Não conheço nenhum país no mundo que tenha atingido o patamar do desenvolvimento sem muito trabalho, disciplina e educação. Pois é, por isso que o nosso Brasil ainda continua sendo o país do futuro, e dos feriadões, sem contar os carnavais, é claro. Parece que estamos vivendo em “céu de brigadeiro”, sem crise moral, política e econômica.

Pense agora na quantidade de gente que não sabe nem explicar o motivo do feriado! Tiradentes! Algum santo, inventor ou jogador de futebol? Não se apoquente com a ignorância, pois vem na outra semana o feriadão do primeiro de maio, recheado de festas e shows de duplas sertanejas com direito a brindes. Este, quase todos sabem, mais ou menos sobre sua origem.

Interessante! Não ia falar sobre isso, só que ficou encravado na minha cabeça e terminou saindo sem perceber. Deve ter sido porque sou ranzinza demais. Quem não gosta de um feriadão pra curtir e gastar grana, nem que fique endividado e com uma tremenda ressaca! Eu que sou chato e sem graça.

Meu assunto mesmo é sobre os falsos salvadores da pátria que estão botando a cabeça pra fora. Cuidado com eles! É muito triste ver um país tão grande e rico de recursos naturais chafurdado na lama de mentiras e corrupções.

 Pior ainda é ver um governo e um partido, que pela ânsia do poder a qualquer custo, terminaram por ressuscitar fantasmas de suas tumbas que até ontem apoiaram o golpe militar e agora retornam como mortos-vivos para nos assustar com pregações de extrema-direita.

Irrita muito essa persistência de justificar o erro com outro, como a “pedalada fiscal”, caixa “2”, mensalão, “propina oficializada”, dentre outros. Estão abrindo, cada vez mais, espaços para os gaviões que adoram comer pintinhos indefesos.

Os aproveitadores e oportunistas estão chegando com discursos enganadores convencendo uma massa inculta politicamente porque esse mesmo governo e partido deixaram o povo sem nível de entendimento cultural e, portanto, vulnerável às armadilhas dos falsos salvadores da pátria.

Sem confiança e esperança nos poderes eleitos, parlamento com 77% de reprovação e executivo com mais de 60%, essa população, como num naufrágio, está se agarrando a qualquer tábua de salvação.

O perigo é essa mão invisível empurrar a nação para um precipício ainda maior. Inventaram uma nova classe “c” de dois salários mínimos (a inflação já levou tudo) sem nenhuma base de cultura política e conhecimento humano. Pelo baixo nível do nosso ensino, é uma classe fácil de ser iludida, como também um montão das outras.

De uma maneira atabalhoada, mas pensada o bastante para convencer os brasileiros, deram uma de mãe dos pobres e pai dos ricos. De um lado criaram bolsas famílias, cotas, fies, seguros e pensões de fáceis manipulações, e do outro mirabolantes projetos, sem a devida viabilidade técnica e econômica, de refinarias, estaleiros navais e até a transposição do rio São Francisco, cujas obras estão paradas por falta de recursos ou na lama da corrupção.

Tudo isso foi feito enquanto rasgavam as vestes do país e dividiam os pedaços entre si para perpetuarem no poder. E não foi só um partido, mas todos os conluiados na trama.

Agora que o cobertor não deu para cobrir todo mundo, aparecem por aí os espertalhões com tecidos aparentemente da pérsia em tapetes mágicos. Gostaria, por exemplo, de saber quem está por trás desse MBL-Movimento Brasil Livre. Isso tem cheiro de mofo com aparência de coisa nova. É preciso ficar atento e não cair noutro conto da salvação!