De acordo com a história da humanidade, o traidor sempre teve um fim trágico, principalmente quando age contra sua pátria, seu povo, além de ser vergonhoso, nojento e acaba sendo renegado pelo derrotado e pelo vencedor, que não mais confia no agente denunciador.

Judas traiu Cristo em troca de 30 moedas e terminou se enforcando por arrependimento, Joaquim Silvério dos Reis traiu a Inconfidência Mineira (1798) no lugar do perdão da dívida que tinha para com a Coroa de Portugal e morreu abandonado e desprezado no Maranhão, em 1819, Sabina Druz denunciou o movimento dos Malês, que seria entre 24 e 25 de janeiro, na Bahia, em 1835, e não se sabe qual fim levou, os romanos Brutus e Decimus, depois de trair Júlio César, foram cruelmente mortos pelos soldados de César Augusto.

Existe uma lista enorme de traidores que se lascaram. Em nossa atualidade, em pleno século XXI, a venezuelana María Corina Machado está fazendo jus a este papel tão ridículo e terá um fim fracassado e humilhante, aliás já está tendo. Nem precisa esperar pela história.

Ela está sendo tão repugnante que foi à Casa Branca (há meses vem pedindo a intervenção do seu país pelos Estados Unidos) entregar o Prêmio Nobel da Paz para o Donald Trump e entrou pelas portas dos fundos, como se fosse uma empregada doméstica do ditador yanque.

Que papelão feio, María Corina! Seus conterrâneos, inclusive seus apoiadores, devem estar envergonhados e não mais irão às ruas lhe aplaudir, a não ser uns gatos pingados traidores. Onde está a sua propalada democracia, liberdade e independência?  Como vender a soberania da sua nação? Isto que você fez é uma grande covardia!

Não se trata aqui de defender o regime de Maduro que já estava podre por muito tempo. Fazer oposição a uma ditadura é uma coisa nobre, mas entregar o seu país a um pirata estrangeiro, é outra totalmente diferente. Que ela continuasse sua luta, mesmo sendo perseguida, mas não agir como uma traidora, imaginando que seria premiada com o poder.

Corina já está pagando pela maior besteira e idiotice que fez em sua vida. Na realidade, a venezuelana jogou sua credibilidade e sua confiança, conquistadas com sacrifício, no primeiro lixo que encontro na esquina, ou na porta dos fundos da Casa Branca. Foi uma cena lamentável e triste de se ver!

Por falar nisso, os administradores suecos da Fundação Nobel devem estar tremendamente arrependidos. O inventor da dinamite (se sentia um mercador da morte), Alfred Nobel (nasceu em 1832), que criou o Prêmio para incentivar várias categorias profissionais (Medicina, Literatura, Física, Química, da Paz e depois Economia), em 1895 (faleceu no ano seguinte), deve estar se revirando no túmulo.

Pelo menos a Corina conseguiu realizar um fato inédito na história do Prêmio (começou em 1901) que foi transferir sua comenda para um terceiro que mandou atacar seu povo. Como falou o diretor da Fundação, o Prêmio é intransferível. Trump se apoderou dele no pau.

Não tenho dúvidas que seu fim, Corina Machado, será igual ao dos outros traidores da história. No máximo poderá ser colocada no poder na base da força militar dos EUA – o que não acredito – e, mesmo que isto aconteça, não passará de uma marionete nas mãos de um facínora. No mínimo será uma funcionária de recado, oprimida pelo opressor, sem democracia e liberdade de agir.