De autoria de Júlio Lucas, do seu novo livro “NOVAMENTE POESIA”

Uma partida parte nossa silhueta

Um fluído pálido escorre do nosso vazio

E banha a estrada que nos separa

Que não se para

Não se volta

 

Volto meus olhos

Para dentro da minha sólida

E estática solidão onde te tenho

E te mantenho

Onde a língua das horas

Não mais te saboreará

Na mão enrugada

Dos amanheceres

 

Nas mesmas mãos do adeus

Observo sua fotografia

Que não pode…

Que não vai amarelar…