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:: 15/jan/2026 . 23:24

TRAIDOR SEMPRE TEM UM FIM TRÁGICO

De acordo com a história da humanidade, o traidor sempre teve um fim trágico, principalmente quando age contra sua pátria, seu povo, além de ser vergonhoso, nojento e acaba sendo renegado pelo derrotado e pelo vencedor, que não mais confia no agente denunciador.

Judas traiu Cristo em troca de 30 moedas e terminou se enforcando por arrependimento, Joaquim Silvério dos Reis traiu a Inconfidência Mineira (1798) no lugar do perdão da dívida que tinha para com a Coroa de Portugal e morreu abandonado e desprezado no Maranhão, em 1819, Sabina Druz denunciou o movimento dos Malês, que seria entre 24 e 25 de janeiro, na Bahia, em 1835, e não se sabe qual fim levou, os romanos Brutus e Decimus, depois de trair Júlio César, foram cruelmente mortos pelos soldados de César Augusto.

Existe uma lista enorme de traidores que se lascaram. Em nossa atualidade, em pleno século XXI, a venezuelana María Corina Machado está fazendo jus a este papel tão ridículo e terá um fim fracassado e humilhante, aliás já está tendo. Nem precisa esperar pela história.

Ela está sendo tão repugnante que foi à Casa Branca (há meses vem pedindo a intervenção do seu país pelos Estados Unidos) entregar o Prêmio Nobel da Paz para o Donald Trump e entrou pelas portas dos fundos, como se fosse uma empregada doméstica do ditador yanque.

Que papelão feio, María Corina! Seus conterrâneos, inclusive seus apoiadores, devem estar envergonhados e não mais irão às ruas lhe aplaudir, a não ser uns gatos pingados traidores. Onde está a sua propalada democracia, liberdade e independência?  Como vender a soberania da sua nação? Isto que você fez é uma grande covardia!

Não se trata aqui de defender o regime de Maduro que já estava podre por muito tempo. Fazer oposição a uma ditadura é uma coisa nobre, mas entregar o seu país a um pirata estrangeiro, é outra totalmente diferente. Que ela continuasse sua luta, mesmo sendo perseguida, mas não agir como uma traidora, imaginando que seria premiada com o poder.

Corina já está pagando pela maior besteira e idiotice que fez em sua vida. Na realidade, a venezuelana jogou sua credibilidade e sua confiança, conquistadas com sacrifício, no primeiro lixo que encontro na esquina, ou na porta dos fundos da Casa Branca. Foi uma cena lamentável e triste de se ver!

Por falar nisso, os administradores suecos da Fundação Nobel devem estar tremendamente arrependidos. O inventor da dinamite (se sentia um mercador da morte), Alfred Nobel (nasceu em 1832), que criou o Prêmio para incentivar várias categorias profissionais (Medicina, Literatura, Física, Química, da Paz e depois Economia), em 1895 (faleceu no ano seguinte), deve estar se revirando no túmulo.

Pelo menos a Corina conseguiu realizar um fato inédito na história do Prêmio (começou em 1901) que foi transferir sua comenda para um terceiro que mandou atacar seu povo. Como falou o diretor da Fundação, o Prêmio é intransferível. Trump se apoderou dele no pau.

Não tenho dúvidas que seu fim, Corina Machado, será igual ao dos outros traidores da história. No máximo poderá ser colocada no poder na base da força militar dos EUA – o que não acredito – e, mesmo que isto aconteça, não passará de uma marionete nas mãos de um facínora. No mínimo será uma funcionária de recado, oprimida pelo opressor, sem democracia e liberdade de agir.

TANGER O MEDO

(Chico Ribeiro Neto)

Um cartaz de papel colado à parede de um bar na Barra diz: “Fim do Medo”.

Medo da professora, do leão do circo, do palhaço, do escuro, medo de Donald Trump.

Medo de perder o emprego, a vergonha, a esperança, o vestibular e a mulher.

Medo de careta, da polícia e do ladrão. De perder o ônibus, o carro e a vontade de viver.

Medo de deixar de crer no país, do vizinho e de sair à noite em Salvador. De assombração, de avião, de avestruz e de onça.

De barata, de dentista e de lagartixa.

Medo do banco, de emprestar dinheiro e do golpe no celular.

Medo de gafanhoto, de trovoada e de cara escroto.

Lembro o belo poema de Carlos Drummond de Andrade, “Congresso Internacional do Medo”:

“Provisoriamente não cantaremos o amor,

que se refugiou mais abaixo dos subterrâneos.

