Autoria do jornalista e escritor Jeremias Macário

É o início do fim,

Quem viver, verá

Subirem as águas do mar.

 

Cidades serão inundadas,

Quem viver, verá

Capitais sairão do radar.

 

Os escombros da terra,

Quem viver, verá

A poluição apagar o luar.

 

Toda geleira vai derreter,

Quem viver, verá

Os viventes tombarem sem ar.

 

As florestas vão deixar de existir,

Quem viver, verá

O solo deserto salgar.

 

Ventos, raios e furacões,

Quem viver, verá

Ranger de dentes e chorar.

 

A luxúria do consumismo,

Quem viver, verá

O planeta de lixo se lixar.

 

Enchentes, secas e fome,

Quem viver, verá

Não se ter mais nada pra comprar.

 

As quatro estações do ano,

Quem viver, verá

Não haverá mais tempo pra plantar.

 

Os poços do óleo petróleo,

Quem viver, verá

Não terão mais energia pra jorrar.

 

O rico vai ficar pobre,

Quem, viver, verá

Todos vão se igualar.

 

Os segredos vão ser revelados,

Quem viver, verá

E o amor vai perdoar.

 

Seus desuses não vão mais te olhar,

Quem viver, verá

Não adianta mais orar.

 

Sem mais abelhas pra florar,

Quem viver, verá

Não terão mais flor a polinizar.

 

A noite vai virar dia,

Quem viver, verá

É o aquecimento solar.

 

Quem sabe as trevas!

Quem viver, verá

Sem mais tempo pra clarear.

 

Não mais cientistas pra alertar,

Quem viver, verá

Porque não tem mais nada pra profetizar.