:: jan/2026
UM MUNDO ESTARRECIDO PELA BARBÁRIE!
As travessuras do Donald Trump, que vem ocupando diariamente os noticiários da mídia nacional e internacional, estão deixando o mundo estarrecido e em pânico, talvez com maiores proporções do que na época da guerra fria entre os Estados Unidos e a União Soviética, a partir dos anos 60, quando era eminente uma hecatombe nuclear.
Ainda jovem, lembro bem daqueles tempos tenebrosos e pensava muito em meus rebentos recém-nascidos. Era o capitalismo e o comunismo, como classificava a imprensa, dividindo o planeta em duas partes ideológicas.
Nas campanhas propagandistas, um era o deus divino do paraíso e o outro o satanás do inferno. Com a queda do muro de Berlim, por volta de 1989/90, e o declínio do bloco socialista, esse medo foi se dissipado, embora as guerras colonialistas nunca deixaram de existir.
Trinta e seis anos depois aparece um maluco na Casa Branca, que poderia ser pintada de roxo ou preto, com o símbolo de uma caveira, para reascender o terror na humanidade, numa repetição macabra da história.
De um lado, convivemos com tragédias e catástrofes provocadas pelo aquecimento global. Do outro, um presidente norte-americano que se acha dono da terra e no direito de intervir em qualquer país que não esteja ao seu lado.
Em nome de Deus, com a promessa de tornar os Estados Unidos numa Super Nação para orgulho dos americanos e de uma abstrata segurança nacional para seus compatriotas, está a psicopatia doentia do alinhamento ao seu modelo político e o domínio das riquezas naturais (petróleo), ou os chamados metais raros.
Além de ameaçar anexar o Canadá e o México, dentro da sua ótica de um EUA Grande, sua primeira estratégia maligna e demoníaca foi investir contra os imigrantes e deportá-los acorrentados, escancarando todo uma barbaridade a ser vista pelo mundo, tudo isto com a conivência das instituições judiciária, legislativa e da força militar. Bem que os yanques estão se sentindo mais ainda arrogantes e prepotentes, com autoestima.
Aos poucos, o Trump foi transformando um país, dito defensor e exemplo de democracia e liberdade, numa tirânica ditadura. Junto com o primeiro ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, o genocida “Bibi”, contribuiu para o massacre de milhares de palestinos através das bombas e da fome, transformando a Faixa de Gaza numa terra arrasada. Um silêncio ensurdecedor.
Depois de tantos atos criminosos e sanguinários, forçou um acordo e ainda queria ser premiado com o Nobel da Paz, dado à traidora “patriótica” María Corina Machado. Ela pediu a intervenção do Trump em seu próprio país e ainda prometeu transferir sua comenda para o neonazista.
Não contente, invadiu a Venezuela e sequestrou o presidente (não estou aqui defendendo o regime de Maduro), sob o falso argumento de ser chefe narcotraficante, como nos velhos tempos, no caso do Panamá e outros países da América Latina, mas o povo não tem memória.
O cauboy salteador de diligências do Oeste, como um gangster raivoso, que muito lembra os filmes de faroeste, encasquetou em comprar na tora a Groelândia, território autônomo da Dinamarca, ou tomar na força, se não quiserem vender.
O método é muito parecido com a grilagem de terra comum no Brasil, sobretudo entre os séculos XIX e XX, praticado por grandes fazendeiros latifundiários e coronéis contra os pequenos proprietários, principalmente no Norte e Nordeste.
Quase ninguém apoia o regime fundamentalista da República Teocrática Islâmica dos Aiatolás do Irã, que está pegando fogo com os protestos, resultando numa barbárie com milhares de mortos pela Guarda Nacional. Não se pode ser a favor de um regime opressor religioso ou político.
No entanto, é ser muito ingênuo para negar que não esteja, desde o início, havendo forte interferência ou o dedo dos Estados Unidos através da CIA (Israel também), visando aumentar a convulsão social, para derrubar o poder, como ocorreu no passado com as ditaduras na América do Sul.
Ninguém comenta sobre a ditadura de ferro mantida há anos pelos Estados Unidos e os xeiques do petróleo da Arábia Saudita. A tirania de lá não é diferente da do Irã, mas a força fala mais alto, ao ponto de mandar esquartejar um jornalista. O yanque dos EUA vem fazendo quase o mesmo contra a mídia e a quem a ele se coloca em oposição.
“O Grande Ditador”, do filme de 1940, do cineasta Charles Chaplin, onde satiriza o nazista Hitler, está mobilizando todas as bases militares espalhadas em redor do mundo, para atacar ferozmente com suas garras outros países, não apenas o Irã. Sua mais recente arbitrariedade foi decretar a negação de visto para mais de 70 países, como se fossem todos terroristas.
