{"id":9140,"date":"2024-02-19T22:58:19","date_gmt":"2024-02-20T01:58:19","guid":{"rendered":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/?p=9140"},"modified":"2024-02-19T22:58:29","modified_gmt":"2024-02-20T01:58:29","slug":"sarau-a-estrada-debateu-os-60-anos-da-ditadura-civil-militar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/2024\/02\/19\/sarau-a-estrada-debateu-os-60-anos-da-ditadura-civil-militar\/","title":{"rendered":"SARAU A ESTRADA DEBATEU OS 60 ANOS DA DITADURA CIVIL-MILITAR"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/DSC_7171.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-9141\" src=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/DSC_7171.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"365\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/DSC_7171.jpg 550w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/DSC_7171-300x199.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Com a participa\u00e7\u00e3o de intelectuais, estudantes, professores e artistas em geral, o \u201cSarau Colaborativo A Estrada\u201d, que est\u00e1 entrando nos seus 14 anos de exist\u00eancia, colocou em pauta no \u00faltimo s\u00e1bado (dia 17\/02\/24, no Espa\u00e7o Cultural do mesmo nome, o tema dos 60 anos da ditadura civil-militar de 1964 que durou mais de 20 anos e, durante este per\u00edodo, al\u00e9m de amorda\u00e7ar a liberdade de express\u00e3o, torturou milhares de brasileiros, matou e desapareceu com cerca de 500 presos pol\u00edticos.<\/p>\n<p>Lembrar este triste epis\u00f3dio que aconteceu em nosso pa\u00eds \u00e9 fundamental para que este fato de terror n\u00e3o mais se repita em nossas vidas, conforme frisaram os presentes. O assunto \u00e9 t\u00e3o importante que os participantes do Sarau aprovaram continuar com a discuss\u00e3o no pr\u00f3ximo evento, tendo como foco a a\u00e7\u00e3o do regime dos generais em Vit\u00f3ria da Conquista, no dia 6 de maio de 1964, quando o prefeito Pedral Sampaio, eleito pelo povo, foi cassado e cerca de 100 conquistenses foram presos.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/DSC_7172.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-9142\" src=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/DSC_7172-300x199.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"199\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/DSC_7172-300x199.jpg 300w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/DSC_7172.jpg 550w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p>O presidente da comiss\u00e3o do Sarau, professor Itamar Aguiar abriu os trabalhos culturais da noite e deu a palavra ao jornalista e escritor Jeremias Mac\u00e1rio que fez um hist\u00f3rico geral de como se deu o golpe de 64, come\u00e7ando pelo suic\u00eddio do presidente Get\u00falio Vargas, em 24 de agosto de 1954.<\/p>\n<p>Antes disso j\u00e1 havia sido criada a Escola Superior de Guerra (ESG), em 1950, que j\u00e1 tramava um regime ditatorial junto com o servi\u00e7o de intelig\u00eancia da CIA norte-americana, tendo como maior inimigo a amea\u00e7a de um comunismo num pa\u00eds da Am\u00e9rica Latina. Era o tempo da Guerra Fria num cen\u00e1rio geopol\u00edtico polarizado entre Estados Unidos e Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica. Era o medo das influ\u00eancias socialistas das revolu\u00e7\u00f5es na R\u00fassia (1917), na China (1949) e em Cuba (1959).<\/p>\n<p>De acordo com Mac\u00e1rio, que escreveu o livro \u201cUma Conquista Cassada\u201d, quando Get\u00falio se suicidou os militares golpistas entraram em a\u00e7\u00e3o logo que Caf\u00e9 Filho assumiu o poder e sofreu um enfarto. O presidente da C\u00e2mara, Carlos Luz, que ficou na presid\u00eancia, chegou a aderir ao grupo de militares a favor de um golpe, mas foi impedido pelo general Henrique Teixeira Lott e Nereu Ramos governou sob o regime de Estado de S\u00edtio at\u00e9 as elei\u00e7\u00f5es de 1955 vencidas por Juscelino Kubistchek.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/DSC_7174.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignright size-medium wp-image-9143\" src=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/DSC_7174-300x199.