{"id":9276,"date":"2024-03-29T11:43:58","date_gmt":"2024-03-29T14:43:58","guid":{"rendered":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/?p=9276"},"modified":"2024-03-29T11:44:26","modified_gmt":"2024-03-29T14:44:26","slug":"a-goias-velha-dos-famosos-fogareus-e-da-poetisa-cora-coralina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/2024\/03\/29\/a-goias-velha-dos-famosos-fogareus-e-da-poetisa-cora-coralina\/","title":{"rendered":"A GOI\u00c1S VELHA DOS FAMOSOS FOGAR\u00c9US E DA POETISA CORA CORALINA"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/DSC_7327.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-9277\" src=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/DSC_7327.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"365\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/DSC_7327.jpg 550w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/DSC_7327-300x199.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Partimos pela manh\u00e3 rumo a An\u00e1polis para conhecer a Goi\u00e1s Velha ou Velho (distante mais de 100 quil\u00f4metros), \u00e0 cidade dos fogar\u00e9us da quinta-feira da Semana Santa (279 anos de tradi\u00e7\u00e3o) e terra da grande poetisa Cora Coralina. A minha ansiedade estava mais ligada \u00e0 artista e ao casario hist\u00f3rico, tombado pela Unesco em 2001 como patrim\u00f4nio mundial.<\/p>\n<p>Antes de chegarmos paramos no mirante bem estruturado (n\u00e3o \u00e9 este armengue que est\u00e3o construindo no Cristo da Serra do Periperi de Vit\u00f3ria da Conquista), para apreciarmos as belas paisagens cheias de montanhas cobertas pelas florestas. De l\u00e1 avistamos a cidadezinha encravada nos morros e aproveitamos para as fotos. \u00c9 prazeroso viajar.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/DSC_7328.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-9278\" src=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/DSC_7328-300x199.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"199\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/DSC_7328-300x199.jpg 300w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/DSC_7328.jpg 550w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Uns contam (s\u00e3o est\u00f3rias orais) que a vila foi criada por garimpeiros rebeldes vindos de Minas Gerais que ali se instalaram \u00e0 procura de ouro. Para os guias de turismo, foram os bandeirantes paulistas que alcan\u00e7aram aquelas serras dos papagaios e das aratacas. Era o auge do ouro.<\/p>\n<p>Na verdade, a hist\u00f3ria narra que a cidade de Goi\u00e1s, hoje conhecida como Goi\u00e1s Velho (Velha) foi a primeira capital do estado at\u00e9 1937 e surgiu da exist\u00eancia de um vilarejo chamado Arraial de Santana (l\u00e1 est\u00e1 erguida at\u00e9 hoje a Igreja de Santana), fundado em 1727 por Bartolomeu Bueno, filho de Bartolomeu Bueno da Silva, o bandeirante Anhanguera, vindo de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Nascido no apogeu da minera\u00e7\u00e3o do s\u00e9culo XVIII, o arraial foi elevado por D. Luiz de |Mascarenhas a Villa Boa de Goyaz, no ano de 1739, em homenagem ao bandeirante e aos \u00edndios goyazes ou guai\u00e1s, que quer dizer indiv\u00edduo igual ou semelhante. Dez anos depois, em 1749, a Villa foi elevada \u00e0 capital da prov\u00edncia de Goi\u00e1s. A cidade se desenvolveu entre morros ao longo do Rio Vermelho.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/DSC_7332.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignright size-medium wp-image-9279\" src=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/DSC_7332-300x199.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"199\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/DSC_7332-300x199.jpg 300w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/DSC_7332.jpg 550w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Vamos deixar um pouco de hist\u00f3ria de lado e descrever as nossas impress\u00f5es como visitantes forasteiros. De in\u00edcio, senti um povo um tanto fechado, embora educado, logo na primeira recep\u00e7\u00e3o na casa onde residiu a poetisa Cora Coralina. Era por volta das 12 horas e estava fechando para almo\u00e7o (coisas do nosso Brasil). A atente n\u00e3o procurou muito papo e nem perguntou quem \u00e9ramos.<\/p>\n<p>No primeiro contato considerei um absurdo ser uma associa\u00e7\u00e3o privada (a gest\u00e3o deveria estar a cargo da prefeitura ou de uma institui\u00e7\u00e3o p\u00fablica de ensino) que administra o patrim\u00f4nio. De forma impositiva colocou taxa \u00fanica de dez reais para visita\u00e7\u00e3o, desrespeitando a lei federal que obriga cobrar meia para pessoas idosos, deficientes ou estudantes.<\/p>\n<p>Tentei argumentar ao defender meus direitos e explicar que n\u00e3o estava correto (a lei teria que ser cumprida e ningu\u00e9m reclama), como tamb\u00e9m proibir fotografar seu ambiente sob o argumento de direito de imagem quando j\u00e1 se tornou p\u00fablico). Essa de taxa \u00fanica \u00e9 uma usurpa\u00e7\u00e3o e confesso que foi a primeira vez que vi essa arbitrariedade sem uma interfer\u00eancia do Minist\u00e9rio P\u00fablico ou de outros \u00f3rg\u00e3os de defesa do consumidor. Culpa tamb\u00e9m do consumidor da arte.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/DSC_7333.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-9280\" src=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/DSC_7333.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"365\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/DSC_7333.jpg 550w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/DSC_7333-300x199.