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:: 21/ago/2020 . 0:37

POR UM AUXÍLIO

E continuam as intermináveis filas nas agências da Caixa Econômica, como na foto do jornalista Jeremias Macário, tudo por um auxílio emergencial do governo federal que está usando o momento para fazer seu populismo com o dinheiro do próprio brasileiro trabalhador, desempregado e desamparado. Os milhões de invisíveis apareceram. É muito sofrimento e humilhação que não tem fim neste país, passando de governo a governo, que utiliza desse expediente de esmolas para se perpetuar no poder. Infelizmente, a maioria do nosso povo é inculta e sem consciência política para entender que os políticos se apropriam desse ponto fraco para manipular o eleitor nos momentos mais difíceis, como o que o Brasil está atravessando. O pior é que a nossa nação continua sendo massa de manobra por falta de educação, que eles próprios negam de propósito. Podem me chamar de pessimista, mas não acredito num futuro melhor enquanto permanecer essa política de deixar a população na miséria para dela se aproveitar.  Mesmo diante das dificuldades com o emaranhado burocrático (muitos passam o dia numa fila e voltam pra casa sem nada), esse povo acha o governo”bonzinho” e “caridoso”. É o mesmo que dar esmolas com o chapéu dos outros. É a tática de piorar mais ainda, negando o vírus e a ciência, receitando cloroquina e nem dando a mínima para as mais de 100 mil mortes, para capitalizar simpatia e aprovação com o auxílio emergencial. Não se enganem! Até quando vão abusar da nossa paciência?

DE PAI PRA FILHO

Autoria  do jornalista Jeremias Macário

Oh, Supremo Pai Eterno!

Agradeço sua passagem,

De viagem pra voltar à terra,

Onde fui chicoteado e crucificado;

Pedi pra afastar de mim esse cálice,

Quando me cuspiram na face,

Me julgaram ser rei dos romanos,

E duelei com o diabo no inferno.

 

Os terráqueos querem ser o Senhor,

Mandar foguetes para o espaço,

Pra desvendar o mistério universal,

Mas não passam de primatas do aço,

Adoradores das orgias e das armas,

Que criam ódio, intolerância e dor,

E nem cuidam da miséria de sua casa,

Onde espalhou a fome, o deus capital.

 

Querem criar a vida, algozes da natureza,

Que plantam germes e outras doenças;

Semeiam guerras como arte e beleza;

Atiram nas araras e derrubam as matas;

Pregam em seu Nome fanáticas crenças,

Sem caráter, mentem e fingem ser feliz;

E dizem que tudo foi Deus que assim quis.

 

Oh, Pai, essa humanidade não se une!

Nem no mortal coronavírus vendaval,

Onde os poderosos para ter imunidade,

Viram piratas de aparelhos respiratórios;

Injetam vírus nos chips dos computadores,

Para extrair pesquisas dos laboratórios,

E deixar os pobres sem a vacina da cura.

 

Oh, Pai, não me mande mais pra terra,

Onde a humanidade faz apologia do mal:

Tudo é comunista e vão me assassinar,

Como naquele Brasil da louca psicopatia,

De corruptos da matança pelo metal vil,

Que roubam a comida, a água e só dão sal,

Ainda deixam o povo analfabeto irracional.

 

Filho, meu, Você é a única salvação,

Para separar o honesto do ladrão,

Renovar o cálice com um novo vinho;

Fazer uma outra pregação da montanha;

Banir com a palavra os radicais extremistas;

Chicotear a pele desses imbecis racistas.

De couraça selvagem como porco-espinho.

 

Pai, seu mandamento foi-se ao vento!

E se perdeu na orgia bacanal do tempo;

Todos sempre estão a mudar de amor,

Que murcha mais rápido que a flor;

Não vou mais carregar essa pesada cruz,

Onde não existe no homem mais luz.

 

Veja lá, meu Pai, aquele tal Brasil,

Onde a empatia ao irmão dele sumiu,

E a multidão como boiada em manada,

Não mais sabe distinguir o errado do certo;

Seu ensino voa pelas areias do deserto,

E até sua Igreja mente pra seu rebanho,

Mais preocupada com o dízimo do ganho.

 

Meu Filho, pelo menos dê a cara por lá

Naquela pátria de malandragem a roubar,

Nem que seja pra clarear fundamentalista,

Que não acredita no saber do cientista;

Mistura religião com ganância capitalista,

E troca o emocional pela linha da razão.

 

Perdoe, meu Pai! Eles fingem que sou amado,

Preferem a intolerância e viver de armas na mão,

Se lá Eu for, serei como um intruso devorado;

Em defesa da justiça e da sua Santa Trindade,

Fui uma vez crucificado na terra de Salomão.





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