:: ago/2019
“ANDANÇAS” FOI LANÇADO EM GUANAMBI
O lançamento do novo livro “Andanças”, de autoria do jornalista e escritor Jeremias Macário também estava lá presente na solenidade comemorativa dos 100 anos de emancipação do município de Guanambi (14 de agosto), juntamente com outras obras escritas por Dário Teixeira Cotrim e do coronel Lázaro, versando sobre a história da cidade.
Foi uma grande noite cultural de três autores, na Câmara de Vereadores, que aconteceu no último dia 15, à noite (quinta-feira), com as presenças do prefeito Jairo Magalhães, do secretário de Cultura, Esportes e Lazer, Paulo Costa, dos ex-prefeitos Vá Boa Sorte e Izaltina Donato, do presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Montes Claros (Minas Gerais), Wanderlino Arruda, que presidiu o encontro, da acadêmica Lucília Donato, representando a Academia Guanambiense de Letras, do jornalista e escritor Joao Martins, professores, estudantes e admiradores da cultura que prestigiaram o evento.
Lançamento coletivo
Num acordo com os outros escritores, a Prefeitura Municipal, através do secretário de Cultura, Paulo Costa, promoveu o lançamento coletivo onde cada um apresentou seus trabalhos para o público, com debates e discursos, conduzidos pelo cerimonialista da noite, radialista Joé Roberto. Entre outros de sua lavra (mais de 50), o acadêmico Dário Cotrim lançou o livro “História Política e Administrativa de Guanambi – 1919-2019, em louvor do seu centenário”. O coronel Lázaro escreveu sobre o primeiro ginásio de Guanambi.
Além de “Andanças”, já lançado em Vitória da Conquista (Casa Regis Pacheco e Livraria Nobel) e em Jequié, no Museu Histórico João Carlos Borges, o jornalista Macário também se fez presente com as obras “A Imprensa e o Coronelismo no Sudoeste” e “Uma Conquista Cassada- cerco e fuzil na cidade do frio”. Na ocasião, acompanharam suas criações, o “CD Sarau A Estrada” que conta com músicas, causos e declamações de poemas.
Ao contrário do que muitos pensavam, de que um lançamento coletivo não teria espaço para todos, a reunião de escritores levou mais conhecimento ao público que teve várias opções para adquirir as obras. Os trabalhos apresentados pelo jornalista Jeremias Macário, de Vitória da Conquista, tiveram uma boa procura, principalmente por causa da diversidade dos temas, não somente de “Andanças”, uma mistura de realidade e ficção de causos, histórias e poemas, como também “A Imprensa e o Coronelismo” que cita Guanambi, e “Uma Conquista Cassada” que versa sobre a ditadura civil-militar de 1964 em Conquista, na Bahia e no Brasil.
Foi uma noite memorável com abertura do Hino Nacional e encerramento do Hino de Guanambi. Em seus pronunciamentos, o prefeito e seu secretário de Cultura anunciaram o início da construção de uma biblioteca moderna ainda para este ano, dependendo apenas de alguns trâmites formais com o Governo do Estado no que tange ao terreno onde será edificado o novo equipamento.
Ainda no âmbito da cultura, ficou acertada a instalação do Instituto Histórico e Geográfico de Guanambi, com apoio da mesma instituição que já existe há muito tempo em Montes Claros. Professores mais antigos da cidade que prestaram relevantes serviço à comunidade foram homenageados pelo Instituto da cidade mineira com a entrega de diplomas. O presidente do Instituto convidou o jornalista Macário para proferir uma palestra e lançar seus livros em Montes Claros, numa data a c
VAI NO BANCO MESMO
É duro, mas vai no banco mesmo. O corpo já não aguenta mais. O sono pode ser em qualquer lugar, no chão da praça ou no banco com um papelão para aliviar a dureza. São milhares que vivem assim no nosso país tão desigual, como neste flagrante do jornalista Jeremias Macário. Vida difícil, e sem mais comentários. Essa imagem é para refletir. Cada um tire suas conclusões.