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Procurei n\u00e3o me irritar para n\u00e3o estragar minha viagem de conhecimento cultural. Para n\u00e3o perder tempo, fomos at\u00e9 o pr\u00e9dio antigo, no mesmo estilo da nossa Rio de Contas, na Chapada Diamantina, onde funcionou a C\u00e2mara e a delegacia, que se transformou em Museu das Bandeiras. Alguns cartazes explicativos anunciavam \u201cPessoas Escravizadas. Pris\u00e3o. Liberdade?\u201d, \u201cCotidiano na Pris\u00e3o\u201d, \u201cSenten\u00e7as\u00a0 e a For\u00e7a\u201d e \u201cNasce um Museu das Ru\u00ednas da Cadeia\u201d.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/DSC_7336.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-9281\" src=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/DSC_7336.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"365\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/DSC_7336.jpg 550w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/DSC_7336-300x199.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Al\u00e9m das cadeias separadas onde eram presos os homens e as mulheres que infringiam as leis da \u00e9poca (mulher que tentava estudar), com penas pesadas (chibatadas e torturas contra os escravos), inclusive com condena\u00e7\u00f5es de mortes por enforcamento, o edif\u00edcio abriga tamb\u00e9m exposi\u00e7\u00f5es de arte, como da Triz de Oliveira Paiva, intitulada \u201cMinha Alma Sofre em Casa de Argila ou como Pensar a \u201cTerra\u201d.<\/p>\n<p>Tivemos o privil\u00e9gio de conhecer a obra de Triz (n\u00e3o conhecia), uma mostra para o Museu das Bandeiras. Ela materializa a um s\u00f3 tempo a maneira de cena de um crime e de uma esp\u00e9cie de s\u00edtio arqueol\u00f3gico. \u201cMinha Alma Sofre em Casa de Argila\u201d instaura ainda o que se poderia compreender como um entrelugar, em que se encenam negocia\u00e7\u00f5es morfol\u00f3gico-mat\u00e9ricas. \u201cTerra roubada. Terra usurpada. Terra da usura. Terra da morte e morte da terra\u201d &#8211; segundo o apresentador da exposi\u00e7\u00e3o, Marco Ant\u00f4nio Vieira.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/DSC_7338.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-9282\" src=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/DSC_7338.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"365\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/DSC_7338.jpg 550w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/DSC_7338-300x199.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Conhecemos a catedral que estava em reforma e a grande pra\u00e7a (lembrei da Rua Grande, em Conquista que foi destru\u00edda) com um chafariz antigo. Num formato de aldeia, em torno dela as casas coloniais ainda bem conservadas. Nas pequenas lojinhas de artesanato e lembran\u00e7as, algumas com grandes bonecos mascarados do tradicional fogar\u00e9u da Semana Santa.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/DSC_7339.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-9283\" src=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/DSC_7339.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"365\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/DSC_7339.jpg 550w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/DSC_7339-300x199.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Finalmente fomos at\u00e9 a casa da poetisa que j\u00e1 estava aberta ao p\u00fablico. Mais uma vez questionei a taxa \u00fanica imposta, e um funcion\u00e1rio reconheceu que eu estava certo. L\u00e1 dentro, os pertences de Cora Coralina, sua ch\u00e1cara, uma pequena mostra de arte e grandes fotografias sobre as enchentes que arrasaram a cidade em 2012.<\/p>\n<p>Cora se chamava Ana Lins dos Guimar\u00e3es Peixoto Bretas, um dos maiores nomes da literatura e se revelou para o Brasil com certa idade avan\u00e7ada. Naquela \u00e9poca era proibido as mulheres escrever ou publicar algum livro. Ela nasceu em 20 de agosto de 1889, ano da Proclama\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica, portanto h\u00e1 135 anos, na cidade de Goi\u00e1s. Era filha do desembargador Francisco de Paula Lins dos Guimar\u00e3es, nomeado por D. Pedro II, e de Jacinta Lu\u00edsa do Couto Brand\u00e3o.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/DSC_7341.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-9284\" src=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/DSC_7341.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"365\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/DSC_7341.jpg 550w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/DSC_7341-300x199.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/a><\/p>\n<p>A poetisa cursou apenas at\u00e9 a terceira s\u00e9rie do curso prim\u00e1rio, mas escreveu poemas e contos desde aos 14 anos. Nessa \u00e9poca, contrariando os costumes, publicou, em 1908, no jornal de poemas, \u201cA Rosa\u201d com algumas amigas. Em 1910 veio o conto \u201cTrag\u00e9dia na Ro\u00e7a\u201d, lan\u00e7ado no \u201cAnu\u00e1rio Hist\u00f3rico e Geogr\u00e1fico do Estado de Goi\u00e1s\u201d, usando o pseud\u00f4nimo de Cora Coralina.<\/p>\n<p>De acordo com \u201cArtpoesia\u201d, livreto do poeta baiano Jos\u00e9 da Boa Morte, o rei das feiras liter\u00e1rias baianas, que o apelidei de Z\u00e8 da Travessia, em 1911, Cora fugiu com o advogado divorciado Cant\u00eddio Tolentino Bretas, indo morar em Jaboticabal, no interior de S\u00e3o Paulo. Como d\u00e1 para se notar, era uma mulher evolu\u00edda e determinada para seu tempo.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/DSC_7342.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-9285\" src=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/DSC_7342.