{"id":9716,"date":"2024-07-29T23:45:54","date_gmt":"2024-07-30T02:45:54","guid":{"rendered":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/?p=9716"},"modified":"2024-07-29T23:46:02","modified_gmt":"2024-07-30T02:46:02","slug":"e-se-a-morte-tivesse-um-prazo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/2024\/07\/29\/e-se-a-morte-tivesse-um-prazo\/","title":{"rendered":"E SE A MORTE TIVESSE UM PRAZO?"},"content":{"rendered":"<p>Um assunto que pouco se fala nas rodas de amigos \u00e9 sobre a morte, s\u00f3 quando rola uma quest\u00e3o filos\u00f3fica no meio ou sobre algu\u00e9m conhecido que veio a falecer. Ela est\u00e1 tamb\u00e9m na literatura na figura de uma caveira ou como uma vil\u00e3 da nossa exist\u00eancia.<\/p>\n<p>A vida \u00e9 bem mais louvada e quase todos preferem dizer que ela \u00e9 bela e quem dela fala mal \u00e9 tido como gente amargurada, frustrada, depressiva e carrega consigo uma energia negativa. Os gananciosos, corruptos e ambiciosos que s\u00f3 pensam em juntar mais e mais dinheiro esquecem at\u00e9 que ela existe.<\/p>\n<p>Costumo afirmar que quando nascemos j\u00e1 trazemos a morte debaixo do bra\u00e7o, quer queira ou n\u00e3o, mas procuramos evitar coment\u00e1rios sobre ela e mais sobre viver a vida. No entanto, numa dessas prosas, uma pessoa veio de l\u00e1 e me indagou: E se cada um tivesse um prazo para morrer?<\/p>\n<p>Primeiro, achei uma ideia bem maluca; fiz uma viagem no tempo e como seria o comportamento da humanidade. Segundo, haveria um protesto e revolta geral porque uns iria se sentir menos privilegiados que outros que iriam viver mais. Terceiro, a viol\u00eancia e as matan\u00e7as seriam bem maiores.<\/p>\n<p>Imaginou a pessoa saber que aos 50 anos acabaria sua vida? Quando faltasse meses, semanas ou dias, a ang\u00fastia tomaria conta e ela, ou ele, sairia por a\u00ed assassinando gente aleatoriamente porque nem estaria para puni\u00e7\u00e3o de cadeia ou mesmo pena de morte.<\/p>\n<p>Isso de a morte ter prazo definido remete infinitas elucubra\u00e7\u00f5es sobre crian\u00e7as ainda beb\u00eas que morrem de doen\u00e7as incur\u00e1veis estranhas ou de fome, sobre as mortes n\u00e3o maturais, como acidentes, guerras e at\u00e9 suic\u00eddios.<\/p>\n<p>Essa morte, ent\u00e3o, seria uma esp\u00e9cie de deus que teria que controlar tudo isso, carimbando cada nascido. E como ficaria quem tivesse menos e mais? Haveria religi\u00f5es, e se houvesse, o que diriam sobre essas senten\u00e7as? As pessoas teriam interesse em deixar algum legado em termos de riqueza, cultura, conhecimento e saber para os outros? As perguntas s\u00e3o as mais variadas.<\/p>\n<p>Se voc\u00ea for queimar os neur\u00f4nios sobre essa loucura, melhor deixar como est\u00e1, assim mesmo misteriosa, trai\u00e7oeira, macabra e que praticamente ningu\u00e9m quer ver a cara dela. Existem aqueles que at\u00e9 t\u00eam o poder de engan\u00e1-la e adiar o dia.<\/p>\n<p>J\u00e1 que \u00e9 assim, com esse neg\u00f3cio de prazo, eu tamb\u00e9m deixo a minha loucura: E se ela n\u00e3o existisse, como seria a humanidade na terra? Fim de papo, porque o assunto d\u00e1 muito pano para manga e me veio \u00e0 mente o nosso \u201cmaluco beleza\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um assunto que pouco se fala nas rodas de amigos \u00e9 sobre a morte, s\u00f3 quando rola uma quest\u00e3o filos\u00f3fica no meio ou sobre algu\u00e9m conhecido que veio a falecer. Ela est\u00e1 tamb\u00e9m na literatura na figura de uma caveira ou como uma vil\u00e3 da nossa exist\u00eancia. A vida \u00e9 bem mais louvada e quase [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9716"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9716"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9716\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9717,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9716\/revisions\/9717"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9716"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9716"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9716"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}