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"199\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/DSC_7174-300x199.jpg 300w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/DSC_7174.jpg 550w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Juscelino tomou posse em 1956 e, mesmo assim, tentaram dar um golpe entre o meado e final do seu mandato. Nas elei\u00e7\u00f5es de 1960, J\u00e2nio Quadros foi o vencedor, empossado em 1961, s\u00f3 que renunciou em 25 de agosto do mesmo ano. No momento, seu vice Jo\u00e3o Goulart, o Jango, estava numa viagem de negocia\u00e7\u00e3o em Pequim, na China.<\/p>\n<p>A rejei\u00e7\u00e3o contra Jango, herdeiro do populismo getulista, era grande nos meios militares e a UNE (Uni\u00e3o Nacional dos Estudantes), a classe oper\u00e1ria, a Igreja Cat\u00f3lica (a Polop \u2013Pol\u00edtica Oper\u00e1ria) e as ligas camponesas j\u00e1 clamavam por reformas de base no campo e nas cidades.<\/p>\n<p>Os generais tentaram impedir a posse de Jango, mas o governador do Rio Grande do Sul, Leonel Brizola, enfrentou a tropa a favor de um golpe, com a cria\u00e7\u00e3o da Campanha da Legalidade e da for\u00e7a do Grupo dos Onze. A rea\u00e7\u00e3o dos militares foi forte contra o que eles chamavam de Rep\u00fablica Sindicalista.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/DSC_7175.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-9144\" src=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/DSC_7175.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"365\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/DSC_7175.jpg 550w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/DSC_7175-300x199.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Jango retornou ao pa\u00eds atrav\u00e9s do Uruguai (Montevid\u00e9u) e num acordo com o general Amaury Kruel e Tancredo Neves aceitou governar sob o regime parlamentarista que teve o seu fim com um plebiscito popular, em 1963. Goulart tinha o apoio do 18\u00ba Regimento de Infantaria do RGS, do III Ex\u00e9rcito, do governador de Goi\u00e1s, Mauro Borges e de outros comandos militares e voou de Porto Alegre a Bras\u00edlia no in\u00edcio de setembro de 1961 para tomar posse (Ranieri Mazzilli era o presidente interino).<\/p>\n<p>Apesar de tudo acertado, um grupo de oficiais (Opera\u00e7\u00e3o Mosquito) tentou derrubar o avi\u00e3o de Jango, mas a a\u00e7\u00e3o foi abortada por sargentos da aeron\u00e1utica. Do final de 1961 a mar\u00e7o de 1964 Jango governou diante de um turbilh\u00e3o de acontecimentos com as esquerdas \u2013 Leonel Brizola, Miguel Arraes, governador de Pernambuco, o deputado Francisco Juli\u00e3o e o Partido Comunista Brasileiro \u2013 pressionando o presidente para colocar em pr\u00e1tica as reformas prometidas.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/DSC_7177.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-9145\" src=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/DSC_7177.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"365\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/DSC_7177.jpg 550w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/DSC_7177-300x199.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/a><\/p>\n<p>A Igreja Cat\u00f3lica fazia seus movimentos sociais, mas se posicionava contra uma poss\u00edvel implanta\u00e7\u00e3o do comunismo no pa\u00eds. A classe m\u00e9dia, a pr\u00f3pria Igreja e as elites burguesas reacion\u00e1rias, principalmente fazendeiros latifundi\u00e1rios, se colocaram ao lado de um golpe militar, da\u00ed a ditadura ter sido civil-militar.<\/p>\n<p>O com\u00edcio do presidente na Central do Brasil, em 13 de mar\u00e7o de 1964, o discurso dos sargentos e fuzileiros navais no mesmo m\u00eas, as press\u00f5es de Carlos Lacerda (RJ), Magalh\u00e3es Pinto (MG) e Adhemar de Barros (SP), a fala de Jango no Autom\u00f3vel Clube, em 30 de mar\u00e7o de 64, foram os principais estopins para estourar o golpe com a marcha do general Ol\u00edmpio Mour\u00e3o Filho que desceu de Juiz de Fora at\u00e9 o Rio de Janeiro, no dia 31\/03, mas o ato s\u00f3 se consolidou mesmo no dia 1\u00ba de abril do mesmo ano.