:: ago/2019
“ANDANÇAS” NO MUSEU HISTÓRICO DE JEQUIÉ
Nesta sexta-feira, dia 9, às 19h30min, no Museu Histórico João Carlos Borges, em Jequié, o jornalista e escritor Jeremias Macário, estará lançando seu mais novo livro “ANDANÇAS” com o show do músico, cantor e compositor Walter Lajes, dentro do projeto “Cantorias Literárias” que já aconteceu em Vitória da Conquista, na Casa Regis Pacheco e na Livraria Nobel.
O evento conta também com apoio do jornal “ A Folha”, do jornalista Ari Moura, e “Andanças” é uma obra que mistura ficção com a realidade, através de causos, histórias, prosas e poemas, muitos dos quais musicados por artistas locais como o próprio Walter Lajes (Na Espera da Graça), Dorinho Chave (Lágrimas de Mariana) e Papalo Monteiro (Nas Ciladas da Lua Cheia).
Nos próximos dias 15 e 16 do corrente mês, o livro será lançado em Guanambi e Bom Jesus da Lapa, com o show do cantor e compositor Alex Baducha, numa mistura de música com literatura. Em Jequié, no dia 9, vamos realizar uma noite cultural para quem comparecer ao lançamento da obra, que contou com a colaboração de muitos amigos e apoiadores da cultura.
“Andanças” e “Uma Conquista Cassada”
“Andanças” foi um trabalho feito com muito esforço e dedicação, que demorou mais de três anos para ser publicado devido à falta de patrocínio. Existem capítulos e versos dedicados à Vitória da Conquista, como figuras lendárias da cidade do passado, fatos e versos sobre a Serra do Piripiri, a Mata Escura, O Cristo de Mário Cravo e as obras do artista Cajaíba.
Coube espaço também para comentários inéditos sobre a ditadura civil-militar de 1964, mostrando o outro lado do regime, em relatos diferenciados do livro “Uma Conquista Cassada -cerco e fuzil na cidade do frio”, de sua lavra, que também será apresentado aos interessados pelo assunto histórico da ditadura. Este livro está sendo indicado aos estudantes por professores das escolas públicas e universidades.
O trabalho do novo livro também exigiu uma parte de pesquisas, como a história de um mochileiro no capítulo “Pelas Brenhas do Mundo”, que percorreu várias lugares do planeta e esteve presente nos acontecimentos históricos mais importantes, como “O Maio de 68”, na França, A Primavera de Praga, as guerrilhas na África e a Guerra do Vietnã.
Numa linguagem simples, beirando ao realismo fantástico em muitas passagens, “Andanças” é prazeroso de ser ler, sem regras e amarras sequenciais. Pode ser lido de qualquer parte e está dividido em dois que é “A Estrada” dedicada aos amantes da poesia solta e s
O GIRASSOL DA VIDA
Quem não se encanta com o girassol florido nos campos. Como o próprio nome já diz, a flor gira em direção ao sol para receber seus raios da vida. Com seu cacho de sementes, utilizado na indústria do óleo comestível, e suas pétalas em torno, faz o ser humano esquecer os problemas e amar mais ainda a natureza, tão maltratada pelos homens. Vamos ser um girassol da vida e amar os outros, ao invés de odiar com tantas intolerâncias. A foto é do jornalista Jeremias Macário que plantou uma dessas maravilhosas plantas em seu quintal entre as hortas e outras espécies medicinais, além de nativas do nosso sertão nordestino.
MENTE BRASILEIRA
Letra de autoria do jornalista e escritor Jeremias Macário
A mente moura ibérica, negra e índia,
Essa mistura mestiça brasileira mente,
Mente feio o eleitor na urna ao ir votar,
Depois o eleito só quer tirar seu proveito,
Promete pão e escola e dá circo e esmola;
Enganam o governo e o caro parlamentar,
E a avenida histérica se divide pra xingar.
Gente falsa compra sapato em Nova York;
Só quer falar I love “very good, nok, nok”;
Rouba meu cofre e sempre se diz inocente,
O demente mente que a ditadura não existiu,
Mente na TV que não tem feito preconceito,
Faz de conta que lê e só vê as redes sociais,
Avança os sinais e se diz humano solidário,
Apoia os fascistas e o corrupto salafrário.
