:: 13/jan/2026 . 23:34
TRUMP, “O GRANDE DITADOR”
Quem não se lembra dos grandes clássicos do famoso cineasta Charles Chaplin, nascido em Londres, em 1889, sendo um dos maiores ícones do cinema mudo, conhecido pelo personagem “O Vagabundo”! Seus clássicos continuam atuais como “Os Tempos Modernos”, “O Grande Ditador”, “Luzes da Cidade”, “O Garoto”, “O Circo”, “O imigrante” e “Luzes da Ribalta”, dentre outros.
Pois é, gente, mas quero focar aqui em “O Grande Ditador”, filmado justamente entre setembro de 1936 e o início de 1940, no auge da II Guerra Mundial, sendo a primeira obra falada de Chaplin e uma sátira ao nazifascismo. Por coincidência, a película foi filmada nos Estados Unidos, em Hollywood.
Chaplin escreveu o roteiro em 1937/38, quando Hitler ainda era visto por muitos de forma diferente. Com sua visão futurista, ele se arriscou fazer uma sátira sobre Hitler e acertou na mosca, só que o ditador não conseguiu dominar o mundo enquanto na filmagem brincava com o globo terrestre.
Hitler foi detido em 1945 pela Rússia, os aliados europeus e o próprio Estados Unidos. Nas cenas, Chaplin, com aquele bigode de Hitler, brincava contente como uma criança chutando e se rolando com o globo. A conotação era que aquele brinquedo era só seu e ninguém tascava. Era o tipo do “menino” egoísta e mimado.
Para hoje, um bom chargista ou desenhista só faz mudar o figurino e colocar aquela cabeleira loira de leão do Trump. Aliás, a própria Inteligência Artificial encarrega de lhe entrega tudo pronto. Ficaria perfeito e poderia até ser um filme mudo. O resto é só fazer voar a imaginação.
Por isso que sempre digo que o Chaplin, que morou muitos anos nos Estados Unidos e nunca se naturalizou, vindo a falecer, em 25 de dezembro de 1977, na Suíça (não confunda com a “Suíça Baiana”), era um gênio dos gênios.
Imagina se Chaplin fosse vivo! Suas obras seriam demonizadas e o inglês seria algemado, acorrentado e deportado como terrorista ou preso em Guantánamo, na ilha de Cuba. As figuras em termos físicos entre o Trump e o Hitler são diferentes, bem como as descendências, mas que a imagem dele dando ponta pés no globo, seria bem engraçada, isso seria, além de realista.
Neste segundo mandato (no primeiro foi atrapalhado pela pandemia), o Trump está virando a terra (em sua concepção é quadrada) de cabeça para baixo e mudando sua rotação, como se fosse um deus irado, tirano, dominador e demolidor.
Não vou aqui entrar na questão política em termos ideológicos, mas nenhum governante do mundo, por mais poderoso que seja e por justificativa nenhuma, tem o direito de entrar em outro país e sequestrar um presidente; ameaçar de invasão outros territórios soberanos; ter o desplante de propor comprar; ou tomar na marra como se fosse um assalto a mão armada.
Ele não pode ficar brincando de chutar o globo terrestre, embora a história esteja sempre se repetindo, só que a geopolítica é outra, a guerra fria passou, as armas são ogivas nucleares e não podemos voltar ao pânico constante de uma hecatombe planetária.
Bem melhor se fixar somente naquele clássico satírico de Chaplin, um fantástico-realístico bem divertido, brinquedo que não deu certo, mas deixou um estrago incalculável na humanidade com milhões de mortes e massacres hediondos.
Naquela época, Chaplin poderia até ter colocado outras personagens chutando o globo. Agora seria Trump e o Benjamin Netanyahu, o “Bibi”, de Israel, contra o resto? É hilário, mas é sério e pavoroso! O clássico é imortal, como foi o seu autor.
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