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COMENDO PELAS BEIRADAS

As reuniões da OEA (Organização dos Estados Americanos), da ONU (Organização das Nações Unidas), da União Europeia (27 países) e das 32 nações da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) são evasivas e simbólicas, com declarações repetitivas de repúdio à invasão da Venezuela pelos Estados Unidos, seguida de sequestro do presidente Maduro.

Tanto a Europa como estes outros organismos foram se enfraquecendo depois da Guerra Fria, e esses encontros não passam de blábláblás onde suas vozes não mais ecoam e até se tornaram enfadonhas. Enquanto isso, os Estados Unidos vão comendo pelas beiradas, e o Donald Trump vai preparando outras intervenções. O Brasil pode estar nesta lista. Dizem que eles almoçaram o Maduro e podem querer jantar uma moqueca de lula.

A bola da vez agora é a ilha da Groelândia, um território autônomo, mas anexado à Dinamarca, que faz parte da OTAN, como os Estados Unidos, e tem como principal princípio em seu tratado a reação da organização no caso de um dos seus membros ser atacado. Desde quando foi criada, depois da II Guerra, não houve nenhum caso onde um participante invadiu o outro.

O neonazista do Trump pretende abrir uma exceção, com o argumento de que a ilha é um caso de segurança nacional para os yanques norte-americanos. Agora, orientado pela sua trempe de malvados assessores do mal, ele já está falando em comprar, como se fosse um sítio ou um terreno qualquer.

Esse esquema nos faz lembrar dos grileiros coronelistas (ainda existentes no Brasil) que chegavam para o pequeno proprietário e lhe dava duas opções: Uma de venda e a outra de invasão na base da força. Na Conquista do Oeste, dentro do próprio Estados Unidos, também ocorria esse método colonialista: Ou vende ou morre.

Por falar em comer pelas beiradas, a Colômbia também pode ser a próxima e aí os organismos voltam a se reunir para emitir os mesmos pronunciamentos que deixaram de ter credibilidade mundial. Na América Latina, o único país a adotar uma posição contrária foi a Argentina, isto é, seu presidente Javier Milei foi comprado por um punhado de dólares.

O mais estranho é que o seu povo (os nossos hermanos), sempre aguerrido em termos de ir às ruas protestar, não se manifestou contra o Milei e sua decisão traidora. Será que a população, mais instruída e culta que a brasileira, está concordando com esse absurdo internacional de usurpação territorial?

No entanto, nos tempos atuais de tanta polarização ideológica entre direita e esquerda, o mundo ficou mais confuso e não conseguimos entender e explicar posições retrógradas vindas de pessoas de nível intelectual, sem falar no individualismo.

Quanto ao caso da Venezuela, o Governo Trump, para disfarçar e confundir a opinião pública de que não houve uma invasão, deixou que o regime continuasse o mesmo com a posse da vice-presidente, mas advertiu que ela não sai da linha, ou seja, tem que manter alinhamento a favor dos bárbaros invasores.

A ativista e traidora María Corina Machado, que defendeu a intervenção dos EUA e dedicou o seu Prêmio Nobel da Paz ao povo sofrido do seu país e ao presidente Trump, foi colocada de escanteio. Na história, os traidores sempre foram renegados pelos dois lados.

Outro fato que passou despercebido no Brasil foi que a invasão do país vizinho roubou a cena dos processos do Superior Tribunal Federal contra os golpistas que estão vibrando em suas cadeias. Não tivemos também a repercussão dos malfeitores do Congresso Nacional, que estão de férias curtindo suas mordomias. Bem que eles gostariam de terem sido convocados para uma sessão extraordinária!

 

 

EU ACUSO…

Depois da II Guerra Mundial, a partir de 1946, os Estados Unidos, uma nação prepotente e arrogante, cujos presidentes se acham enviados de Deus donos do mundo, já realizaram mais de 80 intervenções na base da força militar em países diferentes (só os mais fracos), com pretextos diferentes para se apropriar de suas riquezas e impor adesão aos seus sistemas e regimes.