A Europa enfraquecida a tudo assiste sem se mover, emitindo apenas notas de repúdio e contestação, como vem operando a China e a Rússia, que também têm seus interesses de poderios em outros territórios. O Putin fica com a Ucrânia, a China com Taiwan, e os Estados Unidos com o resto. A América Latina já é o seu quintal.
Diante de toda essa barbaridade humana, não consigo entender como ainda tem brasileiro que se humilha como um cão vira lata numa embaixada ou consulado para rogar por uma entrada nos Estados Unidos! Nunca tive o mínimo interesse de visitar aquele país, nem que fosse o último do mundo.
TRUMP, “O GRANDE DITADOR”
Quem não se lembra dos grandes clássicos do famoso cineasta Charles Chaplin, nascido em Londres, em 1889, sendo um dos maiores ícones do cinema mudo, conhecido pelo personagem “O Vagabundo”! Seus clássicos continuam atuais como “Os Tempos Modernos”, “O Grande Ditador”, “Luzes da Cidade”, “O Garoto”, “O Circo”, “O imigrante” e “Luzes da Ribalta”, dentre outros.
Pois é, gente, mas quero focar aqui em “O Grande Ditador”, filmado justamente entre setembro de 1936 e o início de 1940, no auge da II Guerra Mundial, sendo a primeira obra falada de Chaplin e uma sátira ao nazifascismo. Por coincidência, a película foi filmada nos Estados Unidos, em Hollywood.
Chaplin escreveu o roteiro em 1937/38, quando Hitler ainda era visto por muitos de forma diferente. Com sua visão futurista, ele se arriscou fazer uma sátira sobre Hitler e acertou na mosca, só que o ditador não conseguiu dominar o mundo enquanto na filmagem brincava com o globo terrestre.
Hitler foi detido em 1945 pela Rússia, os aliados europeus e o próprio Estados Unidos. Nas cenas, Chaplin, com aquele bigode de Hitler, brincava contente como uma criança chutando e se rolando com o globo. A conotação era que aquele brinquedo era só seu e ninguém tascava. Era o tipo do “menino” egoísta e mimado.
Para hoje, um bom chargista ou desenhista só faz mudar o figurino e colocar aquela cabeleira loira de leão do Trump. Aliás, a própria Inteligência Artificial encarrega de lhe entrega tudo pronto. Ficaria perfeito e poderia até ser um filme mudo. O resto é só fazer voar a imaginação.
Por isso que sempre digo que o Chaplin, que morou muitos anos nos Estados Unidos e nunca se naturalizou, vindo a falecer, em 25 de dezembro de 1977, na Suíça (não confunda com a “Suíça Baiana”), era um gênio dos gênios.
Imagina se Chaplin fosse vivo! Suas obras seriam demonizadas e o inglês seria algemado, acorrentado e deportado como terrorista ou preso em Guantánamo, na ilha de Cuba. As figuras em termos físicos entre o Trump e o Hitler são diferentes, bem como as descendências, mas que a imagem dele dando ponta pés no globo, seria bem engraçada, isso seria, além de realista.
Neste segundo mandato (no primeiro foi atrapalhado pela pandemia), o Trump está virando a terra (em sua concepção é quadrada) de cabeça para baixo e mudando sua rotação, como se fosse um deus irado, tirano, dominador e demolidor.
Não vou aqui entrar na questão política em termos ideológicos, mas nenhum governante do mundo, por mais poderoso que seja e por justificativa nenhuma, tem o direito de entrar em outro país e sequestrar um presidente; ameaçar de invasão outros territórios soberanos; ter o desplante de propor comprar; ou tomar na marra como se fosse um assalto a mão armada.
Ele não pode ficar brincando de chutar o globo terrestre, embora a história esteja sempre se repetindo, só que a geopolítica é outra, a guerra fria passou, as armas são ogivas nucleares e não podemos voltar ao pânico constante de uma hecatombe planetária.
Bem melhor se fixar somente naquele clássico satírico de Chaplin, um fantástico-realístico bem divertido, brinquedo que não deu certo, mas deixou um estrago incalculável na humanidade com milhões de mortes e massacres hediondos.
Naquela época, Chaplin poderia até ter colocado outras personagens chutando o globo. Agora seria Trump e o Benjamin Netanyahu, o “Bibi”, de Israel, contra o resto? É hilário, mas é sério e pavoroso! O clássico é imortal, como foi o seu autor.
O MUNDO ESTÁ MELHOR, OU PIOR?
Esta questão sobre se a vida no mundo está melhor, ou pior sempre rola em roda de conversas com vários pontos de vista. Desta vez prefiro não emitir minha posição. Alguém pode até considerar estranho e achar que não esteja sendo correto ficando fora dessa.
Cada um deve fazer sua reflexão e colocar sua imaginação para voar nas asas da filosofia, da sociologia e da história. Temos aqui uma crônica sobre as coisas da vida, um tempo que muda e segue sem parar, cada vez mais apressado e corrido no tropel do cavalo com seu cavaleiro.
