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A terceira maior cidade da Bahia de clima ameno, polo da cafeicultura no sudoeste e hoje forte centro comercial e educacional desponta para ser a porta de entrada de turistas vindos de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Distrito Federal, Goiás e de outros estados para a Chapada Diamantina, bastando apenas implementar os principais projetos do novo aeroporto e do abastecimento de água que estão em andamento.

Atrativos e estrutura empresarial não faltam para conquistar esta rota hoje seguida pelos visitantes a partir de Salvador com destino às cidades de Lençóis, Palmeiras, Andaraí, Mucugê e outras importantes do coração da Chapada, num longo e cansativo percurso por Feira de Santana (BRs 324 e 116 Rio-Bahia) até alcançar a rodovia federal 242 em direção ao oeste e Brasília.

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As perspectivas para esta mudança de rota turística através de Vitória da Conquista, que conta hoje com uma das economias mais dinâmicas do Estado e do país (comércio e serviços), são as mais promissoras nas contas dos empresários, especialmente do segmento hoteleiro e das agências de viagens. Novos empreendimentos industriais também são esperados com a chegada da Barragem do Rio Pardo, solucionando o problema de água.

O setor imobiliário se agiganta nas direções dos municípios de Barra do Choça (leste), Itambé-Itapetinga (sul) e Anagé-Brumado (oeste). Na área educacional, a cidade recebe mais duas faculdades de medicina (UFBA e Santo Agostinho) que se somam a da Uesb –Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. Fainor e FTC são outras instituições de nível superior, além das existentes no campo do ensino à distância, prometendo aumentar a população em mais de 100 mil habitantes nos próximos dez anos.

A tão esperada logística é o novo aeroporto cujas obras (pista e vias de acesso) estão em fase de conclusão, dependendo tão somente da abertura de licitação para a construção do prédio sede e instalação dos equipamentos necessários ao seu funcionamento. A previsão é que esta definição do projeto se concretize ainda neste mês de março.

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Outra ação do poder público imprescindível ao desenvolvimento sustentável e ordenado da cidade é quanto à solução do trânsito através da realização de projetos viáveis de mobilidade urbana. Com cerca de 120 a 130 mil veículos rodando diariamente nas ruas, Conquista está com o trânsito travado e o transporte público não atende mais a demanda crescente da população que pede melhorias.

De acordo com o empresário José Maria, que lidera o movimento pelo projeto do novo aeroporto, Conquista (340 mil habitantes) possui hoje uma economia sólida com capacidade de ser o centro receptivo dos turistas dos sul e sudeste do país, principalmente, que desejam conhecer as belezas da Chapada Diamantina, uma das regiões mais procuradas, inclusive por viajantes do exterior.

A ideia, segundo ele, é trazer o turista de outros estados por via aérea e daqui passar pela Barragem de Anagé, que tem capacidade de 600 milhões de metros cúbicos de água, e de lá conduzí-lo até a Gruta da Mangabeira (Ituaçu), passando depois por Barra da Estiva, Ibicoara e Mucugê, celeiros de grandes fazendas do agronegócio em hortifrutigranjeiros, sem contar os encantos do patrimônio natural das belas paisagens, cachoeiras, lagoas, poços e vilas históricas (Igatu) em Andaraí, Itaitê e Redenção.

Lençóis, no coração da Chapada, que já possui uma tradicional estrutura de hotéis, lojas de artesanato, bares e restaurantes, é outro ponto de parada onde o turista pode conhecer o Serrano com seus caldeirões de água nas rochas, o Salão das Areias Coloridas, a Gruta da Lapa, o Maribus até o Roncador, entre outros atrativos que a terra possui.

Ali próximo, em Palmeiras, Iraquara e Seabra, o visitante pode ainda se extasiar com as belezas do Morro do Pai Inácio, Morro do Camelo, os Três Irmãos, o Mucugêzinho, o Poço do Diabo, a Pratinha, as grutas da Torrinha, Lapa Doce, Cachoeira da Fumaça, o Vale do Capão e praticar esportes radicais. Com mais de 400 grutas, o município de Iraquara se destaca como um dos maiores da América Latina com essas formações geológicas constituídas pela natureza há 700 milhões de anos.

José Maria e empresários locais acreditam que Vitória da Conquista, no sudoeste baiano, está se preparando e em pouco tempo tem condições de ser porta de entrada mais viável economicamente para mostrar todas estas riquezas da Chapada para os turistas brasileiros e estrangeiros.