PREVALECE A LEI DO MAIS FORTE
Na lei natural dos animais selvagens, sempre prevalece a do mais forte. Tem o predador dos predadores. O fraco leva a pior. No mundo dos humanos não é diferente. Estou me referindo ao maluco do Donald Trump que, sob o pretexto do tráfico de drogas, está invadindo a Venezuela (não estou defendendo o Maduro que já deveria ter caído de podre). O mesmo foi feito por Bush que mandou invadir o Iraque dizendo que possuía armas nucleares.
Quando falo sobre a lei do mais forte, isso me faz lembrar do soviético Nikita Khrushchov que, em 1962, resolveu instalar mísseis na ilha de Cuba. John Kennedy deu ultimato e ameaçou que se ele insistisse, os Estados Unidos e a Europa iam invadir a Alemanha Oriental e o Leste Europeu. Nikita levou suas armas para casa.
Na guerra de invasão do território da Ucrânia, que já dura quatro anos, o russo Vladimir Putin, que incorporou o espírito tirano de Stalin, coloca como condição para fazer a paz, o território de Donesk. É uma verdadeira usurpação internacional e o presidente Volodymyr Zelensky, o mais fraco, fica pressionado entre as duas potências.
No jogo geopolítico, o safado xenófobo e neonazista do Trump comanda um acordo onde faz afago ao Putin num esquema entre os mais fortes. Trump apoia o Putin de olho numa possível invasão à ilha da Groelândia onde a Rússia não deve se envolver. O mesmo está acontecendo com a China que quer a ilha de Taiwan.
A Venezuela, que fez acordos comerciais e tecnológicos com a China e a Rússia, acredita que seus líderes vão ao seu socorro. Sempre prevaleceu, desde os primórdios das civilizações, a lei dos mais fortes, a força do imperialismo colonizador que massacrou e ainda massacra tribos e nações mais fracas.
A história está aí que não nos faz mentir e ela se repete, como nos tempos atuais entre os três maiores poderosos do mundo. A conversa entre eles deve ser nesse tom: Cada um fica com sua parte que lhe interessa e o resto a gente resolve comemorando. Trump deu um banquete para o príncipe saudita esquartejador de jornalista.
O Trump, por exemplo, está tentando impor a doutrina James Monroe, de 1823, quando proclamou “A América para os americanos” nos tempos do “Brasil dos Estados Unidos”. Com o pretexto de que potências europeias não deveriam mais colonizar ou intervir nas Américas, estabeleceu o hemisfério como área de influência dos EUA.
Essa doutrina foi usada para justificar intervenções norte-americanas em países da América Latina, como se fosse seu quintal. A Europa não podia invadir, mas eles sim, como ocorreu nos anos 50, 60 e 70 com os regimes ditatoriais apoiados pelas forças yanques.
Em contrapartida, de acordo com essa lei, os prepotentes e arrogantes dos norte-americanos que se consideram superiores enviados de Deus, não interfeririam nas guerras europeias ou nos assuntos internos de seus países, contanto que o resto das américas ficasse subjugado a eles.
A doutrina consolidou os EUA como o líder no continente americano, fazendo o que bem entendessem e assim invadiram vários países, como Panamá, El Salvador e outras nações da América Central. No início do século XX, o presidente Theodore Roosevelt expandiu a doutrina, dando aos yanques imperialistas o direito de intervir em países latino-americanos.
A frase “América para os americanos” serviu para justificar o imperialismo dos EUA na região e, como a história se repete, porque o panorama geopolítico pouco mudou, Trump está ressuscitando a estratégia da maligna doutrina, em resposta a influencias externas, como da Rússia e China.
Nós latino-americanos, infelizmente, continuamos sendo um quintal deles. Não consigo entender como o brasileiro de um modo geral idolatra os yanques, copia sua cultura de super-heróis, imita as festas e campanhas publicitárias comerciais, estrangeriza nossa língua, faz o papel de vira-lata e ainda se humilha para conseguir um passaporte de entrada naquele país de costumes e hábitos repugnantes.
Eles, que são analfabetos em geografia e conhecimentos gerais, nos tratam como índios e povos inferiores. Acham que aqui é terra de ninguém e até mijam em público quando chegam nos aeroportos. Eles só precisam de um simples visto para entrar no Brasil, enquanto os brasileiros são deportados algemados com correntes nos pés.
Em nome da democracia e da liberdade de expressão, os norte-americanos (no passado tomaram boa parte do México) invadem países, jogam bombas em territórios dos outros, massacram os mais fracos e apoiam terríveis ditaduras (Arábia Saudita) e facínoras genocidas que estão ao lado deles, como é o caso do primeiro ministro de Israel com relação às matanças de palestinos.
Os norte-americanos se acham deuses e o resto é eixo do mal, terroristas que precisam ser eliminados, quando, na verdade, são grupos de resistência. A mídia ocidental burguesa e também imperialista tem grande culpa nisso. Eles podem fazer terrorismo de Estado e assim não são classificados como tal.











