As imagens captadas pelas lentes do jornalista e escritor Jeremias Macário, em sua viagem de Vitória da Conquista a Juazeiro, na Bahia, demonstram muito bem os efeitos da pandemia nos setores de bares e restaurantes nas estradas, com o fechamento de muitos estabelecimentos, inclusive de postos de combustíveis, oficinas e borracharias.  Muitos desses locais onde fazia paradas em minhas andanças, como o da foto na BR-242, entre os acessos de Andaraí e Rui Barbosa, na Chapada Diamantina, foram abandonados. Viraram pontos fantasmas. Observei muitos comércios de pequeno porte que encerraram suas atividades como resultado da primeira onda da Covid-19. Esses micros negócios não tiveram o suporte financeiro dos governantes e foram obrigados a fechar suas portas. Só os maiores resistiram, mesmo assim tiveram seus movimentos reduzidos e, somente agora, estão tentando se recuperar, com muito sacrifício. Claro que a vida deve estar acima da economia, mas a ausência do Estado nessa crise de “guerra epidêmica” provocou o desemprego de milhares de famílias pelo Brasil a fora, aumentando mais ainda a pobreza e gerando fome. São os efeitos da pandemia, difíceis de serem anulados. O estrago foi grande.