{"id":9426,"date":"2024-05-06T23:05:39","date_gmt":"2024-05-07T02:05:39","guid":{"rendered":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/?p=9426"},"modified":"2024-05-06T23:05:45","modified_gmt":"2024-05-07T02:05:45","slug":"as-fortes-enchentes-no-rio-grande-do-sul-e-um-brasil-despedacado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/2024\/05\/06\/as-fortes-enchentes-no-rio-grande-do-sul-e-um-brasil-despedacado\/","title":{"rendered":"AS FORTES ENCHENTES NO RIO GRANDE DO SUL E UM BRASIL DESPEDA\u00c7ADO"},"content":{"rendered":"<p>Asfaltos e pontes sonrrisais, barragens de barro, cidades constru\u00eddas em terrenos inapropriados, falta de uma prote\u00e7\u00e3o consistente em locais de risco e destrui\u00e7\u00e3o ao longo dos anos do meio ambiente contribu\u00edram em muito para essa trag\u00e9dia das enchentes de grandes propor\u00e7\u00f5es, nunca vista no Rio Grande do Sul.<\/p>\n<p>Chamam todo esse drama de mudan\u00e7as clim\u00e1ticas bruscas, ou interfer\u00eancia do El Nino, mas, na verdade, \u00e9 a a\u00e7\u00e3o do aquecimento global que a humanidade n\u00e3o quer ver. A situa\u00e7\u00e3o j\u00e1 est\u00e1 chegando ao ponto cr\u00edtico que est\u00e1 atingindo os mais ricos dos centros de maior poder aquisitivo, os quais imaginavam que ficariam inc\u00f3lumes.<\/p>\n<p>\u00c9 hil\u00e1ria, triste, deprimente e primitiva a imagem de homens da defesa civil, se n\u00e3o me engano, colocando sacos de areia e tentando conter a for\u00e7a da \u00e1gua do Rio Gua\u00edba na capital que teve uma boa parte inundada, inclusive todo centro hist\u00f3rico.<\/p>\n<p>As comportas tamb\u00e9m n\u00e3o resistiram e, nessas horas, n\u00e3o h\u00e1 muita coisa a se fazer, s\u00f3 esperar e contabilizar os preju\u00edzos e as centenas de mortos e desaparecidos. Todo pa\u00eds acompanha as cenas estarrecedoras, cuja responsabilidade maior \u00e9 do pr\u00f3prio ser humano.<\/p>\n<p>Entre as entrevistas, vi uma mulher culpar a natureza. A humanidade ainda n\u00e3o caiu a ficha de que a terra est\u00e1 em ebuli\u00e7\u00e3o em decorr\u00eancia de s\u00e9culos de depreda\u00e7\u00e3o do meio ambiente e de que j\u00e1 estamos vivendo em pleno aquecimento global, sem mais retorno porque o consumismo s\u00f3 faz aumentar.<\/p>\n<p>O culpado por tudo isso, minha senhora, \u00e9 o homem. A natureza apenas est\u00e1 dando a sua resposta pelas agress\u00f5es sofridas h\u00e1 s\u00e9culos. Sempre repito e comento que o Brasil era visto antigamente como um para\u00edso do mundo, sem terremotos, vulc\u00f5es, tempestades, tuf\u00f5es, tornados e ciclones. Muitos desses fen\u00f4menos j\u00e1 est\u00e3o aqui entre n\u00f3s, especialmente no sul.<\/p>\n<p>Em minha modesta opini\u00e3o, digo que temos um Brasil, despeda\u00e7ado, despreparado, sem estrutura e sem planejamento. Tudo \u00e9 feito no improviso. Some a tudo isso a corrup\u00e7\u00e3o em todos setores, institui\u00e7\u00f5es e \u00f3rg\u00e3os governamentais. Algu\u00e9m a\u00ed acredita que depois de tudo haver\u00e1 mudan\u00e7as no comportamento preventivo?<\/p>\n<p>Na maioria, as obras s\u00e3o superfaturadas e constru\u00eddas com materiais de segunda ou quinta categoria. Bastam os rios subirem seus volumes de \u00e1gua para arrastarem pontes e abrirem crateras nos asfaltos, alagando tudo pela frente, principalmente casas feitas em locais inapropriados. Criam-se os gabinetes de crises, as estrat\u00e9gias de socorro e depois tudo volta ao normal como se nada tivesse acontecido.<\/p>\n<p>Na capital ga\u00facha, por exemplo, nunca se preocuparam em levantar barreiras concret\u00e1veis mais altas para evitar uma invas\u00e3o das \u00e1guas das chuvas mais torrenciais como acabam de ocorrer. Depois \u00e9 s\u00f3 limpar os estragos e tudo continua na mesma como se essa trag\u00e9dia seja a \u00fanica da hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>Quando acontecem essas cat\u00e1strofes, como esta agora do Rio Grande do Sul, os governos estadual e federal, sem contar as doa\u00e7\u00f5es das popula\u00e7\u00f5es, gastam milh\u00f5es e bilh\u00f5es de reais que deveriam ter sido evitados se l\u00e1 na frente tivessem feito as devidas preven\u00e7\u00f5es, mas o Brasil n\u00e3o \u00e9 de planejar, prefere a corrup\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O povo mais pobre \u00e9 o mais castigado, que fica desalojado e na depend\u00eancia das campanhas de caridade, mas a intensidade dessas mudan\u00e7as clim\u00e1ticas (secas, ciclones, tornados e outros fen\u00f4menos), provocadas pela a\u00e7\u00e3o perversa do ser humano, j\u00e1 est\u00e1 tamb\u00e9m chegando aos ricos, que devastam o meio ambiente, florestas e margens de rios para edificarem suas mans\u00f5es.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Asfaltos e pontes sonrrisais, barragens de barro, cidades constru\u00eddas em terrenos inapropriados, falta de uma prote\u00e7\u00e3o consistente em locais de risco e destrui\u00e7\u00e3o ao longo dos anos do meio ambiente contribu\u00edram em muito para essa trag\u00e9dia das enchentes de grandes propor\u00e7\u00f5es, nunca vista no Rio Grande do Sul. 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