Autoria do jornalista e escritor Jeremias Macário

Solto minha fumaça,

Com essência de aço,

Na espera da graça,

Para ver o sol rajar

Do nascente ao poente,

E vou livre a navegar,

Pelas ondas do mar.

Cucas poluídas

De ideias malucas,

Das malignas redes sociais,

Tecidas de teias,

Por aranhas venenosas,

Que cortam veias,

Manipulam canais,

Como inimigas viscerais.

Cucas malucas,

Que infestam nossas cucas

Até a nuca,

Cheias de lixos,

De ideologias medievais,

Que delas brotam bichos,

Para consumir nossos ideais.

Cuca é templo racional,

É da terra, sagrado sal,

Não é propriedade

Desses cabras idiotas,

Que atacam a liberdade,

Como falsos patriotas.

Nossa cuca não é latrina,

Nem pinico de doutrina,

Para intruso influenciador,

Nela mijar e fazer cocô.