Cantaremos o medo, que esteriliza os abraços,

não  cantaremos o ódio porque esse não  existe,

existe apenas o medo, nosso pai e nosso companheiro,

o medo grande dos sertões, dos mares, dos desertos,

o medo dos soldados, o medo das mães, o medo das igrejas,

cantaremos o medo dos ditadores, o medo dos democratas,

cantaremos o medo da morte e o medo de depois da morte,

depois morreremos de medo

e sobre nossos túmulos nascerão flores amarelas e medrosas”.

Com as armas de Jorge, a certeza das flores e um certo brilho nos olhos, vamos tanger esse medo para bem longe, pra casa da zorra ou, como dizia meu pai Waldemar, “pra lá onde Judas perdeu as botas”.

(Veja crônicas anteriores em leiamaisba.com.br)

 

QUIOSQUES FECHADOS

Todas as vezes que vou visitar o Cristo da Serra do Periperi, do artista plástico Mário Cravo, fico a me perguntar do porquê aqueles quiosques sempre estarem fechados, quando poderiam estar abertos para atender os visitantes com lanches e bebidas? Ninguém se interessou em se habilitar para explorar aqueles pontos, ou a Prefeitura Municipal não abriu concorrência? Os quiosques se transformaram em pontos das cachorradas de ruas, como flagraram minhas lentes, na mais recente ida ao local, no feriadão de final de ano, quando levei meu filho, sua esposa e minha neta que vieram do Rio de Janeiro. Apesar das obras elevatórias para se ter uma vista melhor da cidade lá do alto, pouca gente tirando fotos e uma sensação de insegurança. O local, que poderia ser um cartão postal de Vitória da Conquista, bem visitado, passa uma impressão de verdadeiro abandono, sem uma digna urbanização e mais vigilância para quem chega de fora. Há 35 anos, quando vim trabalhar em Conquista como jornalista de A Tarde, pouca coisa mudou, e cada prefeito faz um tiquinho. Passa um tempão para vir outro e colocar um tijolo para dizer que fez alguma coisa. Aqui ali era para ser um ponto de encontro, lazer e divertimento todos os dias, principalmente em finais de semana, com bares e restaurantes abertos, com muita segurança e estrutura. Toda vez que subo à Serra ao encontro do Cristo, tenho a sensação que ele se sente esquecido, na solidão do tempo e no zunir do vento. Aliás, sua base está suja de velas, santinhos e outros objetos como sinais de promessas de religiosos. Nada contra a fé, mas a escultura do Cristo não pode se transformar numa romaria. É lamentável e vergonhoso!

 

 

 

 

 

 

 

 

NO TEMPO DAS QUESTÕES

Do grande Ariano Suassuna, retratando como era e se vivia no antigo sertão, terra isolada e sem lei.

Aqui reinava um Rei quando eu menino:

Vestia ouro e castanho no Gibão.

Pedra-da-sorte sobre o meu Destino

Pulsava junto ao meu seu coração.

 

Para mim, seu cantar era divino

Quando, ao som da viola e do baião

Cantava, com voz rouca, o Destino.

O riso, o sangue e as mortes do Sertão.

Também, coisas das antigas do fundo do baú, uma modinha do século XIX, cantada por João Flor em suas andanças na caatinga durante seus combates contra os cangaceiros. Era assim:

“Há quatro anos passados

Eu era alegre e feliz

Hoje me vejo sofrendo

Foi minha sorte quem quis.

 

Antes eu nunca te visse

Porque não te tinha amizade

Hoje me vejo sofrendo

No rigor desta saudade.

 

Antes eu nunca te visse

Porque não te tinha amor

Hoje me vejo sofrendo

No rigor da cruel dor

 

Quem por si se despreza

Merece ser castigado

Não me queixo da sorte

Vivo de ti separado”.

 

Também gostava de cantar:

 

“Morena, minha morena

Quem te ensinou a nadar?

Foi o tombo do navio

Foi o balanço do mar”

Vale lembrar que “Muié Rendeira” era de um cangaceiro por apelido “Cacheado”.

Extraído do livro “O Canto do Acauã”, de Marilourdes Ferraz

 

UM MUNDO ESTARRECIDO PELA BARBÁRIE!

As travessuras do Donald Trump, que vem ocupando diariamente os noticiários da mídia nacional e internacional, estão deixando o mundo estarrecido e em pânico, talvez com maiores proporções do que na época da guerra fria entre os Estados Unidos e a União Soviética, a partir dos anos 60, quando era eminente uma hecatombe nuclear.

Ainda jovem, lembro bem daqueles tempos tenebrosos e pensava muito em meus rebentos recém-nascidos. Era o capitalismo e o comunismo, como classificava a imprensa, dividindo o planeta em duas partes ideológicas.