Desde sua independência, em 1776, criaram 13 colônias. Somente no Vietnã, em 30 de abril de 1975, eles foram expulsos e o norte e o sul foram unificados. Sua população guerreira e brava saiu das ruínas e ergueu o país. Em 1954 dividiram a Coréia em duas e, em outras nações, causaram desagregação, fome e a miséria.

Em todos países invadidos, pelo que se saiba, nenhum deu certo e seu povo passou a viver em piores condições, como Iraque, Afeganistão, Líbia, Filipinas e em vários países da América Latina que eles consideram como se fosse seu quintal. Desde os anos 60, os yanques oprimem Cuba com boicotes econômico e social.

A lista de atrocidades e crimes internacionais é vasta e é por isso que acuso os Estados Unidos e seu povo de assassinatos, terrorismo, massacres indiscriminados, piratarias em mares e na terra, atentados contra os mais africanos, de agirem como bandidos, salteadores, predadores, sanguinários e responsáveis por depredar o meio ambiente provocando o aquecimento global.

Eu acuso os Estados, que hoje vive uma ditadura nazifascista do Donald Trump, ao banco dos réus, incluindo todas instituições (Congresso, Justiça, entidades empresariais, dentre outras) que o apoiam. É uma nação perversa, cruel, psicopata, de alta periculosidade que deveria ser isolada e confinada a um campo de concentração ou a uma prisão perpétua.

Em acuso os Estados Unidos como uma cultura nefasta, contagiosa, de gente avarenta, imperialista que se acha superior aos outros. Acuso como a terra do mal onde só causa dores e sofrimentos. Acuso os Estados Unidos pelo seu sadismo, sua ganância, por ter exterminado os povos originários, por canibalismo e se alimentar do sangue dos outros. Acuso os Estados Unidos por não serem humanos, pela sua selvageria que devem ser eliminados da terra.

Como latino, acuso os Estados Unidos por terem disseminado ditaduras, torturas e milhares de mortes nos anos 60 e 70 nas Américas Central e do Sul, roubando nossos ideais, nossos sonhos e por nos deixar ainda mais atrasados. Eu me considero uma de suas vítimas e jamais porei meus pés naquela terra amaldiçoada.

Acuso por ter se juntado ao genocida carniceiro do primeiro-ministro de Israel, para massacrar, com requintes de barbaridades, os palestinos através das bombas e da fome, destruindo toda faixa de Gaza. Acuso por serem bárbaros em pleno século XXI.

Eu acuso esses facínoras pela mais recente invasão à Venezuela e sequestro do seu presidente Maduro, por mais que não concorde com suas arbitrariedades e seus métodos de subjugação, sob pretexto de narcotraficante, com justificativas semelhantes e evasivas como agiram no Panamá há 35 anos.

Mesmo o mais idiota terráqueo sabe lá no fundo que não é correto um país invadir o outro e sequestrar o presidente, mas ele é movido pela cegueira e questão pessoal. Quem apoia uma intervenção militar estrangeira em seu país é um traidor. A lei é clara e não pairam dúvidas. Não existem motivos que justifiquem tal ação criminosa.

Por que os norte-americanos não invadem a Rússia e prendem o Putin que invadiu a Ucrânia há quatro anos e é bem pior que o Maduro? É um tirano opressor de seus opositores (mata por envenenamento) e foi julgado pelo Tribunal Internacional de Águia por cometer crimes contra a humanidade. Se eles forem lá recebem bombas nucleares.

Atacaram a Nicarágua, El Salvador, São Domingos e agora ameaça a Colômbia e o Brasil, numa América do Sul polarizada onde canalhas aprovam a ação do Trump. Primeiro foram os espanhóis e portugueses, mas a colonização bárbara não acabou. As veias da América Latina continuam abertas a jorrar sangue humano.

Com acusações vazias e mentirosos de possuir armas químicas de destruição em massa, o Bush agiu da mesma forma no Iraque até matar o seu presidente. Eles fizeram o mesmo na Líbia com o Kaddaf, cujo país vive hoje dividido em guerra civil. Os Estados Unidos são os verdadeiros terroristas do mundo. Os grupos que revidam são de resistência contra séculos de opressão.

Antes foi a guerra fria quando Estados Unidos e Rússia ficaram com a maior fatia do bolo que lhes cabiam depois da II Guerra. Além dos bens materiais saqueados, o primeiro ficou com a América Latina e parte da Europa. O outro com o Leste Europeu.

