{"id":9758,"date":"2024-08-08T23:47:17","date_gmt":"2024-08-09T02:47:17","guid":{"rendered":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/?p=9758"},"modified":"2024-08-08T23:47:25","modified_gmt":"2024-08-09T02:47:25","slug":"psiquiatria-a-cura-pelo-candomble-final","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/2024\/08\/08\/psiquiatria-a-cura-pelo-candomble-final\/","title":{"rendered":"PSIQUIATRIA: A CURA PELO CANDOMBL\u00c9 (Final)"},"content":{"rendered":"<p>A posologia do esp\u00edrito<\/p>\n<p>(Chico Ribeiro Neto)<\/p>\n<p>Para o m\u00e9dium esp\u00edrita Divaldo Franco, \u201c\u00e9 essencial estabelecer uma diferen\u00e7a entre enfermidades e obsess\u00f5es\u201d. J\u00e1 o psiquiatra e professor \u00c1lvaro Rubim de Pinho observa que \u201cna concep\u00e7\u00e3o do candombl\u00e9, a doen\u00e7a \u00e9 considerada sobretudo como uma manifesta\u00e7\u00e3o de infelicidade\u201d. Publico hoje a terceira e \u00faltima parte da mat\u00e9ria \u201cPsiquiatria: a cura pelo candombl\u00e9\u201d, que fiz para a revista \u201cManchete\u201d, publicada no n\u00famero 1.250, em 7 de mar\u00e7o de 1976. Antigas mat\u00e9rias que continuam atuais.<\/p>\n<p>Segue o texto:\u201cO m\u00e9dium esp\u00edrita Divaldo Franco, conhecido no Brasil e no exterior, diz que atende a cerca de 15 casos de doen\u00e7as mentais por semana, no Centro Esp\u00edrita Caminho da Reden\u00e7\u00e3o, situado no bairro da Cal\u00e7ada, em Salvador. Divaldo, segundo os especialistas, possui dons medi\u00fanicos especiais e tem v\u00e1rios livros psicografados. Ele afirma que a m\u00e9dia de curas de doen\u00e7as mentais obtidas em seu centro oscila entre 80 a 85 por cento.<\/p>\n<p>&#8211; \u00c9 essencial \u2013 afirma Divaldo \u2013 estabelecer uma diferen\u00e7a entre enfermidades e obsess\u00f5es, porque o que chamamos de obsess\u00f5es s\u00e3o na realidade interfer\u00eancias de esp\u00edritos desencarnados. Os tipos de alienados portadores de obsess\u00f5es quase nunca encontram cura junto ao psiquiatra. H\u00e1 dist\u00farbios nervosos que t\u00eam origem num problema espiritual. Nestes casos, o m\u00e9dium pode atingir a causa enquanto os m\u00e9dicos ficam apenas ao n\u00edvel dos efeitos.<\/p>\n<p>Divaldo Franco observa que jamais procura diminuir o respeito que o m\u00e9dico merece e, em geral, os pacientes que s\u00e3o encaminhados ao centro esp\u00edrita j\u00e1 passaram antes pelo consult\u00f3rio do psiquiatra.<\/p>\n<p>O psiquiatra \u00c1lvaro Rubim de Pinho n\u00e3o \u00e9 por princ\u00edpio hostil \u00e0 simultaneidade do tratamento em certos casos de desequil\u00edbrio. Ele observa que em quase todas as comunidades, o atendimento ao rito das religi\u00f5es tradicionais pode ser um elemento de equil\u00edbrio tanto na vida individual quanto na social. E recorda a efic\u00e1cia de certas promessas, no catolicismo tradicional, para justificar a influ\u00eancia da cren\u00e7a em certos padr\u00f5es de sa\u00fade mental.<\/p>\n<p>&#8211; Existe uma medicina oficial \u2013 diz ele \u2013 que n\u00e3o exclui as formas da medicina popular cujos processos de tratamento podem muito bem revelar uma certa efic\u00e1cia incontest\u00e1vel. A ado\u00e7\u00e3o das duas medicinas proporciona provavelmente maior seguran\u00e7a ao doente que, em muitos casos, \u00e9 sobretudo uma pessoa que acredita piamente na orienta\u00e7\u00e3o dos iniciados nos dois processos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Rubim de Pinho esclarece ainda que, na concep\u00e7\u00e3o do candombl\u00e9, a doen\u00e7a \u00e9 considerada sobretudo como uma manifesta\u00e7\u00e3o de infelicidade. Para afastar essa infelicidade, \u00e9 essencial obedecer aos tabus, cumprir as obriga\u00e7\u00f5es, comportar-se de acordo com os imperativos da moral da seita. Nada indica que a submiss\u00e3o a este tipo de cren\u00e7a seja incompat\u00edvel com um bom tratamento m\u00e9dico.<\/p>\n<p>E ele tem uma conclus\u00e3o bastante interessante: \u201cPessoalmente, entendo que o psiquiatra jamais dever\u00e1 abdicar do tratamento daqueles casos de doen\u00e7as realmente bem caracterizadas. No que se refere \u00e0s rea\u00e7\u00f5es anormais, aos desvios de comportamento e mesmo a certas neuroses, n\u00e3o tomo a iniciativa de indicar o tratamento religioso, mas entendo-o e respeito, admitindo que, muitas vezes, pode ser \u00fatil\u201d.<\/p>\n<p>(Veja cr\u00f4nicas anteriores em leiamaisba.com.br)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A posologia do esp\u00edrito (Chico Ribeiro Neto) Para o m\u00e9dium esp\u00edrita Divaldo Franco, \u201c\u00e9 essencial estabelecer uma diferen\u00e7a entre enfermidades e obsess\u00f5es\u201d. 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