{"id":8901,"date":"2023-12-11T23:03:44","date_gmt":"2023-12-12T02:03:44","guid":{"rendered":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/?p=8901"},"modified":"2023-12-11T23:15:07","modified_gmt":"2023-12-12T02:15:07","slug":"tropeirismo-e-caminhos-no-brasil-imperio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/2023\/12\/11\/tropeirismo-e-caminhos-no-brasil-imperio\/","title":{"rendered":"SARAU A ESTRADA DISCUTE &#8220;TROPEIRISMO E CAMINHOS NO BRASIL IMP\u00c9RIO&#8221;"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/DSC_6951.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-8902\" src=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/DSC_6951.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"365\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/DSC_6951.jpg 550w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/DSC_6951-300x199.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Eles iam abrindo trilhas, fazendo caminhos e estradas para comercializar suas mercadorias em locais distantes do nosso Brasil, principalmente no Nordeste. Suas lidas eram cheias de obst\u00e1culos e tinham uma alimenta\u00e7\u00e3o diferenciada, como a farofa de farinha, o feij\u00e3o, a carne seca e a rapadura. Entre os ingredientes inventaram o feij\u00e3o tropeiro at\u00e9 hoje apreciado por todos.<\/p>\n<p>Estamos falando dos tropeiros, tema que foi debatido no \u00faltimo Sarau A Estrada do ano e que teve como palestrante a estudiosa no assunto Maris Stella, da Catrop, que abriu os trabalhos na noite de s\u00e1bado (dia 9\/12), no Espa\u00e7o Cultural A Estrada, e fez uma ampla explana\u00e7\u00e3o sobre o tropeirismo no Brasil e em Vit\u00f3ria da Conquista.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/DSC_6924.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-8903\" src=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/DSC_6924.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"365\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/DSC_6924.jpg 550w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/DSC_6924-300x199.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/a><\/p>\n<p>De acordo com o livro-cartilha \u201cMem\u00f3ria Hist\u00f3rica do Tropeirismo em Vit\u00f3ria da Conquista\u201d, patrocinado pelo IPAC, Governo do Estado e apoio de outras entidades, tropa, na defini\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria palestrante, \u00e9 um sistema de transporte composto por animais cargueiros. Eram utilizados jegues ou jegas para cargas mesmo pesadas e dist\u00e2ncias curtas, enquanto burros e mulas serviam para lugares mais longe com maiores cargas. Este conjunto era conduzido por tropeiros.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/DSC_6925.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-8904\" src=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/DSC_6925.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"365\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/DSC_6925.jpg 550w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/DSC_6925-300x199.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/a><\/p>\n<p>O tropeiro, segundo Maris Stella, poderia ser o dono ou o condutor dos animais. Conduzia a exporta\u00e7\u00e3o de produ\u00e7\u00f5es agr\u00edcolas locais como cacha\u00e7a, a\u00e7\u00facar, farinha, couro, rapadura, dentre outros. Trazia sal, cerveja, querosene em latas, tecidos, gr\u00e3os, produtos manufaturados pelas ind\u00fastrias europeias, como \u00f3culos, leques, livros, chap\u00e9us, bebidas em geral, dentre outros utens\u00edlios. \u201cNesse tr\u00e2nsito, valores e culturas eram compartilhadas em ranchos e povoados ao longo dos caminhos\u201d.<\/p>\n<p>O livro fala ainda sobre o que \u00e9 tropeirismo? Um fen\u00f4meno s\u00f3cio-hist\u00f3rico e cultural decorrente do tr\u00e2nsito e das media\u00e7\u00f5es estabelecidas entre os tropeiros e as popula\u00e7\u00f5es com que estiveram em contato. O cap\u00edtulo segundo destaca a Composi\u00e7\u00e3o e Funcionamento de uma Tropa, composta de homens e animais. Em geral trabalhavam duas ou mais pessoas, cada um com suas fun\u00e7\u00f5es\u00a0 \u00a0e 12 animais formavam uma tropa.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/DSC_6926.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-8905\" src=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/DSC_6926.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"365\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/DSC_6926.jpg 550w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/DSC_6926-300x199.