(Chico Ribeiro Neto)

Gosto de anotar ditados populares, ouvidos na fila do supermercado, no ônibus ou no bar, além dos que encontro na Internet. Minha mãe Cleonice gostava muito desse: “Água e conselho só se dá a quem pede”. O ditado popular não merece explicação. Quando exige uma explicação, é porque não presta. Igual a uma piada que você tem que explicar o final.

Vamos a alguns ditados:

“Casamento é igual Internet. Você assina um contrato hoje, amanhã já aparece um plano melhor”.

“Quando o rato ri do gato, há um buraco perto”.

“Macaco sabe o pau onde sobe”.

“Não te desperdiço nem te jogo fora. Te guardo pra boa hora”.

“O boi sabe onde fura a cerca”.

Mais alguns:

“Praga de cavalo magro não pega em cavalo gordo”.

“Ou toca o sino ou acompanha a procissão”.

“Farinha pouca, meu pirão primeiro”.

“Dedo-duro morre apontando”.

“Tempero de comida é fome”.

“Casa onde não entra o sol, entra o médico”.

Mais outros:

“Dia de muito, véspera de pouco”.

“Pé de galinha não mata pinto”.

“Quem nasceu pra tatu morre cavando”.

“Amizade remendada, café requentado”.

“Não há domingo sem missa nem segunda sem preguiça”.

“A santo que não conheço, não rezo nem ofereço”.

“Se ferradura trouxesse sorte, burro não puxava carroça”.

“Velho não senta sem UI! Nem levanta sem AI!”

“Quando dois elefantes brigam, quem sofre é a grama”.

“O machado esquece, a árvore recorda”.

“O mesmo sol que derrete a cera, endurece o barro”.

E pra terminar:

“Meia verdade é sempre uma mentira inteira”.

“Há 3 coisas que jamais voltam: a flecha lançada, a palavra dita e a oportunidade perdida”.

“A língua não tem osso, mas esmaga ossos”.

“Antes dono de uma moeda que escravo de duas”.

“Miséria pouca é tiquim”.

“Urubu quando tá de azar, o de baixo caga no de cima”.

(Veja crônicas anteriores em leiamaisba.com.br)