Vou apenas colocar algumas situações comparativas sobre a vida nos tempos passados, o presente da era tecnológico e o futuro que nos aguarda. Sei que existem os pros e os contras sobre este tema que me atrevo a escrever. Nesse burburinho da vida atual, poucos param para fazer esta análise. Só a geração mais antiga, que tudo viu e observa, pode fazer está avaliação. Como ficará o pêndulo da balança? Para que lado vai mais inclinar?
Lá atrás, pelos anos 40, 50 e até os 60, mais gente vivia no campo do que nas cidades que começavam a se desenvolver nas áreas industrial, econômico e social. Mais de 70% eram rurais, sem energia (o fogão era a lenha), sem água em torneiras, sem moedores elétricos (tudo era pisado no pilão), ainda existiam as mulheres rendeiras, as costureiras, os alfaiates, as lavadeiras, os sapateiros (hoje são raros) e os utensílios das casas eram todos manuais. Era a época do fifó.
A educação era bastante precária, com poucas escolas, cujos professores e professoras eram leigos. As crianças trabalhavam na roça e brincavam nos terreiros de pés descalços. O índice de analfabetismo era alto, sem bem que 90% hoje são analfabetos funcionais.
Os mais pobres e os pequenos proprietários viviam sob o jugo dos latifundiários. Os governantes não davam nenhuma assistência ao sertanejo do interior (ainda é insuficiente), principalmente no que diz respeito à educação e à saúde, mas havia um maior sentimento de solidariedade e companheirismo, com mutirões, adjutórios e outros meios de ajuda. Eram todos por um e um por todos.
Sem assistência social, secas intensas e alternativas de melhorias, sobretudo, para o futuro das crianças e dos jovens, o quadro foi se invertendo e, com o passar dos anos, o campo foi se esvaziando. Levas e mais levas de gente foram para as pequenas, médias e grandes cidades. Da população brasileira atual, mais de 70% estão nos centros urbanos.
Sem especialização e conhecimento para um emprego qualificado, a grande maioria de pobres se instalou nas periferias, em morros e favelas. As cidades incharam e não deram conta da demanda por saneamento básico e outros setores. Muitas daquelas crianças passaram a perambular pelas ruas e aumentou o número de pedintes, apesar das escolas públicas terem um ensino de qualidade que foi caindo de nível no decorrer da ditadura e com a redemocratização.
Nas cidades, a pobreza cresceu e aprofundaram as desigualdades sociais, mesmo com o ensino sendo universal para todos, com mais escolas. Cresceu a quantidade e piorou a qualidade. Com o SUS, a saúde é para todos, mas o serviço é ineficiente e muitos morrem nos corredores dos hospitais por falta de atendimento médico.
As cidades hoje viraram um amontado de gente, uns morando numa selva de concreto em apartamentos ou apertamentos e muitos em casebres e casas modestas em áreas irregulares perigosas, numa “guerra” desenfreada pela sobrevivência para pagar suas dívidas. No embalo do consumismo compulsivo, as pessoas hoje vivem endividadas e poluindo mais o planeta.
A violência se espalhou por todos os cantos e muitos jovens, sem opções e carências, nela se embarcaram; a corrupção mais que duplicou em todos os níveis; e não se confia mais nas pessoas como antigamente. O senso coletivo – não estou aqui falando de doações e campanhas de alimentos – deu lugar para o individualismo, do tipo cada um por si e os outros que se lasquem. Prevalece a lei da vantagem e a do mais forte. Não se respeita mais os outros.
Nessa linha de raciocínio, o progresso teve seu lado bom, mas outro perverso e triturador do ser humano. Na ganância pelo deus dinheiro, depredaram e destruíram o meio ambiente ao ponto de já estarmos em pleno aquecimento global, com tormentas e tragédias. Vivemos numa turbulenta decadência da humanidade, com ideias e comportamentos medievais, apesar do avanço das tecnologias sofisticadas e modernas.
Por falar nisso, hoje você tem uma máquina potente de lavar (antes batia roupa em tanques e lajedos), utensílios domésticos automáticos de primeira geração que logo dão defeitos para fazer a economia rodar, casas com inteligência artificial (tudo é mais fácil, sem esforço), celular para se comunicar com maior rapidez (nada de cartas e telefones antigos), redes sociais cheias de fofocas e besteirol, com textos curtos e português errado, pagamentos rápidos pelo pix e outro montão de facilidades tecnológicas.
Em contrapartida, as doenças aumentaram e muitas delas desconhecidas e exóticas; mais vírus se espalharam pelo mundo, mas a medicina e a ciência se modernizaram. Inventaram curas e tratamento com vacinas e medicamentos, embora poucos têm acesso. Não entro aqui no cenário das guerras, atrocidades e tiranias porque elas sempre existiram desde os primórdios das civilizações.