Nas campanhas propagandistas, um era o deus divino do paraíso e o outro o satanás do inferno. Com a queda do muro de Berlim, por volta de 1989/90, e o declínio do bloco socialista, esse medo foi se dissipado, embora as guerras colonialistas nunca deixaram de existir.

Trinta e seis anos depois aparece um maluco na Casa Branca, que poderia ser pintada de roxo ou preto, com o símbolo de uma caveira, para reascender o terror na humanidade, numa repetição macabra da história.

De um lado, convivemos com tragédias e catástrofes provocadas pelo aquecimento global. Do outro, um presidente norte-americano que se acha dono da terra e no direito de intervir em qualquer país que não esteja ao seu lado.

Em nome de Deus, com a promessa de tornar os Estados Unidos numa Super Nação para orgulho dos americanos e de uma abstrata segurança nacional para seus compatriotas, está a psicopatia doentia do alinhamento ao seu modelo político e o domínio das riquezas naturais (petróleo), ou os chamados metais raros.

Além de ameaçar anexar o Canadá e o México, dentro da sua ótica de um EUA Grande, sua primeira estratégia maligna e demoníaca foi investir contra os imigrantes e deportá-los acorrentados, escancarando todo uma barbaridade a ser vista pelo mundo, tudo isto com a conivência das instituições judiciária, legislativa e da força militar. Bem que os yanques estão se sentindo mais ainda arrogantes e prepotentes, com autoestima.

Aos poucos, o Trump foi transformando um país, dito defensor e exemplo de democracia e liberdade, numa tirânica ditadura. Junto com o primeiro ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, o genocida “Bibi”, contribuiu para o massacre de milhares de palestinos através das bombas e da fome, transformando a Faixa de Gaza numa terra arrasada. Um silêncio ensurdecedor.

Depois de tantos atos criminosos e sanguinários, forçou um acordo e ainda queria ser premiado com o Nobel da Paz, dado à traidora “patriótica” María Corina Machado. Ela pediu a intervenção do Trump em seu próprio país e ainda prometeu transferir sua comenda para o neonazista.

Não contente, invadiu a Venezuela e sequestrou o presidente (não estou aqui defendendo o regime de Maduro), sob o falso argumento de ser chefe narcotraficante, como nos velhos tempos, no caso do Panamá e outros países da América Latina, mas o povo não tem memória.

O cauboy salteador de diligências do Oeste, como um gangster raivoso, que muito lembra os filmes de faroeste, encasquetou em comprar na tora a Groelândia, território autônomo da Dinamarca, ou tomar na força, se não quiserem vender.

O método é muito parecido com a grilagem de terra comum no Brasil, sobretudo entre os séculos XIX e XX, praticado por grandes fazendeiros latifundiários e coronéis contra os pequenos proprietários, principalmente no Norte e Nordeste.

Quase ninguém apoia o regime fundamentalista da República Teocrática Islâmica dos Aiatolás do Irã, que está pegando fogo com os protestos, resultando numa barbárie com milhares de mortos pela Guarda Nacional. Não se pode ser a favor de um regime opressor religioso ou político.

No entanto, é ser muito ingênuo para negar que não esteja, desde o início, havendo forte interferência ou o dedo dos Estados Unidos através da CIA (Israel também), visando aumentar a convulsão social, para derrubar o poder, como ocorreu no passado com as ditaduras na América do Sul.

Ninguém comenta sobre a ditadura de ferro mantida há anos pelos Estados Unidos e os xeiques do petróleo da Arábia Saudita. A tirania de lá não é diferente da do Irã, mas a força fala mais alto, ao ponto de mandar esquartejar um jornalista. O yanque dos EUA vem fazendo quase o mesmo contra a mídia e a quem a ele se coloca em oposição.

“O Grande Ditador”, do filme de 1940, do cineasta Charles Chaplin, onde satiriza o nazista Hitler, está mobilizando todas as bases militares espalhadas em redor do mundo, para atacar ferozmente com suas garras outros países, não apenas o Irã. Sua mais recente arbitrariedade foi decretar a negação de visto para mais de 70 países, como se fossem todos terroristas.

A Europa enfraquecida a tudo assiste sem se mover, emitindo apenas notas de repúdio e contestação, como vem operando a China e a Rússia, que também têm seus interesses de poderios em outros territórios.  O Putin fica com a Ucrânia, a China com Taiwan, e os Estados Unidos com o resto. A América Latina já é o seu quintal.

Diante de toda essa barbaridade humana, não consigo entender como ainda tem brasileiro que se humilha como um cão vira lata numa embaixada ou consulado para rogar por uma entrada nos Estados Unidos! Nunca tive o mínimo interesse de visitar aquele país, nem que fosse o último do mundo.

 





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