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:: 28/jan/2026 . 22:26

SÃO TANTAS PORCARIAS!

Fico confuso sem entender, talvez meus neurônios já estejam desgastados, como as pessoas nos dias atuais se enchem de tantas porcarias, inclusive no que entra pela boca, e saem comprando coisas nas lojas presenciais e virtuais, que nem precisam, e depois ficam endividadas ao ponto de faltar grana até para fazer o mercado ou a feira da casa.

Com o celular e as propagandas martelando em seus ouvidos, o consumidor se tornou um compulsivo doente que tenta compensar suas ansiedades do mundo moderno adquirindo tudo que é bugiganga.  É só rolando a tela, clicando e colocando no “carrinho de compras”.

Normalmente joga-se tudo no cartão porque o pix já está praticamente zerado. A maioria dos produtos nem é utilizada. A Copa de Futebol do Mundo vem aí e haja televisor para vender, para pagar em 30 ou 60 meses! Os mais pobres caem dentro!

É como massagear o ego e depois ficar na expectativa da chegada da encomenda, com aquela sensação de abrir e se sentir “feliz”. O mais frustrante é quando a compra se transforma num golpe e, ao invés de receber um aparelho para acalmar os nervos, lá está na linda embalagem um pedaço de ferro enferrujado envolto em papel picado.

É, meu camarada, a mídia que deveria fazer seu papel de conscientização, dá voz e sustentação ao sistema capitalista consumista, com matérias publicitárias, e não jornalísticas. As reportagens são verdadeiras pautas comerciais e o repórter incentiva a comprar mais e mais.

Os veículos de comunicação têm seus patrocinadores e precisam sobreviver e lucrar, mas não é necessário escancarar tanto.  Isso acontece, principalmente, em épocas de festas e datas comemorativas. A roda começa a girar no início de cada ano. O jornalismo perdeu a sua função de questionadora e formadora de opinião.

Na outra banda da cobiçada “maçã do amor” (agora é “morango do amor”) da internet estão as porcarias de textos e vídeos sem conteúdo, com até milhões de visualizações e seguidores que preenchem o vazio dessa gente que acompanha falsos ídolos e influenciadores. Também são porcarias. Eles ditam suas receitas de vida e comportamento como se fossem verdades padronizadas.

Para estas porcarias, em formatos de lixeiras, também existem compradores aos montes que engordam as idiotices e as imbecilidades do vazio existencial. A mídia rasa está lá marcando sua presença e mistura o joio com o trigo.

Como a massa é inculta e ignara, tudo é empurrado goela abaixo, e os bagulhos nem dão mais indigestão porque o corpo e a mente já estão adaptados às porcarias. As pessoas hoje mastigam até pedregulhos.

Nem sei o porquê de estar falando dessas porcarias! Que se lasquem os pobres de espírito, que também são pobres em termos financeiros! Não ganho nada com isso, só perda do meu precioso tempo em ficar aqui tratando desse assunto. Acho que sou um masoquista e estou me sentindo engasgado com um tremendo caroço na garganta!

Sabe de uma coisa: Gosto mesmo é de prosear a noite toda com bons companheiros até o dia amanhecer, olho no olho, trocando ideias, conhecimento e saber, sem falar na contação de causos, histórias e estórias, como fazia meu velho pai entre os compadres da roça, com um bule de café. Prefiro um vinho que dá mais inspiração.

Estou embaralhando a conversa, mas existem por aí uns exibidos intelectuais de “esquerda”, sentados em seus sofás e escrivaninhas, que ficam gastando o um por cento do seu QI com longas narrativas cheias de citações de pensadores dos séculos passados e depois postam em grupos de Zap, ou em outras redes.

Não que sejam porcarias, mas acham que todos têm o dever de ler suas extensas teorias nessas telas cansativas e depois emitir uma opinião e debater os teoremas, senão são vistos como alienados políticos. Essa militância precisa de mudança na linguagem porque os tempos estão mais para porcarias, não que se deva baixar o nível.

 





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