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/DSC_7181.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-9146\" src=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/DSC_7181.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"365\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/DSC_7181.jpg 550w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/DSC_7181-300x199.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/a><\/p>\n<p>O palestrante citou ainda o golpe sobre o golpe que ocorreu em 1968 quando todos direitos humanos foram suspensos atrav\u00e9s do AI-5 e a ditadura se tornou mais tir\u00e2nica no governo do general M\u00e9dici. O professor Jos\u00e9 Carlos pontou sobre as torturas, as mortes cru\u00e9is e o desaparecimento de presos pol\u00edticos. Tamb\u00e9m falaram sobre a quest\u00e3o os professores Itamar Aguiar e Jos\u00e9 Rubens, o \u201cBinho\u201d ambos da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia-Uesb, dentre outros que fizeram suas interven\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Logo ap\u00f3s os debates, o m\u00fasico e compositor Manno di Souza nos abrilhantou com suas cantorias ao lado da cantora Marta Moreno e seu Armando Santos. Jhesus, mais uma vez, nos encantou com seus causos de autoria do poeta Jessier Querino. Houve tamb\u00e9m declama\u00e7\u00f5es de poemas autorais de Jeremias Mac\u00e1rio, Edna Brito, da Casa da Cultura, Eliene Teles, Rubens, dentre outros, num clima de amizade, troca de ideias e muita cultura.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/DSC_7182.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-9147\" src=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/DSC_7182.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"365\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/DSC_7182.jpg 550w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/DSC_7182-300x199.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Maris Stella aproveitou a ocasi\u00e3o para lembrar o falecimento dos professores Caetano e Nivaldo, da Uesb, que deixaram um grande legado para nossa cidade de Conquista, para a Bahia e at\u00e9 a n\u00edvel nacional. No mais, o papo rolou descontra\u00eddo sobre diversos temas at\u00e9 a madrugada numa noite rica culturalmente e acompanhada de um bom vinho, umas geladas, petiscos e um bode cozido preparado pela anfitri\u00e3 da casa, Vandilza Gon\u00e7alves.<\/p>\n<p>Participaram ainda do Sarau Colaborativo o galego espanhol Fernando, Rog\u00e9rio Mascarenhas, Jos\u00e9 Rubens (novos componentes), Rose Em\u00edlia, Dall Farias, Cleu\u00a0 Flor, Cleide Teles, Manoel Domingues Neto, o portugu\u00eas Lu\u00eds Alt\u00e9rio, Odete Alves, Karine Grisi, Giovana, Jo\u00e3o Victor, Maria Clara, o m\u00fasico Baducha e sua esposa C\u00e9u.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/DSC_7188.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-9148\" src=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/DSC_7188.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"365\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/DSC_7188.jpg 550w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/DSC_7188-300x199.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com a participa\u00e7\u00e3o de intelectuais, estudantes, professores e artistas em geral, o \u201cSarau Colaborativo A Estrada\u201d, que est\u00e1 entrando nos seus 14 anos de exist\u00eancia, colocou em pauta no \u00faltimo s\u00e1bado (dia 17\/02\/24, no Espa\u00e7o Cultural do mesmo nome, o tema dos 60 anos da ditadura civil-militar de 1964 que durou mais de 20 anos [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9140"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9140"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9140\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9149,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9140\/revisions\/9149"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9140"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9140"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9140"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}