Escurece o tempo que grassa,

uma cuca tragada pela massa.

 

Pombas cruzam o espaço;

o sangue jorra no asfalto;

derretem as idéias e o aço,

e a vida se torna uma pasta.

 

Destila a raiva dos alienistas,

com sede de vingança selvagem;

matam até por uma imagem,

os religiosos segregacionistas.

 

Nas cavernas de Tora-Bora,

lançam chamas de agonia,

em terras que foram travessia,

de tribos de reis de outrora.

 

Do império esmagador,

tanques cospem nos desertos,

e foguetes certos e incertos,

espalham inferno e terror.

 

Só tem perfume sua flor,

a outra é o cheiro do mal,

que tem veneno de coral,

e cresce como um tumor.

 

Da terra brota o terror,

de terno gravata e turbantes,

da verdade uns figurantes,

que dizem ser seu Senhor.

 

Por todo canto terroristas,

ameaçando tragédia nuclear;

contaminam todo o nosso ar,

disseminando idéias fascistas.

 

Sodoma e Gamorra de consumistas,

que alimentam a pança dos sofistas.