Depois da queda do Muro de Berlim, entre 1989/90, os Estados Unidos ficaram ainda mais fortalecidos, com maior poder de fogo, mas tínhamos líderes mais fortes e temidos. Mudou a geopolítica e agora temos o quarteto dos Estados Unidos (Trump), Rússia (Putin), China (Xi Jinping) e Israel (Benjamin Netanyahu, o “Bibi”) que faz os conluios e acordos onde cada um fica com sua parte. A Rússia fica com a Ucrânia e a China com Taiwan (Ilha Formosa).

Temos hoje uma Europa enfraquecida, bem como os organismos internacionais que só sabem lamentar e condenar através de palavras diplomáticas. Se a FIFA fosse séria e firme, seria hora de cortar os Estados Unidos de ser uma das sedes da Copa Mundial de Futebol, mas um dia virá a sua queda, como ocorrem com o império romano e o britânico.

COMEÇOU O “NOVO ANO” E AGORA?

E aí, cara, começou a cumprir as metas que você traçou na comemoração da passagem do velho para o novo? “E agora José”?

– Deixa de ser chato! Lá vem você de novo. Nem fiz planos. Ainda estou aqui de ressaca e curtindo o feriadão. Aliás, esse negócio de “novo” é só para fazer festa e encher os bolsos de dinheiro do capitalismo. Serve para deixar a classe pobre-média mais arrombada, com dívidas se acumulando.

– Foi só para te sacanear, também concordo e digo mais: Que nada muda. Estou aqui me arrastando para escrever alguma coisa. Essa coisa de novo é só para enganar os bestas. A gente nem percebe que está ficando mais velho toda vez que esse velho faz a entrega do bastão.

Fora as superstições de vestir branco, vermelho, amarelo, verde, azul ou preto e comer lentilhas para ter abundância, observei que 2026 vai ser nota 10. É só somar dois mais dois e mais seis. Já é um bom sinal para ficar mais animado. Quem sabe não vem uma graça boa por aí!

É só cada um procurar fazer a sua parte e deixar o individualismo de lado. Por natureza, o ser humano é hipócrita quando em público prega uma coisa e depois faz outra.

Vejo gente que mora ao seu lado, defendendo e pregando proteção ao meio ambiente, mas joga lixo em terrenos vazios, em frente da sua porta. Dentro do carro, o motorista concede entrevista falando em prudência no trânsito, mas quando arranca, lá na frente, faz ultrapassagens indevidas.

O que mais existe é falta de respeito aos outros, como entrar de carro numa vaga de deficiente físico ou de idoso; furar fila; criticar os políticos ladrões e fazer o mesmo. A corrupção e a prática de subornos não estão somente no Planalto, no Congresso Nacional.

Sabemos que vivemos em tempos turbulentos, com guerras, polarizações ideológicas políticas e religiosas de ódio e intolerância; aquecimento global com tragédias climáticas; e uma grande parte da humanidade em decadência, com ideias retrógradas, mas a vida continua e temos que seguir nosso caminho. É preciso saber viver e saber morrer, sem julgar os outros.

Como disse Fernando Pessoa, “segue o teu destino, rega as tuas plantas, ama as tuas rosas, o resto é a sombra de árvores alheias. Pois é assim que deve ser. Cuide da sua vida, lide com as suas dificuldades, apare seus defeitos, aprimore sua qualidade e cure suas mágoas, ao invés de ciscar pela vida alheia, se incomodando com o que o outro faz ou deixa de fazer. Limpe seus olhos antes de falar sobre o cisco nos olhos do outro” (publicado por @paulocirilooficial – Fabíola Simões)

Pois é, meu amigo, todo dia é um dia novo e é você quem faz o seu sucesso, o fato acontecer. Vejo pelas ruas multidões passando, todos avexados, numa corrida desenfreada, no mesmo ritmo do ano velho que passou e logo vem o novo a bater em sua porta, com aquelas cobranças. Às vezes, você é pego de surpresa e nem o alcança. Portanto, siga o que nos disse o poeta Fernando Pessoa.





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