:: 3/jan/2020 . 22:20
O SÍMBOLO DO NORDESTE EM EXTINÇÃO
Primeiro ele foi sendo substituído pelos gafanhotos motorizados, ou os cavalos de fogo, que estão espalhados em toda parte rural e urbana,. logo o jegue que atravessou o deserto até o Egito transportando a família sagrada, e tanto serviu ao nordestino no seu sustento do dia a dia Agora está em extinção sendo cruelmente morto para virar carne e pele para os chineses. Cadê os ambientalistas e os ditos protetores dos animais que só falam das tartarugas, das baleias, dos cachorros e gatos. Raro encontrar, mas o nosso símbolo do Nordeste, o inocente jumento se tornou uma espécie em extinção ainda servindo ao homem, como neste flagrante em Juazeiro da Bahia, carregando papelões e outros objetos recicláveis. Ninguém importa mesmo para os jegues e estão sendo vendidos baratos para os matadouros. O homem é mesmo um animal predador da pior espécie. Foto do jornalista Jeremias Macário
SEM ESSA DE NOVO
Amigo mano, sem essa de ano novo
Mesmo assim te desejo um novo ano
Na Sofia nada se cria, tudo se copia.
As luzes se apagaram, o show acabou
Você continua sendo escravo do patrão
O sinal indica não entrar na contramão
E o pássaro astronauta levanta seu voo.
O pobre continua sendo um estorvo
Meu camarada, não existe ano novo
No castelo assombrado pia o corvo
E o ano conta os meses e os santos dias
No calendário freguês das companhias.
Nas noites vagam as tristezas e alegrias
Os amores começam e se vão pelas vias
Ninguém mais aprecia noite de lua cheia
Preferem mesas suculentas da santa ceia
No sertão só vingam cacto e o mandacaru
E o homem labuta na terra o ano inteiro
Ronda no céu pela carniça o tenaz urubu
E nas cidades, só se vê retirante estradeiro.
Mano véio, sem essa de ano novo
Mesmo assim te desejo um novo ano
Seja bonito, corcunda ou como for
Siga o mais velho, amando a sua flor.
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