanta desigualdade social, não engulo essa de que “todo poder emana do povo”.
Terminei misturando dinheiro e poder com democracia e povo. Acho que fiz uma miscelânea e não vou mais me esticar pela frente senão acabo falando mais besteiras e asneiras.
E para você, quem veio primeiro, o dinheiro ou o poder? Para quem gosta de polêmica, como meu amigo Manno, este assunto é um bom prato para ser saboreado a dois ou mais gente numa mesa de bar. Pode ser também numa roda de discussão de sarau. Não é meu companheiro Dal Farias. Isso é coisa para Itamar esmiuçar.