O CARA DO MAL
Poema de autoria do jornalista e escritor Jeremias Macário
Esquartejei em pedaços o Cristo;
deixei morrer de fome africanos,
nas atrocidades sempre persisto,
e até joguei bombas em ciganos.
Estuprei a natureza e não gozei;
queimei mendigo, índio e gay;
fui exterminador dos pantanais,
e grelhei vivo muitos animais.
Com o lema da usura e avareza,
fui um cara-de-pau com certeza;
carrasco nos tempos romanos,
me juntei com todos os tiranos.
Bebi o sangue do bode preto,
na encruzilhada dos canaviais;
pratiquei o ritual dos canibais;
e do satanás divulgue panfleto.
Num macabro canto do mal,
como uma besta fera do astral,
fui um sanguinário cruzado,
banhando de sangue o condado.
Pratiquei todo tipo de sujeira;
acabei com uma aldeia inteira;
roubei os cobertores do inverno;
e mandei todo mundo pro inferno.
Tirei doce da boca de criança;
com os malfeitores fiz aliança;
tinha aparência de um carneiro,
para ser mesmo um carniceiro.
Torturei muita gente nos porões;
incinerei corpos em ricos casarões;
degolei muitas cabeças do bem,
e hoje ouço gritos e vozes do além.
OH QUANTA MEDIOCRIDADE E INCAPACIDADE!
Vamos aterrar o Pantanal para fazer pastagens, plantar soja, milho e criar boi; derrubar toda floresta amazônica; transformar Angra dos Reis numa Cancun mexicana; colocar uma arma na mão de cada cidadão para se proteger dos bandidos; pegar o Fundo da Amazonas para indenizar terras dos invasores de reservas de proteção ambiental; mudar as estatísticas do Inpe; colocar coronéis e fazendeiros à frente das principais instituições de pesquisa para alterar os dados; desmentir a ditadura e negar tudo que aconteceu de ruim nela, como as torturas, desaparecimentos e mortes; e ensinar o brasileiro a fazer cocô dia sim, dia não.
Oh, Senhor, quanta mediocridade e incapacidade num país de tanta vitalidade e infinitas possibilidades de se tornar uma grande nação desenvolvida, sem tantas desigualdades sociais, pobreza e miséria! Terminamos um ciclo prolongado de Fernando Henrique e Lula, e entramos agora noutro bem pior, de retrocessos e atrasos, onde um projeto neoliberal atabalhoado de mente colonial se faz prevalecer com maior ênfase. A reforma da Previdência Social é colocada como salvação, e depois vamos esquartejar as estatais e vender aos capitalistas estrangeiros a preço de banana.
No lugar disso, o BNDES, que possui ações em milhares de empresas nacionais e multinacionais poderia vender suas participações e, com esse dinheiro, o governo poderia investir em milhares de obras que estão paradas pelo Brasil por falta de recursos. Além de concluir a construção dessas obras, muitas das quais em estado de sucateamento, esse investimento alavancaria o mercado e geraria milhões de empregos, tirando o país da estagnação econômica.
Sem clima para investidores
Nesse marasmo de mediocridades, no qual navega o Brasil, existe clima para atrairmos investidores de fora? Não é favorecendo o patronato, massacrando os trabalhadores, abolindo as leis de proteção ao meio ambiente, expandindo o uso de agrotóxicos nas lavouras e acabando com os quilombolas e as reservas indígenas que vamos tornar o Brasil competitivo em relação às outras nações desenvolvidas.
Ainda não saímos da dependência dos produtos primários (cereais, ferro, grãos e outros) para conseguirmos saldos na balança comercial (Exportações e importações). Somos grandes fornecedores de tecidos, sapatos, algodão, soja, milho, café, carnes, petróleo cru e outros alimentos, para adquirirmos produtos industrializados, sobretudo da química fina, como nos tempos coloniais.
