Este poema do jornalista Jeremias Macário começou em 2003 e terminou em 2020,

e teve uma história de um rascunho resgatado agora por acaso

Existe dentro de mim uma inquietude,

Uma ansiedade do existir,

Procura do ser e do ter,

Dúvidas eternas do sentido;

Medo do que estar por vir,

De uma alma empedernida,

Que quer voar…

Navegar pelo infinito,

Sufoco no grito,

Vivo em caminhos de labirinto,

Ser – ter e o querer

Despedaçado nos pergaminhos.

 

Cá estou ouvinte de dois mil e vinte,

E ainda me intriga esse mistério

Do existir, mas sem medo do espinho,

Vou na quietude dessa inquietude,

Roendo a corda da filosofia,

Mais perto dessa finitude,

Peregrina viagem de um alienista,

Com um pouco mais de sabedoria,

No duelo desafio do não e do sim,

Desse angustiado humano desumano,

Ampulheta da vida consumista,

Que leva o planeta ao seu fim.