O “CONTROLE” DA COVID EM CONQUISTA E O ÍNDIO-CABOCLO INCENDIÁRIOS
Na visão enrolada do secretário de Administração da Prefeitura Municipal de Vitória da Conquista, a Covid-19 no município continua sob “controle”, mesmo com mais de sete mil pessoas que já foram infectados e o registro de quase 140 mortes, num período de praticamente seis meses. Enquanto isso, a flexibilização segue de vento em poupa, numa coligação com o comércio lojista (sua vice na chapa a prefeito manda na CDL) e o setor de serviços.
Por que a Secretaria de Saúde não se pronuncia sobre o assunto em Conquista, já que a questão é da sua competência, e não da Administração? Além do órgão público, é preciso que a mídia televisada, também ouça especialistas, como infectologistas, médicos e epidemiologistas, para dar um parecer independente sobre os números do coronavírus. No geral, as matérias são BOs (Boletins de Ocorrências). A mídia pouco questiona os fatos, e o público só recebe realizes.
Cadê as imagens de fiscalização?
Precisamos de outras versões mais balizadoras e analíticas, e não somente de um porta-voz oficial, com os mesmos pronunciamentos postados, e afirmando que os excessos cometidos, com relação aos relaxamentos, estão sendo fiscalizados. Como é mostrado em Salvador e outras cidades, cadê as imagens de fiscais combatendo as aglomerações em festas, bares e restaurantes, com barulheira e som alto nos finais de semana?
Assim, não dá muito para acreditar na situação somente ouvindo uma única versão do porta-voz oficial do poder público! No meu entender, a Covid-19, em Conquista, se mantém em aceleração, e o quadro pode ainda mais se agravar com a entrada oficial das campanhas eleitorais na corrida pelo poder no executivo e à Câmara de Vereadores. Não me atrevo a ir a um bar ou restaurante tomar a minha predileta cerveja com os amigos.
O ÍNDIO E O CABOCLO
Do âmbito regional ao nacional, assistimos, na última terça-feira, pela televisão, uma enxurrada de vexames e mentiras ditas na ONU pelo capitão-presidente que, por incrível que pareça (são os absurdos brasileiros), começa a ganhar popularidade, por conta dos auxílios emergenciais e dos seus cultuadores e idólatras ultraconservadores.
Diante da verborreia vergonhosa na ONU, a conta da depredação contra o meio ambiente sobrou para o pobre do índio e do caboclo que se transformaram em personagens incendiárias do Pantanal e da Amazônia, logo eles que ao longo desses séculos foram massacrados e dizimados pelos poderosos.
O que sobrou dessas etnias em nossas matas, está sendo empurrado para fora de suas terras, justamente pelos garimpeiros, grileiros e fazendeiros, os verdadeiros culpados pelas chamas que ardem a nossa mãe natureza. Ele acha que está enganando a quem? Certamente deve estar seguindo a cartilha do assessor de propaganda de Hitler, de que uma mentira contada mil vezes, vira verdade.
Poderia aqui elencar uma série de inverdades contadas aos brasileiros e ao mundo, como o controle da pandemia pelo governo federal, quando o vírus já ceifou 140 mil almas, e mais de três milhões já foram contaminados.
É muito duro ouvir que o Brasil é o país do mundo que mais preserva suas florestas e que mais soube conter o avanço da pandemia. Dá nojo e vontade de vomitar! Outras barbaridades foram pronunciadas, e até a mídia entrou no rol dos culpados pelos incêndios em nossos biomas.
O cara fala de democracia, mas defende a volta da ditadura, num governo que se aproxima claramente do fascismo; ameaça de forma agressiva a imprensa; comete crimes contra o meio ambiente, desmobilizando o Ibama e outros órgãos de preservação e, mesmo assim, ganha popularidade.
Poderia dizer que tudo está virado de cabeça para baixo, não fosse o caso de termos uma grande massa brasileira analfabeta, ignorante, sem conscientização política e, acima de tudo, pobre e miserável que “sobrevive” há anos de esmolas de cestas básicas. Poderia afirmar, lamentavelmente, que ele se apropriou da Covid para “comprar” o eleitor com o auxílio emergencial.
Basta um dinheiro no bolso, e o resto de ruim e destruidor é esquecido. Está comprovado que a miséria e a ignorância sustentam qualquer maluco no poder. É só soltar uma grana. Somos tão atrasados que ainda não saímos do coronelismo autoritário. O poder bebe da fonte da miséria e faz de tudo para que ela continue assim, dando voto.