Somos um poço de incapacidade, com uma educação inadequada e caduca, que nos impede planejar e projetar o país no panteão das outras nações bem mais adiantadas e competitivas. Temos muitas cabeças pensantes e talentos adormecidos porque pouco investimos e pesquisas, sem contar a preferência pela mediocridade, principalmente agora que entramos no vão seco do retrocesso de extrema-direita que manda destruir o que aos poucos estava sendo construído, por pura birra ideológica. Nesse ritmo de ciclos tortuosos para o pior, estamos todos perdidos, ou somos uma nação perdida, sem futuro?
Alianças monstruosas
Entre mais de vinte anos tivemos ciclos alternados de poder entre dois partidos (PSDB e o PT), que só fizeram brigar entre si e se aliaram com o que existia da pior espécie, de mais sinistro, monstruoso e bizarro. Nunca pensaram, em termos coletivos, construir um Brasil que não fosse hoje um símbolo de retrocesso lá no exterior. A nossa educação, a saúde e o saneamento básico só fizeram regredir. A pobreza extrema e a miséria crescem.
Estamos nesse buraco profundo graças ao oportunismo e a picaretagem individualista deles que só pensaram em tirar proveito próprio para se locupletarem e se manterem no poder. Tudo isso gerou o que é de pior. Continuamos com mente colonial de péssimo gosto, e a plateia ignara só faz aplaudir e a xingar a outra parte de satanás, sem cair na consciência política de que somos, na verdade, um poço de mediocridade e incapacidade num Brasil tão grandioso. Não passamos de bucha de canhão.
Enquanto isso, o povo briga nas ruas, ao invés de se unir, dando um aval para que este poder de retrocesso se perpetue. Sem a capacidade do pensar coletivo, grupos e indivíduos se fecham num discurso e numa retórica pragmática, sem perspectivas de mudanças. Não temos oposição e lideranças fortes para reverter este quadro de mediocridade e incapacidade. Como se não bastasse o risco de um autoritarismo, estamos alimentando este ciclo do pior para que ele perdure por mais tempo.
SANGUE E MISÉRIA NO IMPÉRIO DO III SÉCULO
Novo período de sangue e miséria se inicia no reinado do imperador Cômodo (180 a 192 d.C.), filho de Marco Aurélio, colocando fim ao despotismo esclarecido. A principal característica foi o controle do poder pelo exército que, como senhor absoluto, decide o destino do Estado. Cômodo foi um segundo Nero, ou Domiciano, lembrando os piores governantes das dinastias Júlio-Cláudia.
Logo apareceu uma forte oposição, tendo como causa mais imediata a paz com os germânicos, feita por Cômodo e considerada como traiçoeira e vergonhosa pelas classes superiores. Como em 69 d.C. o êxito da conspiração provocou uma guerra civil.
Lúcio Severo e sua dedicação ao exército
Com a morte de Comodo, os exércitos elevaram-se seus favoritos ao poder. O Senado elegeu Hélvio Perfinax para o trono, mas foi logo assassinado pela guarda pretoriana, corrompida e vendeu a sucessão a Dídio Juliano, mas os exércitos recusaram a aceitar o ditame, e Lúcio Séptímo Severo, comandante da Panônia, marchou sobre Roma com seus ilírios e trácios, adiantando-se aos seus rivais Clódio Albino e Pescênio Níger, que comandavam poderosos exércitos da Grã-Bretanha e Síria.
Severo derrotou os pretorianos e tomou Roma sem luta. Enganou Albino, prometendo fazer dele seu herdeiro e aproveitou os erros cometidos por Pescênio. Depois acertou contas com todos que não estavam ao seu favor em Roma, na Itália e nas províncias, condenando-os à morte e confiscando suas propriedades.
Ele não estava a fim de restaurar as tradições de Augusto e intitulou-se filho de Marco Aurélio e sucessor da linha dos Antoninos. Suas ideias ficaram gravadas nas últimas palavras endereçadas aos seus filhos Caracala e Geta, “Enriquecei os soldados e zombai do resto”. Seu poder baseava-se na dedicação dos soldados à sua pessoa. Toda sua atenção voltou-se para o exército. Desconfiava da aristocracia, mantendo-a à distância por meio de seus guardas semibárbaros e da legião parta.
