:: 9/dez/2025 . 23:20
NAS PANCADAS DA METEOROLOGIA
De uns tempos para cá ando com receio de acompanhar a moça do noticiário dos serviços de meteorologia e outras previsões do tempo no Google e veículos de comunicação. Antes não passavam de avisos sobre chuvas e sol em alguns pontos dos estados brasileiros, sem muitos transtornos. Hoje, a meteorologia já entra dando pancadas que nos fazem levantar do sofá.
Estava aqui pensando com meus botões: Seria melhor desligar a televisão quando o apresentador anuncia que agora vamos assistir as previsões do tempo. Não adianta. Agora aparece no Zap: Alerta de tempestade. Prenuncio de raios, trovões e ventos de até 100 quilômetros por hora. Ficamos logo com o psicológico abalado e tenso.
Esses sinais soam como aquelas sirenes de guerra de que dos céus vão cair bombas. Todos para os abrigos, mas não temos essas proteções no Brasil, a não ser se enfiar debaixo da cama.
Além da violência humana, agora temos que lidar com a fúria da natureza, criada pelo próprio homem. É paradoxal, mas somos autores da nossa autodestruição. Deu nisso, sermos considerados como espécies “racionais”. Será que a culpa está no Criador?
Agora com o aquecimento global, que a humanidade ainda não caiu a ficha que nele estamos vivendo, todos os dias só ouvimos e lemos comunicados de tempestades, ciclones e tornados com ventos de 100, 200 e até 300 quilômetros por hora, sem contar as previsões de deslizamentos de terras e queda de granizos.
O serviço de meteorologia se tornou um terror em nossas vidas, principalmente nas cidades de aglomerados que se derretem como sonrisal, tanto nas pequenas como nas grandes estruturas. Ciclones e tornados no sul e centro-oeste, que logo estarão atravessando o Nordeste.
Tudo isso tem suas causas e sabemos disso, mas fazemos de conta que está tudo normal nas mudanças climáticas, as quais os negativistas dizem serem falácias. Enquanto isso, são desastres por todos os cantos do planeta.
O clima ficou doido e imprevisível, meu amigo, e as estações se misturaram umas com as outras. A primavera e o verão esfriam repentinamente e tudo se torna inverno que, por sua vez, inventa se esquentar e bate aquele calor. Não existe mais aquela passagem de bastão entre uma estação e outro. O outono ficou para trás e entram invernos tardios, uns curtos e outros longos.
A umidade do ar está cada vez mais baixa, o tempo nublado vira rapidamente, e vice-versa. Com essa confusão, o nosso organismo vira uma bagunça e haja doenças respiratórias e mais vírus no ar que até a medicina não consegue decifrar e diagnosticar.
Catástrofes, tragédias, enchentes, terremotos, inundações em cidades e campos, mortes e desalojamentos se tornaram normais. Se vivo fosse, meu pai diria que é o fim do mundo, que se transformou num formigueiro de gente.
Os filmes de ficção não são mais extremos de suspenses para atrair audiências de bilheterias. Não são mais exageros dos cineastas. São realidades que já vivemos no dia a dia. As nações pobres e mais vulneráveis eram as mais atingidas, mas está chegando a vez dos ricos, os mentores desse aquecimento global ou solar.
Sobre a COP30, de Belém, no Pará, (mais uma conferência fracassada), nem se comenta mais sobre o assunto. Depois do turismo e das gastanças consumistas, cada um foi para sua casa produzir mais lixo. É final de ano e vamos cair na luxúria das bebidas, comidas, festas, bacanais e jogar mais gases tóxicos no ar.
É, meu camarada, a impressão que tenho é que os noticiários sobre as previsões meteorológicas estão competindo meio a meio com os de violência de bandidos, corrupções, as ações de golpistas na internet, acidentes com mortes no trânsito, sem falar das bandidagens no Congresso Nacional, nos legislativos estaduais e nas câmaras municipais. Por falar em Congresso, vergonha é pouca coisa. Pelo bem da nossa democracia, essa Casa bem que merecia ser dissolvida. Ela é uma ameaça.
O mal é que quase todo mundo só gosta de ouvir e ler coisas boas e prefere esquecer as ruins, mas, quer queira ou não, as más notícias estão aí em nossas vidas, no nosso cotidiano, nos rondando e rosnando como leões famintos para nos consumir.
Enquanto não acontece com a gente, tudo é uma maravilha e a vida é bela. Os lamentos e choros dos sofrimentos dos outros não nos tocam tão fortes em nossos corações como antigamente. É vida que segue, como se diz por aí. No entanto, quando ocorre com um de nós, o “buraco é mais embaixo”, a dor é bem maior e duradoura. Ás vezes, são marcas que nunca curam.
Parece que comecei pela avenida da meteorologia e entrei em outras ruas, travessas e becos, mas elas estão todas ligadas, uma na outra. São quarteirões do mesmo espaço existencial. Com esse tempo confuso de mudanças repentinas e inesperadas, lá se foi o meu ponto estratégico, mas faz parte da vida.
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