Autoria do jornalista e escritor Jeremias Macário

Esta canção que laço,

Tem raízes fincadas na terra;

É do menino de pés descalço,

Nascente de água cristalina,

Que desce daquela serra,

Como uma graça divina.

 

Quando se está triste,

A alma cálida padece,

Parece que nada existe;

Dá vontade de chorar:

Oh, Senhor, meu pai Oxalá!

 

O vento zune lá fora,

Como canção de ninar,

Nem sei mais fazer a hora,

Desse doer se acabar,

Mas, como disse Vandré,

“É só saber querer,

Para poder chegar”.

 

Esta é a canção do saber,

A canção do sofrer, do amar,

De quem lutou e foi calado,

Pelo facínora do ditador,

Quando sua viola solou,

Que gente unida é pra ganhar.

 

Esta é a canção do saber,

Saber viver e saber morrer.