Em seus atos lançou as bases da política pela qual a classe senatorial seria afastada dos comandos militares e dos governos provinciais. No lugar colocou seus oficiais do exército. Apesar de tudo, Severo não conseguiu impor derrota aos partos, nem concluir o domínio da Grã-Bretanha, onde morreu em 211 d.C. no meio de uma prolongada luta contra os habitantes das terras altas da Escócia.
Seu herdeiro Caracala livrou-se do irmão com quem dividia o trono, mas perdeu a vida em 216 d. C., tão logo procurou utilizar o exército para uma luta contra os partos. O exército proclamou então Macrino, mas traiu-o ao descobrir que ele pretendia pôr fim às operações militares e reduzir seus salários.
As Mulheres no Poder
As mulheres que moravam no palácio eram sírias, aparentadas com Júlia Domna, mulher de Severo, e pertencente à família dos reis sacerdotes de Êmeso. Essas mulheres ambiciosas aproveitaram do descontentamento entre os soldados. Júlia Mesa, com suas filhas Sonemias e Maméia, conquistou uma parte do exército sírio e derrotou Macrino, colocando no trono o filho de Sonemias chamado de Vário Avito, principal sacerdote de um deus-sol com o nome de Elagábalo, nome esse por ele adotado.
O reinado dos parentes sírios foi um dos mais tristes da história. Elagábalo ou Heliogábalo, era um fanático religioso e introduziu em Roma os hábitos de sua teocracia síria. Então, as princesas sírias tomaram medidas para conservar o poder, e quando Heliogábalo foi assassinado pelos soldados, elas colocaram no trono Alexiano, filho de Maméia, mais moderado. Como imperador tomou o nome de Marco Aurélio Severo Alexandre. Entretanto, o exército tinha mais força que Alexandre, Os sassânidas dos reis persas invadiram as províncias romanas. Uma campanha contra os germanos custou a vida do imperador, morto pelos próprios soldados em 235 d.C.
Os motins militares e os saques
SARAU DEBATE O IMPÉRIO ROMANO E A SUA FORMAÇÃO
O Império Romano foi tema de debate no “Sarau Colaborativo A Estrada”, realizado no último dia 10 (sábado), com a participação de visitantes convidados e pessoas que sempre frequentaram nosso evento que está completando nove anos de atividades, e já produziu o “CD Sarau” com o formato de músicas autorais de artistas locais, causos e declamações de poemas.
Um dos palestrantes do assunto foi o jornalista e escritor Jeremias Macário, que pontuou a fundação de Roma em 753 a.C, numa história carregada de lendas da mitologia grega e realidade, descrita por historiadores. Foi uma grande viagem desde os tempos dos reis, a República, construída pelos Tarquinios etruscos, passando depois pelos imperadores Sila, Pompeu, Caio Júlio César, Otaviano Augusto, Tibério Cláudio Nero, Calígula, Nero, os quatro imperadores do ano 69 d.C. (Galba, Oto, Vitélio e Flávio Vespasiano), Tito, Domiciano, Caio Nerva, Marco Trajano, Públio Adriano, Antonino Pio, Marco Aurélio e seu declínio com Cômodo, Diocleciano e Constantino entre os séculos II e III da nossa era.
Rômulo e Remo
Reza a lenda que quando os gregos Menelau, Ulisses e Aquiles conquistaram Troia, na Ásia Menor, um dos poucos defensores a se salvar foi Enéias, cuja mãe era a deusa Venus-Afrodite. Ele andou perambulando com uma mala ao lombo até alcançar o Lácio, no norte da Itália. Casou-se com Lavínia, filha do rei Latino, onde fundou uma cidade com o mesmo nome da mulher. Dessa descendência, nasceram Rômulo e Remo, os fundadores da cidade.
