Vergonha é pouca coisa com o que está acontecendo de escandaloso no Congresso Nacional, com pautas aprovadas nas caladas das madrugadas que protegem interesses próprios deles mesmos e livra da cadeia criminosos que tentaram dar um Golpe de Estado e instalar uma ditadura militar no país. A cassação do deputado Glauber Braga é injusta e não passa de um revide  da oposição com relação a Eduardo Bolsonaro e a Carla Azambelli. São fatos totalmente diferentes.

Seus membros agora estão ensaiando uma anistia para os golpistas e querem o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Na verdade, esse Congresso de 513 deputados e 81 senadores, o pior de toda história do Brasil, deveria mesmo era sofrer um processo de impeachment por parte do povo brasileiro por falta de decoro parlamentar, mas todos sabem que isso não é possível, além de ser uma iniciativa surreal. As imagens bizarras dizem tudo.

UM SILÊNCIO PERTURBADOR

Nação dividida, ódios repartidos, nazifascismo e instituições corrompidas. Povo desvalido, fanáticos de Bíblia nas mãos, alienação, jovens perdidos sem cartazes nas mãos e pobres na tocaia de uma doação. Emboscadas da violência, sangue no asfalto dos assaltos e multidões sem guias. O futebol é o nosso deus da ocasião. O agro é o nosso salvador, ou devastador. O silêncio é perturbador.

Nem eu mesmo sei o porquê desse jogo de palavras relativas ao nosso cenário de horror. Talvez esteja me sentindo perdido quando vejo cenas vergonhosas, impactantes e chocantes em nosso país, quando o Brasil não merecia passar por tão vergonhosa estupidez, gestada das barrigas desses poderosos, mas a questão é secular.

Fomos ao longo desses séculos de mais de 500 anos acumulando desmandos, corrupções, promessas não cumpridas, princípios dissolvidos pela ganância do poder, ao ponto de o brasileiro não acreditar e confiar mais em ninguém. Ele se tornou um insensível e perdeu a dignidade de se indignar com os absurdos.

Sempre falamos de fundo do poço, mas nesse poço sempre existe mais fundo, como é o caso do nosso Congresso Nacional que só faz piorar. Bandidagem é pouca coisa para descrever essa tropa, ou bando, que hoje, por incrível que pareça, governa o nosso país, não como um legislativo decente, mas como cabras de cangaceiros tresloucados.

Para o bem da nossa democracia, esse Congresso Nacional de desvairados, de projetos fascistas e retrógradas, poderia muito bem ser dissolvido, pelo menos por uma temporada, ao tempo em que todos fossem enviados para uma clínica psiquiátrica de desintoxicação de substâncias químicas corrosivas ao organismo social.

Porque não um pedido de impeachment de todo Congresso Nacional que só tem nos feito mal? Todos eles ficariam inelegíveis por oito ou 12 anos, inclusive seus descentes. Com o tempo seriam esquecidos e nisso o nosso povo brasileiro é craque porque é desmemoriado.

Não a uma ditadura, mas teríamos de encontrar uma fórmula de exercitar nossa liberdade, contanto que esse Congresso, coiteiro de bandidos e malfeitores, fosse banido, registrado apenas nas páginas da história para que nunca mais se repetisse.

É este o Congresso que queremos, dividido em bancadas de interesses onde eles mandam e a população obedece como escrava? Pelos nossos pecados e omissões, bem que merecemos esse espetáculo de horrores. Todos nós somos cumplices.

Estamos colhendo o que plantamos, mas os governantes de um modo geral são os maiores culpados por termos hoje em nossos quintais essas plantas venenosas e carnívoras.

Nossa gente sempre foi conduzida como boiadas submissas e escravas da ignorância. Essas cuias de esmolas nunca criaram cidadãos conscientes politicamente de suas escolas que fizeram. É o alto preço que estamos pagando e não adianta ficar aqui fazendo elucubrações filosóficas, sociológicas, marxistas ou citando altos intelectuais para explicar o inexplicável. Tudo é muito simples de entender, basta ter o equivalente ao primário escolar de antigamente.

Para se galgar ao poder, o caminho sempre foi fazer alianças com o diabo belzebu das elites burguesas, conservadoras, extremistas e fundamentalistas do “evangelho”.  Essa mistura indigesta com os chifrudos dos infernos terminou gerando monstros do banditismo.