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:: 6/abr/2026 . 22:04

COISAS EM QUE SOMOS OBRIGADOS A FAZER NO MUNDO MODERNO

NOS TEMPOS ATUAIS, SOMOS CARIMBADOS E ROTULADOS COMO EMBALAGENS DE MERCADORIAS EM PRATELEIRAS DE SUPERMERCADOS.

O mundo moderno-tecnológico e capitalista nos obrigou a fazer coisas com base no apelativo comercial de que nisso está o tesouro da felicidade. Para não ficarmos de fora, seguimos o mesmo ritual. Agimos por impulso e não questionamos os motivos. Temos até medo de ficarmos de fora para não sermos julgados pelos outros.

Somos obrigados a mentir para nós mesmos quando concordamos com certas posições que não são nossas, a dar um sim quando deveria ser um não, a nos vigiar para sermos cordiais em certas circunstâncias adversas e até seguirmos aquilo que não acreditamos. Cada vez mais deixamos de ser verdadeiros, para sermos meras cópias imitadoras retiradas do nosso inconsciente.

São muitas atitudes do dia a dia que não vou elencar aqui, e uma delas é a forma de pensar diferente. O nosso povo está cada vez mais alienado e menos consciente por falta do conhecimento e do saber, que cederam lugar às doutrinas religiosas, disseminadas em nossas mentes através da chamada lavagem cerebral.

A inversão de valores aos poucos aniquilou a nossa cultura advinda da sabedoria ancestral calcada na ética, na honestidade e no compromisso com a palavra. Na nossa geração, éramos habituados a dar benção aos pais e a respeitar os mais velhos. Hoje é coisa velha e inadequada. Vale o moderno com seus ditames obrigatórios.

Por que temos quer comprar um ovo de páscoa, mesmo independente da crença, às vezes sem condições financeiras, sendo cristão ou não? A mulher no supermercado diz: “Está muito caro, mas temos que levar”. Olha que ela já fala no plural, como se dissesse que todos são obrigados.

Esta forma de ação alienada é apenas um exemplo, mas temos muitas outras nas quais seguimos cegamente o apelativo comercial. No Natal, temos que comprar um presente, fazer mesa farta e se empanturrar, inclusive com comida que não fazem parte das nossas tradições.

Na Sexta-Feira da Paixão, está lá o caruru misturado com as peixadas, e a maioria faz isso seguindo a onda como se fosse estouro da boiada. Muitas vezes, nem importa a crença, se cristão ou não. Todos ficam em filas nas compras. Vi num supermercado um mói de quiabo, deveria ter uns dez, pelo preço absurdo de 18 reais.

No domingo é a vez da cruzada dos ovos de páscoa, simbolizando o coelho (não põe ovos), onde entra a indústria chocolateira gananciosa pelos lucros, para dizer que você é obrigado a comprar um ou mais para seus filhos, senão vai recair sobre si o sentimento de culpa imperdoável.

A origem dos ovos de páscoa remonta a tradições pagãs milenares dos antigos egípcios e persas (Irã) que os decoravam para celebrar a vida e o renascer da primavera. O cristianismo pegou esse gancho para relembrar a ressureição de Jesus.

Os ovos feitos de chocolate começaram na França lá pelos séculos XVII e XVIII. Os germânicos celebravam a deusa Ostara e o costume foi incorporado à Semana Santa.

Interessante que na Idade Média, a Igreja Católica proibia consumir os ovos durante a quaresma e liberava no Domingo de Páscoa. Os ovos passaram a ser produzidos em escala comercial a partir do século XIX e hoje se tornaram obrigatórios, simplesmente o comer por comer. O certo é se lambuzar na “felicidade ilusória” e cara.





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