:: 4/mar/2021 . 22:50
CORONAVID
Durante esse amargo período da pandemia, para acalmar meu espírito e passar alguma mensagem para os outros, tenho procurado ocupar o tempo lendo, escrevendo meus textos e versos poéticos, produzido vídeos e, mais recentemente, enveredei pelo terreno tão difícil da escultura, como desafio (não é mesmo meu forte). Nessa investida, passei duas semanas montando uma escultura feita de cipó intitulada “CORONAVID”, uma homenagem ao meu poema e uma fusão do maldito Corona com a Covid. Trata-se de uma figura humana se protegendo com a máscara e, na cabeça, a danada da Covid atacando ou invadindo o globo terrestre. Seja como for, é uma obra conceitual, de protesto contra esse governo genocida que aí está, o pior da história do Brasil, bem como de pesar e lamento pelas mais de 160 mil mortes vítimas desse vírus. Para acabar com isso, queremos vacina, mas o capitão emperra as negociações e responde ao clamou social, dizendo que só se for comprar “da sua mãe”. É tão imbecil ao afirmar que o Brasil é um país de mais de 200 milhões de habitantes e, diante disso, que os laboratórios procurem o país para vender seus produtos. Ora, os países que se planejaram bateram nas portas das companhias farmacêuticas e adquiriram, a muito custo, seus lotes de vacinas. Ele não está nem aí para vacinar o povo brasileiros. Os governadores e prefeitos deveriam sim, redigir uma carta aberta à nação pedindo que esse capitão renuncie à presidência.
SANGUE PROIBIDO
Poema de autoria do jornalista e escritor Jeremias Macário
Morena serena,
de corpo inteiro,
de olhos verdes,
cores do coqueiro.
Palmas balançam,
entre a faca afiada,
no fio do corte,
da carne cortada,
com sangue espirrado,
na mão ensanguentada.
Toque terno interno,
no vermelho a escorrer,
entre o proibido sentir,
no desejo quente,
do beijo ardente,
tocando até o ventre.
Ternura carente,
de uma tarde fria;
desperta o membro,
e o prazer irradia,
por fora e por dentro,
no corpo latente rente.
O orgasmo aflora,
entre pernas sedentas;
o sangue bombeia,
na medida da hora,
correndo pela veia,
acordando os sentidos,
dos líquidos proibidos.
Do fruto dos seios,
escorre a deliciosa ceia,
e fecunda o sêmen,
entre os galanteios,
tecendo sua fina teia.
Nascido da carne,
do extrato libido,
de um pecaminoso
sangue proibido,
Intravenoso.
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