{"id":9452,"date":"2024-05-14T23:16:06","date_gmt":"2024-05-15T02:16:06","guid":{"rendered":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/?p=9452"},"modified":"2024-05-14T23:16:12","modified_gmt":"2024-05-15T02:16:12","slug":"e-quando-as-aguas-baixarem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/2024\/05\/14\/e-quando-as-aguas-baixarem\/","title":{"rendered":"E QUANDO AS \u00c1GUAS BAIXAREM?"},"content":{"rendered":"<p>Quem assistiu ou ouviu cientistas, arquitetos urbanistas e especialistas falando sobre como foram feitas as obras de conten\u00e7\u00e3o contra as inunda\u00e7\u00f5es em torno de Manhattan, de Nova Iorque, na foz do Rio Hudson, e em Amsterdam, na Holanda, deve ter percebido como nosso pa\u00eds est\u00e1 atrasado e primitivo neste quesito.<\/p>\n<p>Infelizmente aqui n\u00e3o temos planejamento. A prefer\u00eancia \u00e9 maquiar e improvisar, para que tudo continue no mesmo. A porta vai continuar aberta para outra trag\u00e9dia, cuja responsabilidade \u00e9 do pr\u00f3prio homem que, com sua avareza e gan\u00e2ncia, vem destruindo o meio ambiente ao longo dos \u00faltimos s\u00e9culos.<\/p>\n<p>Aqui ainda estamos na base do concreto armado, comportas, bombas, sacos de areias improvisados, tubula\u00e7\u00f5es subterr\u00e2neas que terminam estourando com a press\u00e3o das \u00e1guas e at\u00e9 aterramento de rios. S\u00e3o obras, conforme ficou constatado no Rio Grande do Sul, que n\u00e3o resolvem o problema das enchentes. Al\u00e9m do mais, n\u00e3o tiveram a devida manuten\u00e7\u00e3o ao longo dos anos, desde 1970.<\/p>\n<p>L\u00e1 em Manhattan e Amsterdam foram abertos canais de escoamento no pr\u00f3prio solo em torno das cidades e parques, formando pequenos lagos e ilhotas onde a \u00e1gua \u00e9 retida e n\u00e3o chega a atingir a \u00e1rea urbana. Ainda existem outros sistemas de drenagem que funcionam muito bem.<\/p>\n<p>Quanto ao Rio Grande do Sul, o que v\u00e3o fazer depois que as \u00e1guas baixarem? Acredito que simplesmente v\u00e3o colocar tratores e escavadeiras para limpar os entulhos das ruas, pra\u00e7as e avenidas. A pergunta que fica \u00e9: E quando as \u00e1guas baixarem? Vamos esperar para ver.<\/p>\n<p>As estradas, o aeroporto, as cal\u00e7adas e pontes v\u00e3o ser consertados e erguidos para normalizar o tr\u00e2nsito. Pr\u00e9dios receber\u00e3o alguma reforma com novas pinturas. As casas e bairros ser\u00e3o reconstru\u00eddos nos mesmos lugares. Fazemos quest\u00e3o de n\u00e3o aprender a conviver com as cat\u00e1strofes, como ocorrem at\u00e9 hoje com as secas no Nordeste.<\/p>\n<p>No mais, tudo continuar\u00e1 no mesmo at\u00e9 que os fatos se repitam. N\u00e3o \u00e9 isso que sempre acontece no Brasil? Ah, vamos esperar tamb\u00e9m os casos de desvios de recursos e at\u00e9 de corrup\u00e7\u00e3o com as doa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Fora as perdas de vidas humanas, entre 200 a 300 pessoas, as mais significativas e irrecuper\u00e1veis para seus familiares e amigos, n\u00e3o temos ideia dos preju\u00edzos materiais que certamente ser\u00e3o incalcul\u00e1veis, como tamb\u00e9m n\u00e3o sabemos o volume de recursos em dinheiro arrecadado das campanhas feitas pelo Brasil inteiro. Temos ainda verbas da Uni\u00e3o e do Governo do Estado. Juntando tudo isso, vamos ter bilh\u00f5es de reais.<\/p>\n<p>Somando as contas, entendo que o Rio Grande do Sul ter\u00e1 recursos suficientes para contratar os melhores arquitetos e engenheiros urbanistas, no sentido de elaborar projetos semelhantes aos que foram implantados em Nova Iorque, Amsterdam, na Holanda, e em outros pa\u00edses desenvolvidos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quem assistiu ou ouviu cientistas, arquitetos urbanistas e especialistas falando sobre como foram feitas as obras de conten\u00e7\u00e3o contra as inunda\u00e7\u00f5es em torno de Manhattan, de Nova Iorque, na foz do Rio Hudson, e em Amsterdam, na Holanda, deve ter percebido como nosso pa\u00eds est\u00e1 atrasado e primitivo neste quesito. Infelizmente aqui n\u00e3o temos planejamento. [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9452"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9452"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9452\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9453,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9452\/revisions\/9453"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9452"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9452"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9452"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}