Teríamos aqui uma vasta lista de fatos, de mudanças, acontecimentos e episódios para colocarmos num cesto e realizar nossas escolas. Creio que muitos seriam chamados de saudosistas e estes taxariam os atuais de alienados, apenas peças de uma engrenagem de triturar humanos. A polêmica não teria fim. Seria uma discussão do fim do mundo.
Sem mais delongas, para não me alongar (poucos são os leitores e a nossa cultura está em baixa), com todas essas vantagens e desvantagens entre o passado e o presente, você hoje vive mais feliz com todo esse avanço tecnológico na mão?
O mundo de hoje está melhor, ou pior? Você vislumbra um futuro mais promissor e mais humanista, sem muitas matanças, ódio e intolerância? Você decide e, como já falei lá em cima, não vou aqui revelar a minha opinião. Um abraço a todos os navegantes desse barco chamado de terra, ou nessa nau de sensatos e insensatos.
AOS POETAS DAS IMAGENS NO DIA COMEMORATIVO AO FOTÓGRAFO
Sei que foi no dia 8 de janeiro e a data passa, de forma injusta, praticamente despercebida. É a cultura brasileira da desmemorização dos valores artísticos, e o celular não é o maior culpado desse fenômeno do esquecimento. Certo que o novo aparelho “mágico” virtual automático contribuiu para esse menosprezo, mas esses profissionais das lentes continuam sendo os poetas das imagens.
Em qualquer evento, shows, aniversários, festas, passeios turísticos, casamentos, encontros familiares, nos bares e restaurantes, lá está cada um com o celular em mãos para fazer umas selfies e registrar os momentos, para postar, imediatamente, nas redes sociais. É uma mania generalizada. Diria até que é uma febre, só que depois deletam para dar espaço para outras.
Acontece que nos acontecimentos importantes (casamentos, formaturas e outros), lá está a presença do profissional porque tratam de fotografias com maior nitidez, foco e resolução. Não podemos deixar aqui também de mencionar sua atuação imprescindível na função do repórter jornalístico, ou o fotojornalismo, bem diferente do retratista.
Eles estão na linha de frente das guerras, das manifestações, dos protestos e movimentos sociais, para pegar os melhores ângulos e flagrantes que o amador do celular não consegue captar, tanto quanto o fotógrafo. É ele quem sabe o momento certo de clicar, fazer a abertura correta do diafragma, fixar a medida do ISSO e a sua velocidade, para que a deusa luz, natural do deus sol, ou a artificial dos humanos, projete a sua imagem para dentro da câmara escura.
Em nome dos grandes fotógrafos nacionais e universais, como Sebastião Salgado (humanismo e documentário), Evandro Teixeira (meu saudoso amigo das impactantes fotos da ditadura), Araquém Alcântara (natureza brasileira), Cláudia Andujar (Amazônia), Walter Firmo, de cores vibrantes, Henri Cartier-Bresson (fundador do fotojornalismo), Ansel Adams (paisagens), Paul Nicklen (vida selvagem), dentre outros, homenageio todos os fotógrafos conquistenses e baianos, como meu companheiro de lutas José Silva, Raimundo Laser, José Carlos D´Almeida, Cadete, com quem também trabalhei, Edna Nolasco e seu pai (saudosos) Neca Correia, Manoelito Melo e tantos outros.
Todos eles são nossos poetas das imagens, nas quais brotam textos das nossas cabeças, a depender da fotografia, especialmente quando são lindas paisagens da natureza ou expressões humanas. Como se diz no popular, existem fotos que falam por mil palavras. No jornalismo, por exemplo, não dá para publicar uma matéria sem fotos, como manifestações, tragédias, incêndios, guerras e tantos outros fatos.
Uma foto profissional é como se fosse uma poesia, e dela brota a inspiração para se fazer uma bela legenda, mesmo que o jornalista e o escritor não tenha trabalhado ao seu lado. Apesar da internet, e mesmo nela, a fotografia ainda é e sempre será essencial para traduzir as memórias e construir nossa história por meio do passado e do presente.
Lá estão nossos poetas nas manchetes dos jornais, nas revistas e nas ilustrações de obras dos escritores em geral. Fotografia é também história e é através dela que nos faz recordar e escrever sobre o passado. São como documentos em cartórios, desde o seu processo analógico até os nossos tempos do virtual. Meu abraço a todos os fotógrafos com suas poéticas fotografias.
“O CANTO DO ACAUÔ
“A LUTA DAS FORÇAS VOLANTES CONTRA OS CONGACEIROS”
No mundo épico e imaginário do cangaço, existe uma vasta literatura sobre o assunto, a grande maioria focada em Lampião que mais se sobressaiu na história do banditismo nordestino durante cerca de 20 anos, mas existiram outros, como Antônio Silvino, Cassimiro Honório e “Sinhô” Pereira que deixaram suas marcas como valentões. Lampião foi transformado numa lenda na oralidade do povo, no canto exagerado dos repentistas e na boca da imprensa daquela época.