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"365\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/DSC_7342.jpg 550w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/DSC_7342-300x199.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Em 1922 foi convidada para participar da Semana de Arte Moderna, mas foi impedida pelo marido. Depois da morte do esposo, em 1934, foi doceira para sustentar os quatro filhos. Embora continuasse escrevendo, viveu por muito tempo da sua produ\u00e7\u00e3o caseira. Se dizia mais doceira que escritora. Em 1934 chegou a trabalhar tamb\u00e9m como vendedora de livros. Em 1936 muda-se para Andradina, onde come\u00e7a a escrever para o jornal da cidade.<\/p>\n<p>Em 1956 voltou para sua cidade natal onde, em 1959, aos 70 anos, decidiu aprender datilografia para preparar seus poemas e entrega-los aos editores. Em 1956, com 75 anos, Cora conseguiu realizar o seu sonho de publicar o primeiro livro \u201cO Poema dos Becos de Goi\u00e1s e Est\u00f3rias Mais\u201d. Em 1970, tomou posse da cadeira n\u00famero 5 da Academia Feminina de Letras e Artes de Goi\u00e1s. O interesse do grande p\u00fablico pela poetisa se deveu aos elogios do poeta Carlos Drummond de Andrade, em 1980.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/DSC_7347.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-9286\" src=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/DSC_7347.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"365\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/DSC_7347.jpg 550w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/DSC_7347-300x199.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Em Goi\u00e1s Velha ainda visitamos o Instituto Biapo, um casar\u00e3o que se tornou numa galeria de artes e uma esp\u00e9cie de museu sobre a hist\u00f3ria da cidade. O Instituto tamb\u00e9m foi v\u00edtima das enxurradas de 2012. L\u00e1 estava sendo exposta a obra do artista, galerista e arquiteto Fernando Madeira, cuja obra \u201cMudan\u00e7a\u201d me fez refletir sobre v\u00e1rios pontos.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/DSC_7348.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-9287\" src=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/DSC_7348.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"365\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/DSC_7348.jpg 550w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/DSC_7348-300x199.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Como j\u00e1 era tarde e a fome bateu, fomos almo\u00e7ar no pequeno mercado popular de Goi\u00e1s, bem arrumado e aconchegante. Com uma comidinha bem caseira, tivemos o privil\u00e9gio de receber as visitas das aratacas vindas das serras em torno da cidade. Achei que fossem papagaios, mas meu filho Caio, que morou um bom tempo no Amazonas, me corrigiu.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/DSC_7361.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-9288\" src=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/DSC_7361.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"365\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/DSC_7361.jpg 550w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/DSC_7361-300x199.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Claro que estava tamb\u00e9m acompanhado da minha esposa Vandilza Silva Gon\u00e7alves, sempre n\u00e3o perdendo um lance nas fotos do seu celular. Pegamos estrada de volta para An\u00e1polis, numa viagem encantadora, na base do bate e volta, para n\u00e3o gastar muita grana, coisa escassa na nossa pra\u00e7a.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/DSC_7369.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-9289\" src=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/DSC_7369.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"365\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/DSC_7369.jpg 550w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/DSC_7369-300x199.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/DSC_7376.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-9290\" src=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/DSC_7376.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"365\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/DSC_7376.jpg 550w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/DSC_7376-300x199.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/DSC_7481.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-9291\" src=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/DSC_7481.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"365\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/DSC_7481.jpg 550w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/DSC_7481-300x199.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Partimos pela manh\u00e3 rumo a An\u00e1polis para conhecer a Goi\u00e1s Velha ou Velho (distante mais de 100 quil\u00f4metros), \u00e0 cidade dos fogar\u00e9us da quinta-feira da Semana Santa (279 anos de tradi\u00e7\u00e3o) e terra da grande poetisa Cora Coralina. A minha ansiedade estava mais ligada \u00e0 artista e ao casario hist\u00f3rico, tombado pela Unesco em 2001 [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9276"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9276"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9276\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9292,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9276\/revisions\/9292"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9276"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9276"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9276"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}