Lenda ou não, sabe-se que os gregos exerceram grande influência no desenvolvimento político, social e religioso de Roma durante todo seu período de Império, o mais forte daquele mundo que se estendia da Itália a Grã-Bretanha, Egito, Ásia Menor, Oriente e até regiões da África, como Cartago, hoje a Tunísia. No século IV a.C.se deu-se a unificação política italiana, com as conquistas contra os etruscos, équos, volscos e tribos gregas.
Como bem sabemos, o tema é por demais amplo, mas conseguimos resumir falando das guerras púnicas (a primeira durou de 264 a 241 a.C.) e a segunda, de 218 a 201 a.C., quando o grande general Aníbal com seus “tanques de elefantes” encurralou os romanos, chegando às portas da capital Roma, só não acontecendo graças à união e ao orgulho do seu povo. Aníbal com suas estratégias e diplomacias foi considerado pelos historiadores, o maior general da antiguidade, e até de todos os tempos, só comparado com Napoleão.
O grande general Caio Júlio César, que governou o Império com mão de ferro e teve que combater Pompeu para chegar ao trono, foi outro ponto interessante das discussões, sem falar no seu sobrinho, ou filho, Otaviano que recebeu o título de Augusto, o chamado divino pelo povo. Se não foi o maior, foi um dos maiores dos imperadores com suas mudanças de gestão e ordem, estabelecendo um período de 40 anos de paz, e sendo exemplo para muitos outros de seus sucessores. Governou como rei por mais de 40 anos.
O Cristianismo e a Inquisição
Religião e arte, a dinastia Júlio-Cláudia e o despotismo dos Flávios, a evolução do Império nos séculos I e II da era cristã quando atingiu seu auge, as províncias romanas, sangue e miséria no Império do século III, principalmente com Cômodo que massacrou o povo, a escorcha dos impostos nos reinados de Diocleciano e Constantino, que muito contribuiu para seu declínio e a evolução religiosa até o cristianismo foram questões abordadas durante o Sarau.
O tema foi arrematado pelo professor Itamar Aguiar que falou da ascensão do cristianismo no Império já em decadência, e no mundo atual. O povo adorava vários deuses que lhe davam sustentação até meados do século II e início do século III. A nova doutrina conquistou adeptos, cuja população já vivia cansada e não mais acreditava nas promessas terrenas, mas numa felicidade de vida futura.
Depois dos debates, como sempre ocorre, o evento foi animado e ficou mais descontraído com a viola do músico e cantador Walter Lajes, Marta Moreno, com os causos de Jhesús e as declamações de poemas, como de Evandro Gomes, nosso companheiro de academia e frequentador do nosso Sarau, juntamente com Rozânia Brito.
O Sarau contou ainda com as participações de Mano Di Souza, Cleide, Juan Guilherme, professor Jovino, Tânia, Maria Luíza, Aline Kiriaki, Renata Santana, Jaqueline Silva, Kika, Anne Rocha, Calcídia Silva, Maxwell Rocha, Sérgio Viana e a nossa anfitriã Vandilza Silva que a todos atendeu com muita dedicação, nos servindo bebidas e um tira-gosto de pato no final do nosso Sarau, que no próximo terá como tema “A Inquisição na Idade Média”.
O CIO DA CACHORRADA
Nas ruas de Juazeiro da Bahia (podia ser em qualquer outra cidade), o jornalista Jeremias Macário flagrou com sua máquina o Cio da Cachorrada, que faz suas transas sem nenhum pudor, mas o ato é sério por revelar que os humanos não têm vergonha de abandonar os animais nas ruas onde procriam e aumenta ainda mais a quantidade de bichinhos sofrendo nas vielas das cidades, sem cuidado e um bom tratamento. Deveria se envergonhar quem faz isso. Outro dia me deparei com esta cena também em Vitória da Conquista. Tenho um vizinho que deixa os gatos soltos, que me perturbam constantemente no telhado.