O livro “O Canto do Acauã”, da professora, jornalista e escritora, de Pesqueira (Pernambuco), Marilourdes Ferraz, não se trata de uma obra acadêmica, mas de muitas narrativas baseadas em depoimentos de testemunhas e nas memórias do seu pai Manoel de Souza Ferraz (Flor), uma família que passou a vida combatendo os cangaceiros bandoleiros do agreste nordestino desde início dos anos de 1900.
Com sua prosa no formato de contação das histórias daquele povo, com pitadas romanescas, ela mostra o outro lado das ações das volantes que foram, segundo a escritora, combativas, e procura desfazer aquela imagem distorcida de que essas forças atuaram com excessiva arbitrariedade e violência contra a população das vilas, chegando a cometer estupros, como relatam escritores.
Ela não nega que houve erros, mas não generalizados, e que eram homens valentes que combatiam com garra, mesmo sem os recursos necessários dos governantes. Ferraz dedica o livro aos combatentes das Forças Volantes “que entregaram sua mocidade e energia à luta contra o banditismo no sertão”.
Sua obra mapeia os lugares originários de Pernambuco onde nasceu o cangaceirismo, como Riacho do Navio, Nazaré, Serra de Uman, Vele do Pajeú, rio Moxotó, Serra Vermelha, Serra Negra, Campo da Ema, entre outros, que até o final do século XIX eram constituídos de um povo pacato, com vilas, caso da São Francisco, vivendo em prosperidade. As secas, as intrigas familiares, a precária situação social, os isolamentos do Nordeste, principalmente, mudaram o panorama, dando lugar à violência.
Marilourdes Ferraz descreve sobre o misticismo nordestino, suas crenças, rezas, festejos populares e a verve poética e musical dessa gente, inclusive entre os próprios cangaceiros, como um tal de “Cacheado” com seus versos, que tudo indica ter sido o autor de “Muié Rendeira”, muito apreciado por “Sinhô” Pereira e depois pelo próprio Lampião e seus irmãos Ferreiras.
“Na falta de uma explicação para os fenômenos climáticos, os sertanejos entregavam-se como sempre ao misticismo na procura de respostas às suas angustiadas indagações. Três pedras de sal eram expostas ao relento na véspera do dia de Santa Luzia. Se na manhã seguinte estivessem dissolvidas, as chuvas viriam, mas se permanecessem íntegras isto pronunciaria ano de seca. No final do ano, ventos fortes provenientes do Sul indicavam seca. Se no dia de Ano Novo o sol nascesse límpido e de repente uma nuvem o encobrisse, haveria boas perspectivas de chuvas na estação invernosa. Em época de estiagem ou de seca, o furto da imagem do Menino Jesus de junto da de Santo Antônio podia assegurar um bom inverno e, quando apareciam as chuvas, o Menino era devolvido aos braços do Santo, em procissão, com fogos e cânticos”. A própria ave Acauã é vista como agourenta, mas ela tem outro canto que traduz esperança.
Ao contrário de como muitos alardeiam, de acordo com o que narra em seu livro, José Ferreira, o pai de Virgulino, o Lampião, era um homem pacato que vivia desgostoso por ver seus filhos enveredarem na bandidagem, mas sua mãe chegava até incentivá-los e era, de certo ponto, violenta.
Para fugir daquelas desavenças entre seus filhos e o fazendeiro poderoso José Saturnino, ele e a família se mudaram para Alagoas por volta de 1919/20 onde foi morto. Sua esposa sofreu um AVC quando seu filho mais novo João Ferreira foi preso. Outros autores dizem que foi morto por engano pelo tenente José Lucena Maranhão, um dos maiores inimigos de Virgulino Ferreira e seus irmãos Antônio (Esperança), Livino (Vassoura) e Ezequiel (Ponto Fino).
Seu pai morreu em 21 de maio de 1921. Os episódios que acarretaram sua morte tiveram lugar em 9 de maio do mesmo ano. Foi o assalto a Paricônia por Lampião e seu bando onde roubaram joias, dinheiro e o que não pode ser levado foi destruído.
Sob o comando do tenente José Lucena, que cercou a propriedade Engenho Velho, no tiroteio foram mortos “Sinhô” Fragoso e José Ferreira, baleado quando se dirigia ao curral, conforme registro no cartório de Água Branca (Alagoas). Os irmãos Ferreiras não estavam em casa, mas ficaram revoltados. Lampião teria dito que iria matar até morrer.
Num combate com José Saturnino, no município de Custódia (Pernambuco), Lampião ficou desprovido de munição e mandou seu irmão João Ferreira comprar o material em Água Branca (Alagoas), mas o jovem foi preso, conforme relata a escritora. Com Antônio Matilde, os Ferreiras rumaram para Água Branca no intuito de arrombar a cadeia e soltar o irmão.
