{"id":8827,"date":"2023-11-23T22:06:10","date_gmt":"2023-11-24T01:06:10","guid":{"rendered":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/?p=8827"},"modified":"2023-11-23T22:06:21","modified_gmt":"2023-11-24T01:06:21","slug":"auroras-do-menino-possivel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/2023\/11\/23\/auroras-do-menino-possivel\/","title":{"rendered":"AURORAS DO MENINO POSS\u00cdVEL"},"content":{"rendered":"<p>Depois da ponte, a fazenda Natal;<\/p>\n<p>A casa azul, adiante, no caminho.<\/p>\n<p>Na Avenida Ba\u00e9r, os carroceiros<\/p>\n<p>Acomodam arreios e alim\u00e1rias.<\/p>\n<p>De cal\u00e7as curtas ou cal\u00e7\u00e3o de banho,<\/p>\n<p>Ia com o primo manco de menino,<\/p>\n<p>Sempre de tarde, quando o sol morria,<\/p>\n<p>Tomar banho no Po\u00e7o do Curtume.<\/p>\n<p>Mo\u00e7o cordato e companheiro que era,<\/p>\n<p>Ensinou-me a nadar no calmo rio.<\/p>\n<p>Comecei pelo nado-cachorrinho;<\/p>\n<p>Logo bra\u00e7adas e depois mergulhos,<\/p>\n<p>S\u00f3 voltando de l\u00e1 no lusco-fusco,<\/p>\n<p>Quando o sino dobrava Ave-Marias.<\/p>\n<p>Poema do meu dign\u00edssimo professor na Faculdade de Jornalismo da UFBA e colega de reda\u00e7\u00e3o do jornal \u201cA Tarde\u201d, Florisvaldo Mattos, o Flori, para os mais \u00edntimos, nasceu em Uru\u00e7uca-Bahia, poeta, jornalista, exerceu cargos em v\u00e1rios jornais, como editor-chefe do Di\u00e1rio de Not\u00edcias e no A Tarde. Foi chefe da Sucursal na Bahia do Jornal do Brasil, editor do Caderno Cultural do A Tarde, premiado em 1995 pela Associa\u00e7\u00e3o Paulista de Cr\u00edticos de Arte como melhor do Brasil no quesito de Divulga\u00e7\u00e3o Cultural. \u00c9 membro da Academia de Letras da Bahia. Dentre outras obras poemas publicou Reverdor (1965), F\u00e1bula Civil (1975), Mares Anoitecidos (2000), Galope Amarelo e Outros Poemas (2001), Poesia Reunida e In\u00e9ditos (2011) e participou de antologias po\u00e9ticas nacionais e internacionais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Depois da ponte, a fazenda Natal; A casa azul, adiante, no caminho. Na Avenida Ba\u00e9r, os carroceiros Acomodam arreios e alim\u00e1rias. De cal\u00e7as curtas ou cal\u00e7\u00e3o de banho, Ia com o primo manco de menino, Sempre de tarde, quando o sol morria, Tomar banho no Po\u00e7o do Curtume. Mo\u00e7o cordato e companheiro que era, Ensinou-me [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[6],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8827"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8827"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8827\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8828,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8827\/revisions\/8828"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8827"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8827"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8827"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}