NA ESTRADA
Na estrada cigana galante
Anavalhada, livre e longa
De uma vida curta e pouca
Sou sereno, frio e vento
Sol a pino de cara ardente
Poeira lá do horizonte
E ando com tanta gente
De senso santo e louca
Que comove e engana
Na procura daquela fonte
Que mata sede do andante.
É uma via do mal e do bem
De sina divina e satânica
Em toda extensão da pista
Com aviso em cada esquina
Riscos da liberdade proibida
Esculpidos por um artista
Com entrada, meio e saída.
Gira e muda como enigma
O sentido finito da vida
Com face suave e tirânica
Sem decifrar o rosto do além.
SESSÃO DA CÂMARA LEMBRA OS 13 ANOS DA LEI MARIA DA PENHA
Com a participação de várias representantes de entidades da sociedade que combatem a violência contra as mulheres, a Câmara de Vereadores de Vitória da Conquista realizou, ontem, dia 07/08, uma sessão especial para lembrar os 13 anos da Lei Maria da Penha, concluindo que muito ainda tem por fazer para reduzir as agressões sofridas contra o sexo feminino, principalmente por parte de maridos e parentes.
Na ocasião, foram citados números de violências que, infelizmente, só têm aumentado, apesar das leis terem endurecido contra os agressores. Falaram em defesa da mulher as vereadoras Nildma Ribeiro, Viviane Sampaio, a diretora da União das Mulheres de Conquista, Maria Otília Soares, Luciana Silva, da Comissão das Mulheres da OAB regional, a capitã Débora Brito Nascimento e outras representantes da Faculdade Fainor e da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia-Uesb.
Saúde pública
A vereadora Nildma Ribeiro destacou que a violência contra a mulher no Brasil é uma questão de saúde pública, que cabe também aos homens se conscientizarem a respeito do problema. Lembrou que agosto é o mês de combate contra este tipo de violência, e que está com projeto no sentido de estabelecer o dia 17 como data municipal de combate ao feminicídio.
Ela citou ainda que 43% das vítimas são menores de 14 anos, e 18% entre 15 a 18 anos. A maior parte das agredidas tem relação com o agressor. Otília afirmou que, apesar das leis de prevenção, “ainda temos muito trabalho pela frente”. Segundo ela, “a violência em sí já é uma doença, pior ainda quando é contra a mulher”. “Isso é uma praga, e uma prática abominável em nossa sociedade”.
A representante da OAB, Luciana indagou por que foi preciso estabelecer uma lei para proteger a mulher, e respondeu porque vivemos numa sociedade desigual onde as mulheres são as maiores vítimas. Todas elogiaram o trabalho da polícia através da Ronda Maria da Penha, uma mulher que por muitos anos foi agredida pelo seu marido e terminou ficando paraplégica numa cadeira de rodas, daí a origem da criação da lei, mas ainda persiste a impunidade em muitos casos.
Outras leis e a incoerência
No Brasil existem muitas leis e estatutos de proteção em defesa de várias camadas da população, como o Estatuto da Criança, do Idoso e do Consumidor, só para citar alguns, mas, na prática pouca coisa funciona, sem contar nas incoerências e paradoxos quando o cidadão procura reivindicar seus direitos.
O Estatuto do Idoso, por exemplo, é um dos mais violados e desrespeitados. Basta olhar nas ruas as vagas de estacionamento ocupadas por quem não tem direito. Outra questão é a incoerência da lei que não é reparada, se for comparada com a população de idosos no país.
De acordo com as estatísticas, mais de 30% dos habitantes já estão na faixa superior aos 60 anos, mas as lotéricas e bancos só reservam um caixa para atendimento prioritário, incluindo ai mulheres grávidas, deficientes e pessoas com crianças, tornando um sofrimento maior para este tipo de usuário do que se ele for optar pela fila normal. É uma total incoerência do poder público, e que o brasileiro não reclama.
