Ainda nesta semana estava conversando com um amigo sobre a necessidade urgente de desafogar o centro de Vitória da Conquista onde todas as decisões políticas, sociais e econômicas estão concentradas num só lugar. Todos os caminhos para resolver problemas burocráticos em repartições públicas, pagamentos, questões imobiliárias e outros “pepinos”, como se fala na gíria, levam ao centro, que se tornou um caos no trânsito e, principalmente, em termos de estacionamento. A Zona Azul se tornou uma torre de babel porque sempre está mudando de normas. Uma das soluções para desafogar o centro, conforme comentávamos, seria a criação de um Centro Administrativo unindo prefeitura e secretarias, questão que já foi posta em programas de candidatos em épocas de eleições. Além de solucionar vários problemas de circulação, oferecendo melhor qualidade de vida no aspecto humano, todos ganhariam com a instalação de um Centro Administrativo, sobretudo os usuários dos serviços públicos que iriam resolver seus problemas em menor tempo. A impressão é que os prefeitos eleitos sofrem certa pressão do setor lojista e temem apresentar um projeto que poderia contar com apoio estadual e federal no quesito recursos. Nos últimos 30 anos, Conquista experimentou um elevado crescimento, um dos maiores do Norte e Nordeste, só que houve um descompasso em comparação com a demanda populacional. A sua infraestrutura para os tempos modernos deixa muito a desejar. O centro, por exemplo, passou a ser um grande problema pelo acúmulo de pessoas e carros por metro quadrado. Os anos vão passando e a situação só tende a se agravar. Ir ao centro hoje é um tormento e se perde muito tempo, sem falar no estresse e na irritação. Falta planejamento e sobra desordenamento.