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:: 6/jan/2026 . 23:49

COMENDO PELAS BEIRADAS

As reuniões da OEA (Organização dos Estados Americanos), da ONU (Organização das Nações Unidas), da União Europeia (27 países) e das 32 nações da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) são evasivas e simbólicas, com declarações repetitivas de repúdio à invasão da Venezuela pelos Estados Unidos, seguida de sequestro do presidente Maduro.

Tanto a Europa como estes outros organismos foram se enfraquecendo depois da Guerra Fria, e esses encontros não passam de blábláblás onde suas vozes não mais ecoam e até se tornaram enfadonhas. Enquanto isso, os Estados Unidos vão comendo pelas beiradas, e o Donald Trump vai preparando outras intervenções. O Brasil pode estar nesta lista. Dizem que eles almoçaram o Maduro e podem querer jantar uma moqueca de lula.

A bola da vez agora é a ilha da Groelândia, um território autônomo, mas anexado à Dinamarca, que faz parte da OTAN, como os Estados Unidos, e tem como principal princípio em seu tratado a reação da organização no caso de um dos seus membros ser atacado. Desde quando foi criada, depois da II Guerra, não houve nenhum caso onde um participante invadiu o outro.

O neonazista do Trump pretende abrir uma exceção, com o argumento de que a ilha é um caso de segurança nacional para os yanques norte-americanos. Agora, orientado pela sua trempe de malvados assessores do mal, ele já está falando em comprar, como se fosse um sítio ou um terreno qualquer.

Esse esquema nos faz lembrar dos grileiros coronelistas (ainda existentes no Brasil) que chegavam para o pequeno proprietário e lhe dava duas opções: Uma de venda e a outra de invasão na base da força. Na Conquista do Oeste, dentro do próprio Estados Unidos, também ocorria esse método colonialista: Ou vende ou morre.

Por falar em comer pelas beiradas, a Colômbia também pode ser a próxima e aí os organismos voltam a se reunir para emitir os mesmos pronunciamentos que deixaram de ter credibilidade mundial. Na América Latina, o único país a adotar uma posição contrária foi a Argentina, isto é, seu presidente Javier Milei foi comprado por um punhado de dólares.

O mais estranho é que o seu povo (os nossos hermanos), sempre aguerrido em termos de ir às ruas protestar, não se manifestou contra o Milei e sua decisão traidora. Será que a população, mais instruída e culta que a brasileira, está concordando com esse absurdo internacional de usurpação territorial?

No entanto, nos tempos atuais de tanta polarização ideológica entre direita e esquerda, o mundo ficou mais confuso e não conseguimos entender e explicar posições retrógradas vindas de pessoas de nível intelectual, sem falar no individualismo.

Quanto ao caso da Venezuela, o Governo Trump, para disfarçar e confundir a opinião pública de que não houve uma invasão, deixou que o regime continuasse o mesmo com a posse da vice-presidente, mas advertiu que ela não sai da linha, ou seja, tem que manter alinhamento a favor dos bárbaros invasores.

A ativista e traidora María Corina Machado, que defendeu a intervenção dos EUA e dedicou o seu Prêmio Nobel da Paz ao povo sofrido do seu país e ao presidente Trump, foi colocada de escanteio. Na história, os traidores sempre foram renegados pelos dois lados.

Outro fato que passou despercebido no Brasil foi que a invasão do país vizinho roubou a cena dos processos do Superior Tribunal Federal contra os golpistas que estão vibrando em suas cadeias. Não tivemos também a repercussão dos malfeitores do Congresso Nacional, que estão de férias curtindo suas mordomias. Bem que eles gostariam de terem sido convocados para uma sessão extraordinária!

 

 





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