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/a><\/p>\n<p>A obra ainda descreve sobre de que forma se transportava as cargas, ensina como se faz uma bruaca (pe\u00e7a artesanal, cuja mat\u00e9ria-prima era o couro), diz como era a jornada di\u00e1ria de um tropeiro, fala das rancharias, como se alimentavam, se vestiam, como os tropeiros transmitiam e aprendiam conhecimentos e, por fim, o tropeirismo em Vit\u00f3ria da Conquista e regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Maris Stella informou que o tropeirismo em Conquista come\u00e7ou a partir da forma\u00e7\u00e3o do arraial pelo seu fundador Jo\u00e3o Gon\u00e7alves da Costa. Na pontua\u00e7\u00e3o do professor Itamar Aguiar, Jo\u00e3o Gon\u00e7alves foi um dos maiores abridores de estradas no Brasil, a mando do pr\u00f3prio rei de Portugal, para o transporte do ouro e das mercadorias, muitas das quais vindas do litoral a partir de Cachoeira e Nazar\u00e9.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/DSC_6942.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-8906\" src=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/DSC_6942.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"365\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/DSC_6942.jpg 550w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/DSC_6942-300x199.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Aqui, como assinala a palestrante, eles faziam rancharias na antiga Rua Grande (Centro da cidade), inclusive num barrac\u00e3o onde hoje \u00e9 a primeira Igreja Batista. Sobre o tema, Maris Stella falou tamb\u00e9m do tropeirismo que ocorreu em Sorocaba, em S\u00e3o Paulo, um centro que recebia tropeiros vindos do sul (Paran\u00e1, Rio Grande do Sul) e at\u00e9 mesmo do Nordeste.<\/p>\n<p>Fim dos debates, o Sarau continuou com seu formato de treze anos, com cantorias de viola do nosso m\u00fasico e compositor Walter Lajes, com os causos do nosso companheiro Jhesus, declama\u00e7\u00f5es de poemas por Edna, Jeremias Mac\u00e1rio, Vandilza, a anfitri\u00e3 que a todos recebeu com um delicioso bode cozido, nosso Dall Farias e outros poetas.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/DSC_6933.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-8907\" src=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/DSC_6933.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"365\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/DSC_6933.jpg 550w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/DSC_6933-300x199.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Luis Alt\u00e9rio postou no grupo de escritores conquistenses, no Zap, que \u201co sarau foi maravilhoso e a palestrante foi o ponto alto. Aqui parabenizo o professor Itamar, Vandilza, Jeremias e outros que fomentam este sarau. Vida longa ao Sarau A Estrada!. Temos que valorizar estes eventos. S\u00e3o coisas que fazem a diferen\u00e7a&#8230; Vivam os encontros e a vivacidade da arte e do conhecimento!\u201d N\u00f3s agradecemos as presen\u00e7as de todos e que em 2024 venham outros saraus j\u00e1 nos seus 14 anos de exist\u00eancia.<\/p>\n<p>Como sempre, o evento transcorreu num clima fraternal de bate-papo cultural, troca de conhecimentos e varou a madrugada com os comes e bebes de tira-gostos, cerveja e vinho entre a biblioteca e o quintal. Foi uma passagem dos treze para os 14 anos, com o pr\u00f3ximo j\u00e1 marcado para fevereiro, com o tema sobre a ditadura civil-militar de 1964 quando completa 60 anos, tendo como foco a resist\u00eancia que aconteceu em Vit\u00f3ria da Conquista contra o regime de opress\u00e3o.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/DSC_6934.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-8908\" src=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/DSC_6934.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"365\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/DSC_6934.jpg 550w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/DSC_6934-300x199.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Fizeram parte do nosso tradicional evento, Juanice Flor, Luis Alt\u00e9rio, Lidia, Manoel Domingos, Nilde, Adiram\u00e9lia, Clovis Carvalho, Lucas Carvalho, Humberto, Ros\u00e2ngela, Viviane Gama, Igor Brito, Maria das Gra\u00e7as, Odete, Caique Santos, Neto, Rozane Martins, Cleo, Maria das Gra\u00e7as Bispo Santana e outros que abrilhantaram nossa festa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Eles iam abrindo trilhas, fazendo caminhos e estradas para comercializar suas mercadorias em locais distantes do nosso Brasil, principalmente no Nordeste. 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