O mesmo acontece com relação a vagas de estacionamentos para carros nas médias e grandes cidades, como em Vitória da Conquista, por exemplo. No centro existem poucas vagas destinadas aos idosos e, para piorar ainda mais a situação, tem muita gente que não é idosa, mas ocupa o local. Além de incoerentes, a grande maioria das leis no Brasil não é cumprida.
EVOLUÇÃO DO IMPÉRIO NOS SÉCULOS I E II DA ERA CRISTÃ
Foi brilhante a evolução do Império nos dois primeiros séculos da era cristã, num único Estado civilizado entre os países do Mediterrâneo. Só as tribos selvagens germânicas, que nunca se dobraram a Roma, os eslavos, finlandeses, os nômades do deserto, os negros da África central, os iranianos e os mongólicos da Ásia ficaram de fora. A população podia mover-se livremente, com exceção dos servos orientais presos ao solo, conforme descreve o autor de “História de Roma”, M. Rostovtzeff.
O Mediterrâneo era um grande lago romano, bem como o Mar Negro, os rios da Europa Ocidental e o Nilo, que transportavam mercadorias e passageiros. A comunicação com a Índia era segura através dos portos egípcios. Pelas estradas era fácil viajar para o Atlântico e outros mares. Uma rede de estradas semelhantes cobria a Ásia Menor, Síria, África do Norte e Grã-Bretanha. Toda segurança era garantida pelas forças armadas nas comunidades de autogoverno.
SEM ASSOCIAÇÕES SUBVERSIVAS
O Estado mantinha destacamentos especiais de polícia em Roma (brigada de bombeiros), Lião e Cartago. A vida municipal estava livre do controle do governo central, mas não aceitava clubes de caráter subversivo em seus limites. Apenas as comunidades cristãs eram perseguidas, mas não se sabe se o eram como associações (collegia illicita), ou acusadas, individualmente, por se recusarem a participar do culto ao imperador. Haviam associações fechadas como escolas filosóficas.
No Oriente, as constituições, ou cartas das cidades, variavam muito entre sí. Indiferente, o governo romano apoiava a aristocracia, e via com desagrado a democracia. Na maioria das cidades gregas, a Constituição era oligárquica. A Alexandria recebia tratamento excepcional, isto é, tinha direitos reduzidos e era controlada rigorosamente pelo governo romano.
A maioria das comunidades italianas e nas províncias tinham suas constituições dadas pelo governo central. A cartas eram padronizadas, obedecendo ao mesmo esquema, determinando a criação de instituições municipais, magistrados, conselho de anciães ou decuriones (senadores locais) e uma assembleia popular. Eram acontecimentos importantes as eleições dos conselhos e dos magistrados, com competições acirradas.
Quando eleito para o Augustales (associação de libertos) era uma honra muito disputada por recolher fundos para o culto ao imperador nas cidades. Na Ásia recebia o título de guardiões do templo do imperador. A maioria dos edifícios públicos nas cidades gregas eram construídos por meio de subscrições particulares entre os ricos. Em Roma, a coisa era mais complicada. A população, calculada em mais de um milhão de habitantes, não tinha direitos políticos e municipais. Era totalmente controlada pelo imperador, seus ministros e pelo Senado. Augusto fez de Roma a verdadeira capital do mundo e seus sucessores seguiram os passos. A capital tornou-se, aos poucos, a mais agradável para se morar.
A ordem era mantida pela polícia imperial, com sete regimentos de bombeiros. Funcionários especiais fiscalizavam os aquedutos, esgotos, o curso do Tibre, a conservação dos edifícios públicos, ruas e avenidas. Não existiam, em outro lugar, templos tão nobres e fóruns ricamente adornados, arcos triunfais e uma floresta de estátuas. Os teatros, anfiteatros e circos eram amplos. Nenhuma tinha mais bibliotecas públicas e museus, ou uma galeria de estátuas construídas por Augusto no seu fórum de famosos comandantes romanos.
200 MIL MANTIDAS PELO ESTADO





















