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:: 22/jan/2026 . 22:06

JOGOS DE GUERRA

(Chico Ribeiro Neto)

Meus soldadinhos de chumbo da estante não querem invadir outras áreas da casa. Com grande disposição e amor à Pátria, limitam-se a proteger meus livros de possíveis invasores. Nesse mundo sempre tem gente querendo queimar livros.

Na nossa brincadeira de guerrô, na turma  da Rua Gabriel Soares (Ladeira dos Aflitos), em Salvador, o cara tava “preso” com 3 tapinhas na cabeça e a “prisão” era o poste mais próximo, iluminado pela lua, já que alguns treinavam nas lâmpadas a pontaria dos badogues.

No jogo de Batalha Naval não me lembro de ter invadido nenhum país.

Adorei o “trezoitão” de pão que o padeiro da Padaria Minerva, do meu pai Waldemar, fez para mim quando eu tinha 6 anos. Com cartucheira e tudo, o revólver de pão foi devorado por mim e amigos da Rua 2 de Julho, em Ipiaú (BA). Não  sobrou uma bala sequer.

No São João os bolsos da frente da calça cheios de bomba e os bolsos de trás cheios de amendoim cozido.

A gente tirava a pólvora de 4 bombas, fazia o montinho no chão, uma pedrinha por cima, pisava com um calcanhar, batia continência e batia um calcanhar no outro PUM!!!

O grande ato de heroísmo era segurar um traque nos dentes e acender o pavio.

Acordo com um bonito barulho. Meus brinquedos fazem uma passeata até a sala. Meu trator de dar corda vai na frente. Não querem ser agredidos e querem continuar produzindo beleza.

Pedro, meu neto, aos 7 anos tinha um exército de miúdos soldadinhos verde  de plástico. A tropa toda cabia num saco plástico. Um dia fui visitá-lo e, na saída, ele me presenteou com um soldadinho.

“Mas esse soldado não tem fuzil!”, exclamei.

“Mas, vô, esse é o cara das comunicações. Veja os equipamentos nas costas .

 

UM TELEFÉRICO PARA O CRISTO

Sobre a questão da urbanização e da segurança na área do Cristo da Serra do Periperi, do escultor Mário Cravo, o nosso amigo e companheiro Dal Farias nos lembra que um dos maiores projetos discutido na Câmara de Vereadores, no início dos anos 90, foi do parlamentar Adison Vilas Boas (in memoriam) visando tornar o local no maior ponto turístico de Vitória da Conquista, inclusive com a implantação de um teleférico (um bondinho) ligando a Serra ao Poço Escuro. Essa iniciativa me faz lembrar também da proposta do ex-prefeito Raul Ferraz quando se candidatou ao poder executivo, pela segunda vez, se não me engano no início dos anos 2000. Sua ideia era construir um bondinho ligando o Cristo ao final da Ernesto Dantas. Bem, o projeto do vereador foi engavetado. Dal nos recorda ainda que, quando Conquista ainda não tinha virado uma “Suíça Baiana”, uma comissão com o governador ACM esteve na cidade, para mostrar as potencialidades regionais e turísticas do Planalto de Conquista. “Em minha opinião está faltando na Câmara lideranças robustas que voltem a encampar os grandes assuntos de interesse da cidade e da região. Fazem algumas audiências públicas, mas ineficazes, que não fazem o efeito esperado para a população. Os grandes temas de Conquista estão ficando no esquecimento” – brada Dal Farias. É isso aí, meu amigo, até quando aqueles quiosques vão continuar fechados por falta de segurança permanente no local? Vamos nos contentar apenas com aquele mirante e o resto permanecendo no mesmo? As pessoas ainda têm medo de visitar o monumento e apreciar a cidade lá do alto. Não bastam esses eventos promovidos pela Polícia Militar. Aquela área merece muito mais que isso.

PRINCESAS FERROVIÁRIAS

De autoria do jornalista e escritor Jeremias Macário

Ah, estações ferroviárias!

Princesas centenárias,

Trilhos do “Trem das Sete”,

“O último do sertão”,

Tempo de esperança e fé,

Nas serras de Wilson Aragão,

No canto do “Capim Guiné”.

 

Tuas lindas fotografias

Me enchem de fantasias,

De moleque piritibano,

Saindo do chão da praça,

Correndo de calça curta,

Para esperar a Maria Fumaça.

 

Formosas princesas,

De arcadas inglesas,

Minha saudade ainda voa,

Nos códigos do telégrafo,

E na paisagem da janela,

Eu livre viajo numa boa.

 

Em meu apaixonado olhar,

Princesas do Além-Mar,

De belas construções,

Embarcaram passageiros,

Inspirando lindas canções.

 

Princesas sertanejas,

De encantadoras fachadas,

Ainda vivas na memória,

Da nossa gente viajante,

Do passado de muita história.

 

Princesas ferroviárias

De esculturas elegantes,

Te amo entre as amantes,

Poéticas e relicárias.





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