{"id":9963,"date":"2024-10-26T00:01:34","date_gmt":"2024-10-26T03:01:34","guid":{"rendered":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/?p=9963"},"modified":"2024-10-26T00:01:46","modified_gmt":"2024-10-26T03:01:46","slug":"a-alma-de-uma-cidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/2024\/10\/26\/a-alma-de-uma-cidade\/","title":{"rendered":"A ALMA DE UMA CIDADE"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/DSC_8436.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-9964\" src=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/DSC_8436.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"365\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/DSC_8436.jpg 550w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/DSC_8436-300x199.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/a><a href=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/DSC_8431.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-9965\" src=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/DSC_8431.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"365\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/DSC_8431.jpg 550w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/DSC_8431-300x199.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Pra\u00e7a era como se fosse a alma de uma cidade. As brincadeiras, os causos, os segredos, as conversas entre compadres e comadres, declama\u00e7\u00f5es de poesias, apresenta\u00e7\u00f5es musicais (filarm\u00f4nicas nos coretos) e at\u00e9 o primeiro namoro nos faz recordar daquela pra\u00e7a onde muitas coisas aconteceram no passado, principalmente nas cidades do interior. A pra\u00e7a era um local onde voc\u00ea at\u00e9 conversava consigo mesmo e desabafava com ela, como se fosse o div\u00e3 de um psicanalista, ou at\u00e9 melhor que isso. Eram lugares seguros para um encontro de fam\u00edlias e uma boa prosa entre amigos. Tamb\u00e9m nos faz lembrar das m\u00fasicas de Ronnie Von, \u201cA Pra\u00e7a\u201d, a \u201cBanda\u201d, de Chico Buarque, e \u201cA Pra\u00e7a \u00e9 Nossa\u201d, do programa humor\u00edstico do artista N\u00f3brega, mas quero falar das pra\u00e7as de Vit\u00f3ria da Conquista que se encontram abandonadas, com exce\u00e7\u00e3o da Tancredo Neves, ou das Borboletas. At\u00e9 as pra\u00e7as que est\u00e3o mais localizadas no centro e conhecidas do p\u00fablico, como a S\u00e1 Nunes, Gerson Sales, do Gil, Victor Brito, do Boneco e a dos Verdes, estas duas \u00faltimas no Bairro Brasil, n\u00e3o t\u00eam recebido o devido cuidado e est\u00e3o quase sempre desertas, sobretudo \u00e0 noite por falta de ilumina\u00e7\u00e3o. Nas seis Urbis existem dezenas de pra\u00e7as de \u00e1rvores frondosas, inclusive frut\u00edferas, onde o mato tomou conta e nelas passeiam ratos e cobras. A maioria delas nem tem bancos, quanto mais equipamentos de gin\u00e1stica ou parquinhos para as crian\u00e7as brincarem. Nesta semana conheci uma pra\u00e7a, se n\u00e3o me engano, no Jardim Guanabara II, bem pr\u00f3xima da Avenida Juracy Magalh\u00e3es, repleta de \u00e1rvores, com dois restaurantes ao lado, mas t\u00e3o maltratada que at\u00e9 parece n\u00e3o existir poder executivo na cidade. Nas pequenas cidades, a pra\u00e7a ainda \u00e9 o cart\u00e3o postal onde voc\u00ea identifica se o prefeito, ou a prefeita, vem fazendo uma boa ou m\u00e1 administra\u00e7\u00e3o. Em Conquista, a terceira maior cidade da Bahia, com cerca de 400 mil habitantes, o estado das pra\u00e7as \u00e9 lament\u00e1vel e n\u00e3o oferece nenhuma condi\u00e7\u00e3o de lazer e esportes. \u00c0 noite, elas ficam \u00e0s escuras, e \u00e9 at\u00e9 um perigo transitar perto delas. Confesso que me sinto triste quando vejo uma pra\u00e7a que mais parece um peda\u00e7o de campo abandonado, quando deveria ser um local apraz\u00edvel de encontros, at\u00e9 para se ler um livro, meditar, refletir sobre a vida e ouvir o canto dos p\u00e1ssaros.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/DSC_8430.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-9966\" src=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/DSC_8430.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"365\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/DSC_8430.jpg 550w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/DSC_8430-300x199.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pra\u00e7a era como se fosse a alma de uma cidade. 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