Não vamos falar aqui da história do Arraial da Conquista, fundada há mais de 180 anos, mas a de hoje com sua economia pujante, calcada, principalmente, no comércio e nos serviços, a terceira maior cidade da Bahia com cerca de 400 mil habitantes, só que ainda carente de obras de infraestrutura, que não acompanhou a demanda da sua população. Da pecuária, do algodão, do comércio, da cafeicultura e do ciclo educacional, temos uma Vitória da Conquista desenvolvimentista, mas com suas feridas na desigualdade social, na deficiência dos transportes públicos, no atendimento à saúde que ainda deixa a desejar, na falta de grandes obras de drenagem pluvial, que não suporta as grandes chuvas com as mudanças climáticas, ou o aquecimento global, sem falar em outras questões, como o abandono na cultura. Temos que olhar o nosso passado, mas encarar o presente para que tenhamos um futuro mais próximo, ou seja, uma cidade com menos desigualdades, mais arborizada, mais estrutura no abastecimento de água, no setor energético, com mais cultura e mais segura para se viver. Mesmo assim, temos que parabenizá-la pelos seus 186 anos quando foi instituído o Conselho Municipal, espécie de Câmara de Vereadores, em 1840, e empossado o primeiro intendente-administrador, ou prefeito.