No caminho encontraram com as forças e estas, não conseguindo obstar o plano dos cangaceiros, voltaram para a cidade e libertaram João Ferreira. Após esse choque dos filhos, Maria Lopes Ferreira, a mãe de Lampião, sofreu um AVC e depois veio a falecer.
Marilourdes conta que a briga com Saturnino começou lá em Pernambuco por causa do furto de um chocalho, segundo ele, pelos irmãos Ferreiras. Ele perseguiu os jovens de forma implacável, com requintes de crueldade, “forçando sua adesão ao mundo do crime”.
Após a morte dos pais, os Ferreiras retornaram à região do Pajeú onde se associaram ao grupo de “Sinhô” Pereira, “da mesma maneira pela qual haviam estado antes sob a chefia dos irmãos Porcino, em Alagoas”.
Quando esteve sob as ordens de “Sinhô” Pereira, Lampião ficou temporariamente esquecido, mas voltou a ter notoriedade nacional quando realizou, com seu bando, o assalto à residência da idosa baronesa Joana de Siqueira Torres, em Água Branca (Alagoas), em 26 de junho de 1922, levando joias e pertences valiosos. Em 22 de agosto do mesmo ano, “Sinhô” Pereira partiu de Pernambuco, abandonando o cangaço.
“FAZER O QUÊ, NÉ”!
As pessoas hoje se entregaram, como se nada mais pudesse ser feito para mudar a situação. São como robôs comandados pelas ordens dos mandatários no poder, e se sentem reféns dos acontecimentos ruins que prejudicam nossas vidas.
É como se não tivéssemos mais direitos de reivindicar e protestar contra os desmandos e arbitrariedades. Como se não fossemos donos de nós mesmos. Somos objetos inocentes úteis dos deveres.
Quantas vezes já ouvimos esta expressão “fazer o quê, né” quando as administrações públicas aumentam o valor dos transportes públicos, as empresas elevam os custos da energia e da água, os combustíveis sobem, projetos de lei são absurdos e a violência brutal bate em nossas portas ceifando vidas que pouco valem.
Quando fenômenos anormais da natureza provocam tragédias, o pobre tem cinco ou seis filhos, as coisas não ocorrem como se queria e até as injustiças sociais atingem os mais fracos, sempre ouvimos que “foi Deus que assim quis”, como se não tivéssemos mais opções de decidir nossos caminhos.
“Queremos justiça”, que nunca chega, ou quando se alcança é tardia e não é justa na medida do crime cometido pelo agressor. É outra frase comum quando algum amigo, parente, ente querido da família é atingido por uma bala perdida ou pela truculência da polícia.
“Não podemos fazer nada” é outro termo irmão do “fazer o quê, né”! “É assim que a banda toca, meu amigo”, e não é com seu clamor e revolta que vai mudar o mundo. Êta vidinha acomodada e submissa que se perdeu na desilusão de que as coisas não podem mais mudar! Não adianta espernear! “É perda de tempo”!
Chegamos ao fundo do poço (ainda tem mais fundo) do comodismo, do individualismo, da indiferença e da falta de indignação onde cada um no mundo de hoje só pensa em si e acha que lutar pelo coletivo basta dar uma doação para uma campanha (sai uma e entra outra) de brinquedos ou alimentos em final de ano (Natal), ou para socorrer vítimas de catástrofes. Temos consciência política beirando a zero.
Nos tempos que não existiam internet e celular, nem redes sociais de milhões de visualizações e seguidores de besteiróis, multidões marchavam nas ruas, praças e avenidas na busca pelos seus direitos humanos e era “um por todos e todos por um”. Isto tudo se acabou e nem existem mais amigos de verdade, como antigamente, do tipo “certo nas horas incertas”.
Sentimos atualmente um vazio no peito quando observamos que as pessoas se entregaram à própria sorte, se isolaram e perderam a esperança de que sonhar juntos pode mudar os fatos ao nosso favor. O grito de “Unidos, venceremos” ficou apenas nas palavras!
Mais do que nos primórdios das civilizações, o egoísmo de hoje é mais visível, e o outro é como se fosse o seu inimigo. Vizinho não conhece mais vizinho. Faça um teste e pergunte os nomes de seus vizinhos. Que solidariedade é essa de que tanto se fala e se propaga por aí?
As comunidades rurais, os moradores de vilas e povoados ainda cultivam a cultura do companheirismo, da camaradagem, do mutirão, do adjutório e do querer mudar para melhorar, mas nas cidades predominam o isolamento humano e a falta de respeito para com o outro.
“Fazer o quê, né”, se o sistema é assim e temos que obedecer, sem questionar! Aliás, quem reclama e questiona demais é visto como um chato que vive a se lamentar da vida. “Olha lá, lá vai aquela mala que quer mudar as coisas e o mundo” – aponta com o dedo em riste o “fazer o quê, né”.
