QUEM É ESTE CORONAVID?
Poema inédito de autoria do jornalista Jeremias Macário
e pode ser ouvido também no vídeo do blog.
Sabe quem é este tal de Coronavid,
Que de dezenove passou pra vinte?
Sei lá, só sei que veio do lado de lá,
Lá da China coroa de olho apertado,
E o coroa foi do mundo o mais falado,
Na previsão vista por Nostras Dames,
Na profecia de Raul que fez a terra parar,
Como bandido a vagar solitário pelo ar,
Roendo a vida e todo esse capital do mal.
“Vai canoeiro, vai canoeirar” pelo mar,
Viva a beleza das cores do meu sertão,
Que sempre tem aquela sábia lição,
Levanta e sacode a poeira estradeira,
Não convide o Coronavid para entrar,
Dê mel, água sabão e o álcool gel,
E sem medo e pânico, ele vai recuar,
Como o satanás corre longe da cruz,
E o vampiro foge no clarear da luz.
Quem é este invisível de cenas apocalípticas?
De seres mascarados, de olhares baixos distantes,
De passos lentos como uns teleguiados robôs,
Nas avenidas e nas catacumbas dos metrõs,
Que bagunçou e revolucionou todas as críticas,
De falastrões, apresentadores e governantes,
E ainda criou separação, isolamento e terror,
Foi tudo isso que o animal humano inventou.
Quem é este tal Coronavid que mata a vida?
Só sei que nem os super-heróis americanos,
Com seus poderes lança-fogos, não derrubou,
Só o cangaceiro Lampião, cabra nordestino,
Com seu punhal afiado o seu bucho perfurou,
E mandou seu destino, intestino pro inferno,
Lá pra China onde o facínora saiu da esquina,
Do frio inverno amargou sua perversa sina.
Lembre-se da canção do José. E agora José?
Ficar em casa com fome, nos come os falastrões,
No bate-boca dessa corja de tantas demagogias,
Dessa suja casta de nobreza e tantas mordomias,
Que sempre deram as costas para nossa pobreza,
Com suas toscas ideias fascistas e baratas filosofias,
E também de esquerdistas de pegajosas frias jias,
Com seus discursos que vivem a nos garrotear,
“E agora José, você José, que zomba dos outros”,
Com a chave na mão, até quando vão nos ferrar?











