:: 17/dez/2025 . 22:56
PAPO RETO ENTRE AS VACINAS
Estou de saco cheio, enfastiado e enojado de falar desse Congresso Nacional! Por acaso, existe alguma vacina a ser aplicada no eleitor na hora de votar para eleger um colegiado sério e honesto de representantes do povo? Deixa pra lá, hoje estou mais interessado no papo reto entre as vacinas no Brasil.
Observou que vacina é do gênero feminino e a maioria das doenças também? Talvez esteja aí a explicação dos negativistas contra elas pelos misóginos preconceituosos! Em tempos mais recentes, a que sofreu mais rejeição foi a Covid-19, que ceifou a vida de mais de 700 mil brasileiros.
Por isso, quando se fala em vacina, lembramos logo dela. Foi aquela confusão e polêmica danada, ao ponto de se criar brigas e inimigos. Por ser chinesa dos olhos fechados, a discriminação foi ainda maior. Foi um tal de bota fora e até de se propagar que a pessoa que a tomasse iria virar jacaré ou pegar HIV, que nunca teve a sua vacina.
Um amigo meu bateu umas besteiras em meu cansado ouvido de escutar tantas asneiras. Afirmou que o brasileiro é um corpo ambulante de vacinas, daí os infartos em escala crescente. ”Cuidado, não tome vacina porque você pode sofrer uma parada cardíaca”!
Fiz de conta que não ouvi e mudei de conversa sobre a questão do aquecimento global. Aí, ele também respondeu que é uma falácia. Comentei sobre a terra. Respondeu que era plana. Assim fica difícil entabular uma prosa nos dias atuais. Melhor tapar a boca com esparadrapo.
Quanto as vacinas, dizem que existem 18 delas no Brasil para proteger famílias e seus filhos. Imaginou elas se cruzando na corrente sanguínea, na caça ao vírus malígno, que é macho, para eliminá-lo! Todas têm o DNA de estrangeiras, com exceção da mais caçula da dengue, nascida agora no Instituto Butantã, em São Paulo.
Por falar em vacinas, quando era menino na roça, nunca ouvi falar delas, mas tive aquelas doenças mais comuns em crianças, tratadas com simpatias e receitas caseiras. Recordo mais do sarampo, da catapora, das tais “tosse convusca” ou convulsa (coqueluche) e da “papeira” (caxumba).
Com relação a tosse, quando estava atacado, meus pais jogavam baldes d´água em mim. Parava no susto. Ah, enquanto se estava com sarampo e catapora, não se podia tomar banho, sem contar os resguardos das rezadeiras.
Quem tinha a papeira não podia passar debaixo de cerca, senão a “bicha” descia para baixo até o saco, que ficava grande. Quando passava alguém com aquele saco enorme balançando nas calças, cochichavam que foi porque teve papeira e passou por debaixo da cerca. Ah, seu moço, passei a ter um pavor de cerca”
Bem, voltando ao assunto, essas feministas juntas devem fazer um barulho da peste quando começam a papear. E aí, quem é você, como se chama? Pergunta a vacina do sarampo. Sou a poliomielite e venho da primeira campanha, em 1961. Minha missão é combater a paralisia infantil. Está bem, vá em frente e derruba o cabra.
A do sarampo, muito tagarela, também cruzou com a da rubéola, da caxumba, da febre amarela, com a tríplice viral, a BCG, a tetraviral varicela, a HPV, a do tétano, da raiva, das hepatites “A” e “B”, influenza trivalente (essa deve ser cangaceira), a H1N1 e a da DTPa. Existe até sopa de letras. São as empodeiradas!
Como todas falavam ao mesmo tempo, tem vez que é aquela zoeira perturbadora que até o coração precisa dar aquele basta e mandar que todas procurem circular. “Parem de tanta conversa barata! Até parecem um bando de desocupadas que ficam fofocando da vida alheia”!
– Olha lá, aquela velhinha que vem se arrastando! Apontou uma delas. A trivalente se encarregou logo de informar que se tratava da exterminadora da perigosa varíola, desenvolvida, em 1961/62, pelo Instituto Oswaldo Cruz.
Conta a história que a primeira a aparecer contra a doença varíola foi lá pelos anos de 1804. Cem anos depois, o cientista brasileiro Oswaldo Cruz foi responsável por implementar ela em larga escala no país e quase foi morto por uma tropa enfurecida de ignorantes negativistas – destrinchou a trivalente.
E quem era esse Oswaldo Cruz? Santa ignorância! Era diretor Geral da Saúde Pública e instituiu a vacinação obrigatório, em 1904. Ah, isso deu um fuzuê daqueles! Gerou até uma rebelião popular, chamada de “Revolta da Vacina”, no Rio de Janeiro.
-Ninguém queria chegar perto dela. Muita gente fugiu, mas centenas tiveram que tomar na tora. Ameaçaram o homem de morte, mas ele não recuou e ainda introduziu as vacinas contra a febre amarela e a peste bubônica. Foi o cara!
– Coitadinha dela! De tanto apanhar, anda meio rejeitada pelos cantos, cabeça baixa, sem muita prosa! Falou a catapora, que mais parece nome de cabra do cangaço nordestino. Com seu “punhal, afiado” saiu para cuidar da sua obrigação.
A caxumba e a rubéola foram saindo de fininho, à moda francesa, pois se aproximava a raiva para dar aquele esporro. “Vão trabalhar, cabroeira de preguiçosas! Não vê que a carcaça brasileira está cheia de doenças e precisa de uma ajuda de vocês feministas!
VEREADORES DEBATEM ORÇAMENTO
Em sessão ordinária na manhã desta quarta-feira (dia 17/12), os vereadores de Vitória da Conquista discutiram, em primeira votação, o orçamento anual do município para o exercício financeiro de 2026. A parlamentar da oposição, Marcia Viviane, criticou os cortes substanciais de recursos em quatro secretarias.
Antes das falas dos vereadores e das moções de aplausos, foi colocado em pauta a discussão de vários projetos de lei, como o Selo Motorista de APP Amigo do Autista e outras pessoas com deficiência, o Dia Municipal do Associativismo, Dia do Rosário da Virgem Maria, dentre outros assuntos.
Em sua fala, Adinilson Pereira lembrou da audiência pública sobre o Dia da Bíblia que logo mais, às 19 horas, foi realizado no auditório da Câmara de Vereadores, com a participação de diversos pastores da cidade.
Na ocasião, Pereira informou ao público em geral sobre os serviços de manutenção de ruas que estão sendo executados pela prefeitura nos bairros de Lagoa das Flores, no Periperi e Cabeceiras. Disse ter indicado ao Gabinete Civil do poder executivo a recomendação de obras de pavimentação nos distritos de José Gonçalves e São Sebastião, usando os recursos do empréstimo de 400 milhões de reais aprovados recentemente pela Casa.
O parlamentar Luis Carlos Dudé anunciou que das suas emendas impositivas estaria destinando quase 600 mil reais para serem investidos na cultura, em atividades festivas religiosas e para o setor da saúde. Ressaltou também que está trabalhando junto a deputados no sentido de que eles destinem verbas de suas emendas para a conclusão da reforma da Feirinha do Bairro Brasil.
A vereadora Marcia Viviane usou a tribuna para criticar os cortes no orçamento das secretarias de Saúde, Mobilidade Urbana, Serviços Públicos e Agricultura para o exercício de 2026, num valor superior a 180 milhões. Ela declarou que esses cortes da Prefeitura Municipal em pastas importantes são preocupantes.
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