{"id":9134,"date":"2024-02-16T22:01:05","date_gmt":"2024-02-17T01:01:05","guid":{"rendered":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/?p=9134"},"modified":"2024-02-16T22:01:12","modified_gmt":"2024-02-17T01:01:12","slug":"a-escravidao-dos-cristaos-brancos-pelos-turcos-mouros-e-muculmanos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/2024\/02\/16\/a-escravidao-dos-cristaos-brancos-pelos-turcos-mouros-e-muculmanos\/","title":{"rendered":"A ESCRAVID\u00c3O DOS CRIST\u00c3OS BRANCOS PELOS TURCOS, MOUROS E MU\u00c7ULMANOS"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/DSC_7165.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-9135\" src=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/DSC_7165.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"365\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/DSC_7165.jpg 550w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/DSC_7165-300x199.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Quando se fala em escravid\u00e3o nossas mentes lembram logo de imediato a negra africana para as Am\u00e9ricas, a mais cruel e vergonhosa, que durou cerca de 350 anos, mas ela sempre existiu desde o in\u00edcio da humanidade nos tempos primitivos.<\/p>\n<p>Nas guerras, como no Imp\u00e9rio Romano, um exemplo, os prisioneiros se tornavam cativos do Estado e dos senhores oficiais donos das terras. A revolta dos escravos, comandados por Spartacus, reuni\u00e3o mais de 100 mil homens que, por pouco, n\u00e3o invadiram Roma.\u00a0 Foi at\u00e9 escrito o romance \u201cSpartacus\u201d. E na Gr\u00e9cia antiga dos fil\u00f3sofos?<\/p>\n<p>Na \u00e9poca das Cruzadas, nos s\u00e9culos XI e XII, os derrotados dos dois lados se tornavam escravos. A Igreja Cat\u00f3lica at\u00e9 criou ordens religiosas, como os trinit\u00e1rios, na Fran\u00e7a, e os merced\u00e1rios, na Espanha, para resgatar, por altos pre\u00e7os, os seus fi\u00e9is do cativeiro.<\/p>\n<p>Sem muita visibilidade porque poucos escreveram sobre o tema, em paralelo \u00e0 escravid\u00e3o africana, entre os s\u00e9culos XVI e final do XVIII, aconteceu a dos crist\u00e3os brancos na regi\u00e3o da Berb\u00e9ria (T\u00fanis, Argel e Tr\u00edpoli) pelos cors\u00e1rios mouros, turcos e mu\u00e7ulmanos, sob o comando de Constantinopla, mais por motivos religiosos.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/DSC_7169.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-9136\" src=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/DSC_7169.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"365\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/DSC_7169.jpg 550w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/DSC_7169-300x199.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Alguns m\u00e9todos e pr\u00e1ticas de torturas foram at\u00e9 semelhantes. Quem explorou bem o assunto foi o historiador e pesquisador em Phd, Robert C. Davis, que publicou o livro \u201cEscravos Crist\u00e3os, Senhores Mu\u00e7ulmanos\u201d. Foi mais uma barb\u00e1rie pouco divulgada onde os cors\u00e1rios em gal\u00e9s capturavam crist\u00e3os brancos da Inglaterra, Fran\u00e7a, Espanha, Portugal e It\u00e1lia, principalmente.<\/p>\n<p>Depois exigiam resgates caros ou eram levados para os chamados banhos p\u00fablicos, um centro prisional no estilo dos campos de concentra\u00e7\u00e3o nazistas. Como na escravid\u00e3o negra, existia tamb\u00e9m um mercado de vendas desses cativos n\u00e3o resgatados pelo Estado e seus familiares, denominado de \u201cBadist\u00e3o\u201d. Esses banhos p\u00fablicos foram depois demolidos, sem deixar vest\u00edgios para preservar a mem\u00f3ria.<\/p>\n<p>Naquela \u00e9poca, as moedas mais utilizadas de compras eram os xelins ingleses, dinares argelinos, cequins venezuelanos, d\u00f3lar espanhol, sultani de ouro turco, ducado veneziano, escudos romanos, patacas, grossi napolitano, piastras, on\u00e7as sicilianas, dentre outras. N\u00e3o se usava mercadorias como na Costa da \u00c1frica, no Congo, na Guin\u00e9 e no Benin.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/DSC_7159.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-9137\" src=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/DSC_7159.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"365\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/DSC_7159.jpg 550w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/DSC_7159-300x199.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Os argelinos, com mais navios e piratas, foram os que mais investiram nas capturas de escravos crist\u00e3os brancos nobres, oficiais da marinha e pobres, na grande maioria camponeses e pescadores, entre in\u00edcio do s\u00e9culo XVI ao XVIII. Eles visavam mais os italianos, muitos dos estados papais que tinham mais dinheiro para pagar.<\/p>\n<p>Muitos, os mais pobres, ficavam 10, 20 e at\u00e9 30 anos como escravos na Costa da Berb\u00e9ria. Outros morriam nos cativeiros ou n\u00e3o resistiam aos espancamentos, torturas, surras, trabalhos for\u00e7ados nas gal\u00e9s e terminavam se convertendo ao islamismo.<\/p>\n<p>Os senhores reis, pax\u00e1s e ricos das reg\u00eancias aproveitavam as mulheres para serem suas concubinas ou fazerem parte de seus har\u00e9ns. Os homens eram seduzidos para serem seus cativos sexuais. Nos banhos p\u00fablicos, devido a pr\u00f3pria superlota\u00e7\u00e3o, eram comuns as pr\u00e1ticas homossexuais, embriaguez, brigas constantes e mortes<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/DSC_7158.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-9138\" src=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/DSC_7158.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"365\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/DSC_7158.jpg 550w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/DSC_7158-300x199.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando se fala em escravid\u00e3o nossas mentes lembram logo de imediato a negra africana para as Am\u00e9ricas, a mais cruel e vergonhosa, que durou cerca de 350 anos, mas ela sempre existiu desde o in\u00edcio da humanidade nos tempos primitivos. 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