Poema de autoria do jornalista Jeremias Macário

“Que sol quente que tristeza,

Que foi feito da beleza,

Tão bonita de se olhar…”

Como lamenta o nosso Vandré,

Que tanto falou de esperança e fé,

Da “gente desse lugar”.

 

Até a corda está cara,

Couro cru não tem mais,

Então vai mesmo é de pano,

O corpo véio que virou vara,

Nesse Nordeste bíblico desumano.

 

SertãoNeste, carrasco de aço,

Riscado seco chão do agreste,

Do repente da letra no compasso,

Que das cinzas como a Fenix,

Valente ergueu o Sul e o Sudeste.

 

SertãoNeste do bravo Corisco,

Que não se entrega não,

Nessa terra da vela na mão,

Toda traçada de espinho,

Que da chuva brota o verde,

Da serra desce o São Francisco,

Pra fazer o milagre do vinho.

E matar a fome do ribeirinho.