{"id":9867,"date":"2024-09-20T23:02:43","date_gmt":"2024-09-21T02:02:43","guid":{"rendered":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/?p=9867"},"modified":"2024-09-20T23:04:20","modified_gmt":"2024-09-21T02:04:20","slug":"o-livro-continuara-vivo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/2024\/09\/20\/o-livro-continuara-vivo\/","title":{"rendered":"O LIVRO CONTINUAR\u00c1 VIVO"},"content":{"rendered":"<p>H\u00e1 mais de 20 anos quando surgiu a internet e o celular, aquele Motorola chamado de tijolo, muita gente metida a entender do assunto, os mais novos empolgados internautas, saiu espalhando por a\u00ed em suas palestras que o livro estava com sua data de morte, e muitos acreditaram nisso. Falavam at\u00e9 que iam para o lixo, ou as tra\u00e7as se encarregariam de destru\u00ed-los.<\/p>\n<p>Nunca acreditei nesse papo furado. Aquele discurso me fazia lembrar do mesmo quando surgiu a televis\u00e3o na d\u00e9cada de 50 quando disseram que era o fim do r\u00e1dio. Depois de todo esse tempo, com o e-book e tudo, o livro de papel, ou o impresso, continua e continuar\u00e1 mais do que vivo, e agora, para nossa felicidade, as crian\u00e7as e jovens est\u00e3o criando neles o h\u00e1bito da leitura.<\/p>\n<p>A prova disso est\u00e1 nas visita\u00e7\u00f5es das bienais e nas feiras liter\u00e1rias, com novos lan\u00e7amentos, e as editoras se reanimando. Todo esse quadro \u00e9 um bom sinal para o futuro. Parece que a praga do celular est\u00e1 passando da fase da adolesc\u00eancia para uma juventude mais madura e consciente e da\u00ed para a idade adulta.<\/p>\n<p>Todo este avan\u00e7o tem mais a m\u00e3o do setor privado, do surgimento de novos escritores, inclusive do g\u00eanero po\u00e9tico e do romance, e de a\u00e7\u00f5es empresariais, do que dos governos municipal, estadual e federal que, infelizmente, pouco t\u00eam ligado para a cultura, como \u00e9 o caso particular de Vit\u00f3ria da Conquista.<\/p>\n<p>De acordo com pesquisas do setor livreiro, cerca de 60% das escolas p\u00fablicas ainda n\u00e3o t\u00eam bibliotecas, contrariando metas do poder p\u00fablico federal de que toda unidade escolar deveria ter seu acervo liter\u00e1rio. \u00c9 muito triste quando ouvimos candidatos pregarem que cultura n\u00e3o d\u00e1 voto, mas isso vai mudar.<\/p>\n<p>Para suprir essa lacuna, bibliotecas comunit\u00e1rias de bairros urbanos e at\u00e9 na zona rural est\u00e3o se espalhando por v\u00e1rias cidades do pa\u00eds, gra\u00e7as a iniciativas de pessoas abnegadas e \u00e1vidas pelo conhecimento e pelo saber. \u00c9 uma constata\u00e7\u00e3o de que nem tudo est\u00e1 perdido. Podemos sim, recolocar o livro em seu pedestal dos anos 50 e 60 quando nossos estudantes andavam com um autor debaixo do bra\u00e7o.<\/p>\n<p>Esse quadro pode at\u00e9 demorar mais algum tempo, mas a esperan\u00e7a est\u00e1 nas crian\u00e7as que est\u00e3o nos dando esses sinais de que o livro continuar\u00e1 imortal como sempre. \u00c9 uma luz no fim do t\u00fanel depois de anos de escurid\u00e3o. Esses meninos e meninas ser\u00e3o multiplicadores quando se tornarem pais.<\/p>\n<p>Portanto, em meio a todo esse turbilh\u00e3o das redes sociais, da tecnologia avan\u00e7ada e da intelig\u00eancia artificial, o livro viver\u00e1. Com o crescimento da leitura, me arrisco a dizer que tamb\u00e9m os jornais e as revistas impressos tamb\u00e9m retomar\u00e3o seus espa\u00e7os nos meios de comunica\u00e7\u00e3o. Quem viver, ver\u00e1.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 mais de 20 anos quando surgiu a internet e o celular, aquele Motorola chamado de tijolo, muita gente metida a entender do assunto, os mais novos empolgados internautas, saiu espalhando por a\u00ed em suas palestras que o livro estava com sua data de morte, e muitos acreditaram nisso. 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