É, meus camaradas, os tempos mudaram, muito mais para pior, e não estou sendo pessimista. “Cala-te boca, nojento”! Mas, falar da vida alheia e fazer fofocas, nisso todo mundo é craque e especialista. Julgar os atos dos outros, tem de montão. Mesmo cheio de pecados, atira pedras. É a vida, meu amigo, “fazer o quê, né”! “Só sei que é assim”!
FESTINHA DE NATAL
(Chico Ribeiro Neto)
O contínuo se declara à secretária do chefe. A secretária do chefe se declara ao subchefe e o subchefe adorou a cunhada do contínuo que veio de miniblusa pra festinha de Natal da empresa.
Tendo sempre à frente uma comissão que briga pelo que faz – pois, por melhor que você faça sempre tem um espírito-de-porco pra botar defeito -, toda festinha de Natal, seja ela de empresa ou de repartição pública, se parece muito.
Aqui vão algumas das reações colhidas em festinhas de Natal, encorajadas por uísque, cerveja e pelo próprio espírito natalino que perdoa tudo:
“Não gostei daquilo que você me disse na festinha de Natal do ano passado”.
“Cadê aquela promoção que o senhor me prometeu e até hoje nada?”
“Sua cunhada é linda!”
Toda festinha de Natal é repleta de surpresas que vão além do sorteio de brindes. Um funcionário tímido assume o microfone com a mão esquerda, porque a mão direita segura um copo cheio de uísque, e ataca de “Besame Mucho”.
No fim da festa, uma funcionária que sempre sofreu pedindo carona vê, de repente, três marmanjões disputando à sua frente o direito de levá-la em casa. “Não tem problema (hic), pra onde você quiser ir eu lhe levo. Quanto mais eu bebo, melhor eu dirijo. Pode confiar, pode confiar”. A essa altura, já esconderam a chave do carro dele, diante do estado em que se encontra, e ele vai ter que ir para casa de carona, também, ou de táxi. Algumas vezes, o congraçamento se transforma em aborrecimento.
Festinha de Natal dá de tudo. Tem o que reclama do quibe e o que diz que a empada tá fofa demais. Tem o que reclama porque não tem uísque e o que reclama porque não tem mais cerveja às 10 da noite, numa festa que começou às 16 horas.
Tem o que leva pra casa meia bandeja de salgados e as flores que decoravam a mesa. E tem aquele que continua a dizer, depois de umas quatro: “Sua cunhada é realmente linda!”
Seja em empresa, fábrica ou repartição, festinha de Natal é isso: dizer coisas que ficaram entaladas o ano todo. Nem que essa coisa seja dizer “Feliz Natal e Próspero Ano Novo”.
(Crônica publicada no jornal A Tarde em 26/12/91)
(Veja crônicas anteriores em leiamaisba.com.br)
O HERBÁRIO DA SERRA
Para quem mora dentro da cidade numa selva de pedra, no corre-corre do dia a dia, entrar numa floresta é sentir uma sensação de paz, frescor e quietude na alma. Só em ouvir o canto dos pássaros e o farfalhar das folhas, parece que nos transportamos para um paraíso. Os problemas voam e nos sentimos mais leves. Depois de mais de 20 anos fui, nesta semana, ao Herbário (ainda pequeno) da Serra do Periperi e, imediatamente, bateu a lembrança de Walter, o criador daquele local mágico, que dedicou quase toda sua vida, com amor e dedicação, a cuidar das plantas, num descampado onde existia ao lado um camping, um espaço de acampamentos para os amantes da natureza. Hoje o Herbário fica dentro da mata de cipó, uma extensão até o Poço Escuro, inclusive com uma trilha de acesso. Foram momentos de prazer e encantamento, flagrados pelas lentes da nossa máquina. Fui recepcionado por Lázaro que cultiva mudas que são distribuídas aos interessados em plantar uma árvore em sua calçada ou no quintal. Walter nos deixou há uns quatro anos, mas lá ficou sua viva presença através de seus pertences e anotações. Fui testemunha como ele amava aquele local e muito contribuiu para sua preservação. Merece toda nossa homenagem. Por sua vez, fiquei triste ao ver o avanço das habitações do Bairro Guarani até o topo da Serra, por muitos anos castigada com a retirada de terra, areia, pedra e outros materiais pelo setor da construção civil. Para o porte de Vitória da Conquista, é um Herbário que precisa ser ampliado com mais espécies para atender a demanda. Se houvesse mais investimentos por parte do poder executivo, o local poderia até ser transformado num ponto turístico, com trilhas e outros equipamentos atrativos aos visitantes.
CANÇÃO DO SABER
Autoria do jornalista e escritor Jeremias Macário
Esta canção que laço,
Tem raízes fincadas na terra;
É do menino de pés descalço,
Nascente de água cristalina,
Que desce daquela serra,
Como uma graça divina.
Quando se está triste,
A alma cálida padece,
Parece que nada existe;
Dá vontade de chorar:
Oh, Senhor, meu pai Oxalá!
