INDEPENDÊNCIA COM SANGUE
Nas escolas primárias aprendemos que a Independência do Brasil se deu com o Grito do Ipiranga, de D. Pedro I, de “Independência ou Morte”. O ato em si foi utilizado para criação de deboches e piadas. No entanto, como em todos os países do mundo, a independência aconteceu com lutas e derramamento de sangue.
A ideia de independência começou lá pelo século XVIII com os movimentos revolucionários, com os levantes e as rebeliões e se consumou no século XIX, em 1822, mas ainda encareceu de batalhas sangrentas na Bahia, no Piauí, Maranhão e Grã-Pará, para expulsar de vez os portugueses do território, em 1823.
Até mesmo antes do Grito do Ipiranga, tudo já vinha sendo tramado através de cartas, documentos e planejamentos, tendo como um dos cabeças o patriarca da Independência, José Bonifácio de Andrada.
Nesta data, como em Vitória da Conquista, todas as cidades celebram o Sete de Setembro com a participação do povo, mas, infelizmente, tem servido de palco para os políticos se projetarem e pedirem votos, mesmo que seja de forma indireta.
Em Conquista, fizeram parte das comemorações, as polícias militares e civil, o Corpo de Bombeiros, as escolas públicas e privadas com suas tradicionais fanfarras, os movimentos de mulheres, de negros, índios e a turma dos excluídos com suas reivindicações.
Por falar nisso, quase toda população brasileira ainda é excluída de seus direitos constitucionais, como à saúde e à educação, principalmente. A nossa democracia ainda é relativa, tanto que a nossa liberdade e a nossa soberania sempre vivem ameaçadas no âmbito interno e externo. O processo de independência continua dentro de cada um.

















