Tem pesquisas que só dizem o óbvio ululante, porque qualquer pessoa com determinado nível de instrução já sabe. Essas pesquisas só têm sentido em termos de quantificação. O IBGE, por exemplo, concluiu que a pandemia do coronavírus aprofundou ainda mais  o fosso entre ricos e pobres. Os números negativos das desigualdades sociais são altos. Isso já está bem visível aos nossos olhos com o aumento da pobreza, dos desabrigados, dos milhões de desempregados e de outros milhões vivendo na miséria, como bem mostram as imagens clicadas através das lentes do jornalista Jeremias Macário nas ruas e avenidas de Vitória da Conquista.  Essas pessoas, que têm uma profissão, (um deles é motorista) estão nas ruas pedindo socorro, passando fome e necessidades de todos os tipos. São de todos lugares como estes personagens das fotos que vieram de Minas Gerais e não têm mais como retornar às suas terras. São como refugiados dentro do seu próprio país que, infelizmente, abandonou seus filhos, numa pátria onde o slogan diz que é amada. São quadros tristes e impactantes, mas que devem ser mostrados. Alguém já disse que o “homem sem pátria é como o rouxinol sem jardim”. É assim que muitos se sentem no Brasil, tão rico com um povo tão pobre. Achamos que não temos culpa pelo que está acontecendo, mas foi a nossa sociedade, com a qual compactuamos, quem criou a fome e a violência.