O vento zune lá fora,
Como canção de ninar,
Nem sei mais fazer a hora,
Desse doer se acabar,
Mas, como disse Vandré,
“É só saber querer,
Para poder chegar”.
Esta é a canção do saber,
A canção do sofrer, do amar,
De quem lutou e foi calado,
Pelo facínora do ditador,
Quando sua viola solou,
Que gente unida é pra ganhar.
Esta é a canção do saber,
Saber viver e saber morrer.
DIA DO LEITOR QUE ESTÁ ESCASSO
Não é preciso citar o grande historiador inglês Eric John Ernest Hobsbawm, Maquiavel, Schopenhauer, Freud, filósofos da antiga Grécia ou da França, para explicar a invasão dos Estados Unidos à Venezuela e a as tripolias do Trump, que encarnou Hitler ou Stalin.
Simplesmente, os absurdos da história são absurdos e estão sempre se repetindo. Não precisamos complicar a linguagem, porque atualmente só é acessível a poucos por falta de leitura. Como diz o “Chicó”, do “Auto da Compadecida”, “só sei que foi assim”. De exibições, bastam os horrores que estamos assistindo estarrecidos.
O que, na verdade, hoje me traz aqui é o Dia do Leitor, “comemorado” ontem (dia 07/01) que até já havia esquecido pela raridade de se encontrar leitores ou leitoras de livros de papel, principalmente no Brasil onde muitas livrarias tiveram que fechar suas portas justamente por falta deles e delas.
Deveria mudar para Dia do Leitor de Telas, de curtos textos nas redes sociais, com um monte de erros de português e sem conteúdo, sem falar que uma grande parte é fake news; contém mentiras; é infundada; truncada; e não se pode confiar nas informações, por falta de estudos e pesquisas.
Quando chegou a internet, no começo dos anos 2000, há 26 anos, afirmaram os mais “especialistas” no assunto que o e-book, ou seja, o livro on-line, iria substituir o de papel. Até agora nada disso aconteceu. Na minha modesta visão, avaliei comigo mesmo que se o indivíduo não tem o hábito da leitura dos grandes mestres da literatura impressa, também não iria ler o e-book.
Dia do Leitor poderia mesmo ser comemorado nos anos 50, 60 e até os 70 do século passado, particularmente no Brasil, quando os jovens daquela geração andavam com um livro debaixo do braço e discutiam em bares e encontros os grandes autores. Trocavam e emprestavam seus exemplares.
Hoje é celular na mão dentro dos ônibus, nas recepções das clínicas de espera como pacientes, nas praças, repartições e até dirigindo, cometendo infrações de trânsito. Quando vou a um consultório ou a uma agência bancária tratar de um problema, levo meu livro e ninguém nem nota. Se alguém ver, deve me achar de maluco, extraterreno ou um velo caduco.
Além da raridade de leitor, uma coisa está ligada a outra, temos também, infelizmente, a escassez de grandes autores em todos os gêneros da literatura, gente que se debruça em pesquisas por anos para contar histórias; escrever sobre ciências sociais; filosofia; cultura popular; tradições e civilizações dos povos; dentre assuntos, com bases sólidas, e não através de boatos e falatórios.
Quando falamos de leitor, temos também que tecer comentários sobre os novos escritores dos tempos “modernos”, mesmo porque uma coisa está relacionada a outra. Por incrível que pareça, e é até contraditório, observamos que está existindo mais publicações e menos leitores.
Acontece, porém, que a grande maioria dos lançamentos tem baixa qualidade e muitos se enveredam no mundo dos escritores por pura vaidade, achando que de uma hora para outra vai se tornar famoso ou famosa, como Machado de Assis, Graciliano Ramos, Jorge Amado, José Lins do Rego, Raquel de Queiroz, Clarice Lispector e muitos estrangeiros e estrangeiras.
Como ocorre na música, de letras curtas, muitas com apenas uma estrofe, os livros atuais, em sua maioria, não passam de 200 páginas, especialmente se for de poesia, conto, crônica ou até romance. Acho que isso seja resultado da preguiça de se ler. Se for de mais de 400 páginas, o leitor (nem todos) nem olha, foge como o como o cão corre da cruz.
Outra coisa é que Dia do Leitor soa a machismo. Para acompanhar as mudanças e não ser visto como politicamente incorreto, teria que ser Dia do Leitor, da Leitora, do LGBTQIAPN+ e por aí vai. Mesmo assim, o quadro de leitores não se alteraria.
Portanto, não complique, descomplique para que, pelo menos, todos possam entender os bárbaros acontecimentos de invasões, matanças, genocídios, arbitrariedades, tiranias e a lei do mais forte neste planeta selvagem. Leia mais e não fique refém do mundo virtual para não se tornar num imbecil, como dizia o filósofo italiano Umberto Eco. Olha eu cometendo o mesmo erro de citações! Vamos ser mais claros, objetivos, diretos e grossos, no bom sentido!
