Mente vil brasileira tão incoerente mente,
Onde o forró lambada virou coisa imoral,
A puta finge amor na cama que já gozou,
A igreja prega que a inquisição já passou,
O malandro se gaba de esperto inteligente;
Todos só querem em tudo levar vantagem;
O Nordeste não tem mais cabra da peste,
Como Suassuna com sua viagem armorial;
Mente brasileira de cultura ainda colonial.
O IMPÉRIO ROMANO NOS DOIS SÉCULOS DA ERA CRISTÃ
Dentre os sucessores de Augusto que mantiveram o Império mais metódico nos dois primeiros séculos da era cristã, Cláudio, Vespasiano e Adriano realizaram um trabalho mais frutífero. Tudo se concentrava nas mãos do imperador através de um Escritório Central (editos, cartas, finanças, petições), e os chefes de departamento assumiam o caráter de ministros. As decisões dos tribunais eram presididas pelo imperador, funcionando como juiz de apelação.
Para os diferentes ramos dos assuntos, o Escritório Central dividia-se em departamentos, e cada um era supervisionado por um chefe ( liberto ou servo pessoal). A partir de Oto passou a ser por um funcionário (rationibus) da classe equestre. O mais importante era o departamento das finanças, incluindo as propriedades do imperador (rationes).
O papel dos magistrados
O súdito comum, com exceção do habitante da capital, estava muito menos em contato com os representantes do governo do que em qualquer Estado moderno. Os magistrados eletivos da comunidade faziam a ponte entre o homem da rua e o Estado. Eles tinham completo controle da cidade e seus assuntos. Eram juízes de primeira instancia e davam ordens à polícia.
Atuavam ainda como agentes do governo na estipulação e coleta dos impostos, e impunham ao povo outras obrigações, como a construção e a conservação das estradas, o transporte dos funcionários, dos bens e do correio do governo. O imperador vigiava todos os atos dos governadores e estes sabiam que nas reuniões anuais estavam sujeitos a queixas contra atos violentos e ilegais praticados por eles no poder.
Neste período, grandes números das cidades estavam mergulhados em dívidas, incapazes de administrar suas finanças. Então, foram criadas comissões para estudar os fatos. No tempo de Trajano, inspetores (curatores) passaram a exercer tal função, cobrando providências das autoridades municipais. Só uns poucos departamentos eram controlados pelos imperadores, que cuidavam de suas imensas fortunas.
Além dos agentes, outro grande número de procuradores, atuando nas provinciais, recolhia também impostos diretos e supervisionava as receitas e as despesas, incluindo o pagamento do exército e o custo da administração do domínio estatal. Eles eram numerosos e ricos no Egito. Com o tempo, os imperadores resolveram estender a cobrança de impostos sobre heranças, escravos libertados, leilões e sobre importações e exportações. A princípio, eram fiscais especiais e depois a tarefa passou a ser exercida por funcionário nomeados pelos imperadores.
Exército de soldados e funcionários
Com o tempo, o imperador viu-se não só à frente de um exército de soldados, mas também de funcionários nomeados, pagos e julgados por ele. Em épocas remotas, os postos mais altos pertenciam às classes equestres (vir egregius, ou vir perfectissimus), e as funções inferiores exercidas pelos libertos e escravos. O título de vir claríssimus era reservado aos senadores.
Os equestres recebiam entre 60 mil a 300 mil sestércios e podiam tornar-se comandantes da guarda pretoriana (praefctus praetorio), ou governador do Egito, e até mesmo controlador do fornecimento de cereais (paefectus annonae). Podiam ainda comandar o corpo de bombeiros, ou servir como procuradores nas províncias.
Como pontifex máximo, o imperador era o chefe da região estatal, sendo venerado em todo o Império. No entanto, a vida religiosa de seus súditos não era afetada pelo Estado. Ele não tinha ligação direta com a administração da Justiça e com a codificação do Direito Civil ou Criminal. Essas funções eram dos tribunais locais, tanto na Itália como nas províncias. O Direito Romano e os códigos penais por vezes entravam, em conflito, especialmente na Grécia.
Como governador de muitas províncias, o imperador no papel de apelação, proferia sentenças nos casos mais importantes. Como chefe do exército, elaborava as principais regras do Direito Militar e, como chefe da administração financeira, fazia com que os procuradores elaborassem um esquema de relações legais.
O Direito Romano













